<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152</id><updated>2012-02-05T14:38:40.814-07:00</updated><title type='text'>o teatro de vampiros</title><subtitle type='html'>another turnin' point, a fork stuck in the road - SÉTIMA TEMPORADA</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>82</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-5153623515553114262</id><published>2009-05-03T20:27:00.002-07:00</published><updated>2009-05-03T20:30:14.064-07:00</updated><title type='text'>7.15 - Into the Wild</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://blog.afi.com/main/wp-content/uploads/2007/12/into_the_wild_movie_poster.jpg"&gt;[ THE SERIES FINALE - Into the wild ]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://blog.afi.com/main/wp-content/uploads/2007/12/into_the_wild_movie_poster.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 308px; height: 453px;" src="http://blog.afi.com/main/wp-content/uploads/2007/12/into_the_wild_movie_poster.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Por muito e muito tempo eu fiquei pensando como é que eu ia terminar esse blog, tipo num último episódio mesmo. Claro que, algumas vezes, eu achei que esse dia não fosse chegar, embora eu soubesse, desde o início, que a trama principal não era eterna. Afinal, Friends terminou depois de 10 temporadas, Dawson's Creek depois de 6, The OC depois de 4. Os motivos variam: é falta de audiência, brigas contratuais ou simplesmente a inexplicável falta de assunto. Não que eu realmente tenha a pretensão de já ter falado de tudo por aqui, como disse no meu último post. Mas algumas tramas só duram o necessário. Ou então cria-se a famosa barriga: um assunto que teima em não acabar. Sabemos como isso é chato..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em episódios finais, há casamentos: Ross e Rachel ficaram juntos pra sempre. Há desastres ecológicos que mudam as vidas das pessoas: um terremoto abala as estruturas de Newport Beatch em The OC. Há morte: Jen morre em Dawson's Creek. Há coisas que acontecem das quais nos lamentamos eternamente. Há finais errados. Há finais certos. Por aqui, se você olhar rápido, não vai ver grandes acontecimentos. Não há finais felizes, nem casamentos, nem mortes. Mas se você reparar bem, é tudo isso uma grande coisa, não é não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é só o fato de eu ter feito aniversário. Não é mesmo o fato de, mais uma vez, eu ter fechado um ciclo de estações na vida. Mas por todo o processo. Quando eu comecei a escrever aqui (e o teatro ainda era no outro endereço, desativado anos depois), eu era um adolescente com o sonho de que minha vida fosse um seriado americano. Demorou até eu perceber que não era bem um seriado americano, mas as pequenas improbabilidades do dia-a-dia e a maneira como o destino foi escrevendo nossos roteiros me surpreenderam. É isso aí. Teve início de caso, fim de caso, teve dúvida, teve certeza, teve ousadia, teve introspecção. Teve mesmo tudo o que uma série de sucesso tem direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se antes, cinco anos atrás, eu era um adolescente com sonhos e com uma vontade gigante de que as coisas acontecessem na minha vida, hoje eu sou quase a mesma pessoa. Só que, infelizmente, não sou mais um adolescente. Ou felizmente, sei lá. E daqui uns meses, não vou ser mais um universitário. É. Acho que eu to virando adulto mesmo. Dá medo, dói um pouco, mas um dia me disseram que as coisas vão dar certo. Basta que eu acredite. E que eu queira, e que eu busque. E blá. As coisas vão dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu não estou pensando em parar de escrever. Só vou escrever menos. E a gente ainda pode se ver &lt;a href="http://meusanosincriveis.blogspot.com"&gt;nesse outro blog&lt;/a&gt;. E ainda tem surpresa por aí, novos blogs, novas emoções, uma nova série. Mais adulta. E não menos adolescente. EU ainda quero brincar de lego. AInda quero escrever minhas histórias e as dos outros. Ainda quero ritos de passagem. AInda quero amigos eternos e amores que duram um ano. Ainda quero ser um rockstar. Mas é a vida. A gente tem que entrar na natureza selvagem, mais cedo ou mais tarde. Alguns adiam pra sempre. Eu tento enfrentar o medo e encarar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu? Nem foi uma despedida triste. Não era pra ser. Era só pra ser despedida mesmo. De brinde, uma musica pra nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom olhar pra trás&lt;br /&gt;e admirar a vida que soubemos fazer&lt;br /&gt;É bom olhar pra frente&lt;br /&gt;É bom, nunca é igual&lt;br /&gt;olhar, beijar, ouvir, cantar um novo dia nascendo&lt;br /&gt;É bom e é tão diferente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou chorar, você não vai chorar&lt;br /&gt;Você pode entender que eu não vou mais te ver&lt;br /&gt;por enquanto, sorria e saiba do que eu sei: eu te amo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi bom se apaixonar&lt;br /&gt;ficar feliz, te ver feliz me faz bem&lt;br /&gt;Foi bom, é bom e o que será?&lt;br /&gt;Por pensar demais eu preferi não pensar demais&lt;br /&gt;dessa vez...&lt;br /&gt;foi tão bom e por que será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou chorar, você não vai chorar&lt;br /&gt;Você pode entender que eu não vou mais te ver&lt;br /&gt;por enquanto, sorria e saiba do que eu sei: eu te amo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou chorar, você não vai chorar&lt;br /&gt;Ninguém precisa chorar&lt;br /&gt;mas eu só posso te dizer&lt;br /&gt;por enquanto, que nessa linda história&lt;br /&gt;os diabos são anjos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-5153623515553114262?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/5153623515553114262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=5153623515553114262&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/5153623515553114262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/5153623515553114262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2009/05/715-into-wild.html' title='7.15 - Into the Wild'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-5465106588722535917</id><published>2009-04-25T16:06:00.004-07:00</published><updated>2009-04-25T16:47:33.412-07:00</updated><title type='text'>7.14 - L'avventura</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;[ L'avventura ]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.lib.washington.edu/media/criterion/images/l%27avventura.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 306px; height: 432px;" src="http://www.lib.washington.edu/media/criterion/images/l%27avventura.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Será que já foi tudo escrito? Tudo o que tinha de ser, sobre qualquer coisa? Por que é que eu não consigo mais terminar um texto pra postar aqui que não seja idêntico a qualquer um que eu já tenha postado? O calendário vai me dando algumas pistas do motivo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;É o motivo que eu respiro quando insisto em abrir os olhos de manhã, contrariando cada polegada cúbica de sono que ainda habita sobre minha cabeça. É o que me faz administrar e ponderar, e tornar o verbo "abdicar" cada vez mais cheio de sentido em minha consciência. É a consciência, afinal, do que pode ser e não ser, com clareza quase nítida das consequências de cada ato, embora a surpresa cotidiana ainda se faça açucarada em meu paladar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;É o meu motivo de acreditar ou duvidar, de sentir ou pensar, percebendo que há poucos limites entre os extremos, ou que simplesmente eram só pudores infantis. Não é hora pra ter menos indagações e mais surpresas, mas já é tempo de transformar os pontos de interrogação e as reticências deixadas pra trás ao longo da vida em pontos finais. Ou, ao menos, vírgulas (quisera exclamações!).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;O motivo que me faz ter ideias concretas, tornando-as sonhos e, logo, planos. Descarto facilmente as utopias, mas mantenho esperanças. Expectativas em relação à vida. Por causa desse motivo, gosto mais quando a janela do quarto fica aberta enquanto a noite fria entra em flechas de ar. Por causa dele, encontro mais sinônimos, descubro mais ligações lógicas na poesia da humanidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Esse motivo me ensina que é difícil ser o melhor, mas que dá pra ser a gente mesmo, e se destacar dessa maneira. Ele me diz qual direção seguir, qual ônibus pegar pra voltar pra casa. Ele me ensina a sempre ter uma garrafinha d'água na mochila, e levar guarda-chuva mesmo com o estio mórbido anunciado. Ele me conta, de noite, qual é o momento certo, e me dá deixas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;O motivo me mostra pavios, mas esconde se eles vão incendiar velas ou explodir dinamites. São todas as escolhas que a gente faz. Trocando a festa pelos textos, trocando uma cidade por outra, trocando a calma certeira pela duvidosa agitação. O motivo que me impede de escrever é o mesmo que me mostrou, e continua insistindo a cada dia, que o importante não é o destino e sim a viagem - como se eu não soubesse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Por causa desse motivo, eu durmo mais cedo quando sei que preciso. Ou mais tarde, quando acredito que posso. E por causa deles eu insisto em tomar decisões erradas, pelo prazer inconsciente da experiência. É o motivo pelo qual vou abandonando sem querer as emoções voláteis da adolescência. É o motivo pelo qual eu aumento de tamanho, sem mudar minha estatura. E que me faz sorrir ao olhar pela janela, ainda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;São as estações dando voltas. E eu sei que, no final, o outono sempre vai chegar. E trazer frios às noites. E folhas secas imaginárias para a gente pisar e fazer barulho. E não mudar apenas um dígito nos meus dados eletrônicos, mas trazer um pouquinho mais de juizo. É por causa dele que decidi parar de escrever neste blog.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;"atenção, tudo é perigoso, tudo é divino, maravilhoso!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Que eu possa ter a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar aquelas que eu posso, e sabedoria para distinguir umas das outras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-style: italic;"&gt;to be continued...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-5465106588722535917?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/5465106588722535917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=5465106588722535917&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/5465106588722535917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/5465106588722535917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2009/04/714-lavventura.html' title='7.14 - L&apos;avventura'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-7411604144213886404</id><published>2009-04-12T21:08:00.002-07:00</published><updated>2009-04-12T21:28:32.760-07:00</updated><title type='text'>7.13 - Nick and Norah's Infinite Playlist</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;[ Nick and Norah's infinite playlist ]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ou como aprendi a gostar de Kid Abelha, The Cranberries, Legião Urbana e Guns N'Roses com meus irmãos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.wildaboutmovies.com/images_6/NickAndNorahsInfinite.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 325px; height: 484px;" src="http://www.wildaboutmovies.com/images_6/NickAndNorahsInfinite.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Das características mais valiosas da minha própria personalidade, o ecletismo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;é a que mais prezo. Assim mesmo, sem nenhuma ressalva de modéstia, gosto de gostar de opostos, como diria o poeta. Não porque acho que é bacana ou cool exercer a tolerância, para que me vejam um pouco mais legal, nem mesmo para tentar, com meus gostos diversos, agradar grupos igualmente diversos de opiniões. Certamente não é pra me aproximar dos góticos new wave do mundo que &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ORc5Td_T6og"&gt;The Cure&lt;/a&gt; é um dos temas da minha vida. Nem mesmo pra exibir minha bagagem cultural sofisticada que escuto os acordes aranhados de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=gzxVBXCP1jg"&gt;João Gilberto&lt;/a&gt;. É uma satisfação pra mim mesmo, e só pra mim, poder escutar, na mesma madrugada, uma &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=3yUZvw-Ps30"&gt;power balada metal&lt;/a&gt; e uma &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=V3Ep-bLUTOk"&gt;moda sertaneja&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Sim, considero o ecletismo consciente uma preciosidade hoje em dia. Dias em que não há tolerância, nem mesmo entre os que se dizem mais cultos, por torcerem o nariz para o gosto musical do outro. Como fosse decepção descobrir que um amigo, tão notável por sua coleção de vinis da &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=BDcFa16ZisY"&gt;Maria Bethânia&lt;/a&gt;, também conservar nos armários um álbum da &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=fYnYtT88mCI"&gt;Blitz&lt;/a&gt;. E não, recuso-me a achar engraçado gostar da Blitz ou de qualquer dessas &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=vN2nQXDstmM"&gt;bandas-piada&lt;/a&gt; que os anos 80 trouxeram para as terras e palcos brasileiros. Talvez - provavelmente, eu diria - haja graça nas letras, que despertem os sorrisos amarelos dos conservadores que escondem suas intolerâncias musicais preconceituosas, mas não há motivo de riso no gostar em si. Gostar é sentir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;É mais do que possível sentir um milhão de coisas ao mesmo tempo, gostar de um milhão de coisas ao mesmo tempo. Contradições psico-comportamentais? Eu chamaria de riqueza. De virtude. E não falo aqui daquelas pessoas que porventura gostem de tudo o que a indústria fonográfica lhes oferecem, como uma enciclopédia de tudo que há no rádio. Nelas não vejo culpa, apenas um pouco de preguiça. Eu falo sobre quem é fã, ao mesmo tempo, de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=IYI83IshnO8"&gt;Menudo&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xtXN_EHPwSg"&gt;Guns N' Roses&lt;/a&gt;. Antes que possam encontrar absurdos em minhas palavras, eu digo que é possível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;É por isso que eu respeito o que eu não gosto, que em termos mundiais, é muito pouco. Se falo mal de um tipo de música, quase sempre é por brincadeira. Reservo-me apenas o direito de não gostar de bandas (leia-se cantores/artistas). Sobre as músicas, é atitude mais do que sensata considerar a todas como uma só arte. Existe arte em cada intento de melodia. É por isso que quem prega o conservadorismo de uma música culta ou mais sofisticada tem uma mente tão pequena quando o intervalo entre duas notas em um &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=bfYG4ECDlxI"&gt;chorinho&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Quando tenho que responder sobre minhas preferências musicais, quase sempre hesito, pelo simples fato de que é impossível para mim escolher as músicas de que mais gosto. Há muito deixei cair por terra as etiquetas que insistem em rotular estilos musicais e hoje, não digo que abomino &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=2bM3LlartI0"&gt;axé music&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=NSbUG8ywWOc"&gt;funk&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=p6MHROta8aQ"&gt;sertanejo&lt;/a&gt;. Há muito desacreditei nos preconceitos (bons e ruins) que cercam a música que chamam de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=pUbaqJ-x_KY"&gt;emo&lt;/a&gt;, ou &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=dtlO0RXktlo"&gt;folk rock&lt;/a&gt;, ou o diabo-a-quatro que contiver algo além de baixo, bateria e guitarra. Digo, sem timidez, que gosto de música boa. Se &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZvV76jDZFyk"&gt;The Beatles&lt;/a&gt; é hoje a banda que me traz mais satisfação auditiva, amanhã posso gostar menos. Como acontece, de fato. Cada dia minha playlist é diferente, porque meu HD torna-se pequeno demais para suportar minha playlist infinita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Se um dia eu tivesse uma banda e pudesse escolher despudoradamente o meu repertório, eu pagaria pra ver um show meu. De novo me desapego da modéstia pra dizer que não há fronteiras para as músicas boas. Posso me identificar com os vocais de grande extensão e com os cabelos longos das bandas de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=LGM5GkINMMI"&gt;hard rock&lt;/a&gt; dos anos 80/90, como posso encontrar valor nos arranjos bubblegum-pop de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=vQiCubPDTvs"&gt;boybands&lt;/a&gt;, lampejos de poesia nas melodias &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=1plvBR02wDs"&gt;country&lt;/a&gt; americanas. Em qualquer campo da sociedade - seja na literatura, no cinema, na internet - intolerância é pior do que burrice.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Um pouquinho da minha playlist, neste exato momento:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=GccfzxHIXaY"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Bon Jovi - You give love a bad name&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=q6E4Cs2H-xE"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Mr. Big - To be with you&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=mN7Xs9WVNBU"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;The Beach Boys - I get around&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=RdqmOXP7pF4"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Xuxa - Doce mel&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=sxBPKpwb7yI"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Os Paralamas do sucesso - Ela disse adeus&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=G76ASeUGHGg"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Caetano Veloso - Queixa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=zTneO6UgRuM"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Divynils - I touch myself&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=B1e6RK4aMWI"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Manhattan - Kiss and say goodbye&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=oTwArDVibD8"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Marisa Monte - Não é proibido&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=mpiEEl_5pmA"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;The Fray - Over my head&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/results?search_type=&amp;amp;search_query=pra+ver+se+cola&amp;amp;aq=f"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Trem da alegria - Pra ver se cola&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=pS2cEb_JbOc"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Kid Rock - All summer long&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=awkz3xipHlU"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Menudo - Niña Luna&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=bXg9tsP_AiU"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Vinny - Universo paralelo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=GeslUuIzxKU"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;B5 - Só mais uma vez&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=B1e6RK4aMWI"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=57tK6aQS_H0"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;The Platters - Smoke gets in your eyes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=bQqr-tdmylw"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Erreway - Dije adiós&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=hW7Pk9-k_f0"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Zezé di Camargo e Luciano - Fui eu&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(todas as músicas hiperlinkadas aqui são ótimas, estão entre as minhas preferidas e eu recomendo)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-7411604144213886404?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/7411604144213886404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=7411604144213886404&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/7411604144213886404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/7411604144213886404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2009/04/713-nick-and-norahs-infinite-playlist.html' title='7.13 - Nick and Norah&apos;s Infinite Playlist'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-6197863712143099121</id><published>2009-03-18T18:42:00.003-07:00</published><updated>2009-03-18T18:55:16.170-07:00</updated><title type='text'>7.12 -  With honors</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;[ With honors ]&lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://theorynpractice.files.wordpress.com/2007/06/with_honors.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 324px; height: 494px;" src="http://theorynpractice.files.wordpress.com/2007/06/with_honors.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Li seus versos hoje mais cedo. Frases esparsas que você escreveu, que ouviu de alguém nos corredores ou simplesmente achou que poderiam tornar-se diálogo nas suas histórias jamais escritas. "Se a manhã me invade os olhos indiscreta...", você começou, sem poder terminar a frase. Sei, te conheço bem, você queria era fazer música. Era ter a criatividade e o brilho nas idéias que ilumina as mãos dos compositores. Idiota, você já tem. Só tem vergonha de encontrar, vergonha de achar você mesmo ridículo quando ler suas palavras em formas de melodia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Lembra do último conselho que eu te dei, bobão? Para logo de reclamar da vida, para logo de esperar a oportunidade. Funcionou uns dias, né? Acha que eu não vi? Pois é, tava bem aqui do lado reparando o quanto sorrir à toa naqueles dias te fez bem. Eu percebi quando você pegou engarrafamento, depois uma chuva dos diabos e ainda chegou em casa sorrindo. Até suas meias estavam molhadas, olha que eu sei que nada te enfurece mais. Naquele dia você enfrentaria qualquer fila e preencheria qualquer formulário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Agora taí? Nessa coisa parada, preguiçosa. Pensa que eu não escuto quando você pensa em dormir por mais algumas horas. Confessa! Você pensa às vezes em simplesmente ignorar todo e qualquer senso de responsabiliade. Mas eu sei e você sabe ainda melhor que eu, que você é responsável. Você não mata nem uma formiga se puder evitar. E se mata uma aula, é porque sabe que ela não é tão necessária. Desde criancinha você é assim, tenta parecer despachado, pra frente, tenta parecer "o" esperto, o safadinho... Mas ó, vou te contar um segredo. Você não é. Você é o cara certinho, essa é a sua função. E nem precisa achar ruim comigo, porque você é legal desse jeito. Sério, ow. Não tá vendo não? E esse tanto de gente que gosta de você exatamente assim? É porque elas precisam do seu bom humor pra começar as piadas e do seu bom senso pra acabar com elas quando é necessário. Eles sabem que você é e sempre será o mais sensato do grupo, aquele que vai pensar duas, três, mil vezes antes de agir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;É por isso que você não gosta de montanhas russas. Viu? Eu sei seus segredos, sei que você é taurino. Li seu horóscopo e sei exatamente suas fraquezas. Sei do seu medo de aranhas e da sua aversão por bonecos mascarados. E eu não rio não, eu entendo que só o fóbico entende a sua fobia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Aliás, eu sempre estou lá. Eu estava do seu lado quando você escolheu esse curso, com uma ansiedade tão grande em virar gente grande. Me lembrava tanto aquele menininho que brincava de lego. E mesmo antes, quando não tinha tantos bonequinhos quanto eram os personagens que inventava, você transformava seus lápis de cor em pessoas. Cada uma com um nome, uma história, uma música. Você é foda, cara. Por que é que não entende? Por que é que duvida quando olha no espelho e deseja ser só um pouco mais alto, mais forte, mais bonito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Conta aqui... já viu outra pessoa igual a você? Capaz de enxergar a mesma poesia em Nora Ephron e Fellini? Já viu alguém que chora lendo um livro do Nicholas Sparks e ao mesmo tempo decorou as linhas de García Marquez? Não, velho. Você é muito único, sem perigo de redundâncias. Aliás, falar que você é especial já é em si um pleonasmo. Você tem tanto ainda pra mostrar pra esse mundo aí. E se não conseguir terminar aquela música, não tem problema. Sério, nem tem problema se você não voltar a estudar piano, ou tirar carteira de motorista, ou comprar um computador novo ainda esse ano. Não precisa de tudo ao mesmo tempo. E não é porque esse é o seu último ano de faculdade que você vira gente grande no final. Você pode continuar sonhando, cara. Sério, dá até pra brincar de lego se você quiser... Não precisa resolver toda a sua vida porque alguém te disse que daqui uns meses você vai ser adulto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Tá certo, eu sei, independência financeira sempre é benvinda. Acordar sem preocupações, gostar do trabalho, ter um cachorro, ter dois filhos, isso eu já sei que é o que você quer da vida. E sei também que se você chora de vez em quando é meio que porque sabe que nem todos os sonhos se tornam realidades. Mas se todos eles virassem reais, velho, qual é que seria a graça de sonhar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Agora, se eu fosse você, tentava parar de reclamar da vida de novo. Tentava jogar mais frequentemente o jogo do contente sem temor de cair na resignação. Não era você que dava conselhos pros amigos dizendo que "everything is gonna be alright"?? Pois é, eu lembro disso também. Lembro que você tem sempre uma palavra legal pra dizer pra quem precisa. E até sei que quando você não sabe o que dizer, fica em silêncio, e sabe que isso é o melhor consolo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Então, para com essa bobagem de acordar com preguiça, só contando as horas para o próximo momento de sono. E se o sol invadir seus olhos de manhã, agradeça por ele estar lá. Precisa de alguém pra te dar um tapa na cabeça e te mandar ficar ativo?? Olha da janela. Você adora janela. Olha e vê que se você estiver no caminho errado, no curso errado, no tempo errado, ainda tem uma eternidade pra você escolher mudar tudo de novo. E uma eternidade pra ganhar dinheiro, realizar sonhos, conquistar amores. Você é foda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Outro conselho: vai terminar aquele roteiro. Suas frases são mesmo boas. Você sabe disso, principalmente quando encontra aquelas histórias antigas que escreveu quanto tinha uns 16, 17 anos. Só você mesmo pra escrever algo sobre você...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dica de locadora: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;With honors - Com mérito&lt;/span&gt; (1994) Um filme foda. &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/With_Honors_%28film%29"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/With_Honors_(film)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-6197863712143099121?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/6197863712143099121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=6197863712143099121&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6197863712143099121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6197863712143099121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2009/03/712-with-honors.html' title='7.12 -  With honors'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-6792882365299608277</id><published>2009-02-23T09:41:00.002-07:00</published><updated>2009-02-23T10:40:43.516-07:00</updated><title type='text'>81st Annual Academy Awards</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;"Que porra é essa?". É o que eu imaginei que muita gente estivesse falando ontem, no início da cerimônia televisionada do prêmio anual da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, os Oscars. Inclusive uma parte lá dentro de mim que teme em ser conservadora também se debateu durante a abertura musical de Hugh Jackman. Mas antes de falar disso, vamos à história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sid_Ganis"&gt;Sid Ganis&lt;/a&gt; é presidente da academia desde 2005. Preso num emaranhado de tradições, entre o glamour e a política, o americano já devia estar cansado do modelo de festa do Oscar, assim como nós. Mas se formos julgar pelos filmes cuja produção foi assinada por ele, é possível que há muito tempo ele já tinha em si o desejo de rodar a baiana. Este ano, que pode ser o último de seu mandato como cabeça da maior academia de cinema do planeta, chegou a sua hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, tratou logo de contratar &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Laurence_Mark"&gt;Laurence Mark&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bill_Condon"&gt;Bill Condon&lt;/a&gt; (produtor e diretor de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dreamgirls&lt;/span&gt;) para produzir a festa. Pela primeira vez desde que eu acompanho o Oscar, a festa não foi só uma cerimônia formal. Foi um filme. Um filmaço. Com cenários espetaculares inspirados em Michelangelo, um roteiro bem mais divertido do que o de costume, um figurino impecável desfilando pelo tapete vermelho, e, é claro, um elenco estelar. Nunca se viu um palco tão pequeno, tão próximo da platéia de astros milionários. Todas as surpresas que Ganis anunciou no dia 22 de fevereiro, ao indicar ao lado de Forest Whitaker em rede nacional os concorrentes, se concretizaram. O que Ganis, Condon e Mark estavam arriscando era simplesmente uma tradição octagenária. Poderia ser um sucesso ou um fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha de Hugh Jackman fez os ortodoxos cults torcerem o nariz. "Po, ele é o Wolverine!!". Eu, inclusive, falei que não dava pra esperar muita coisa do ator australiano, mesmo que não fosse culpa dele que só lhe metessem em filmes em que ele interpreta ogros rústicos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a la&lt;/span&gt; Marcos Pasquim. Jackman cresceu e apareceu. E fez bem, cantou bem, o número da abertura ficou realmente bacana. Teve tempo de dançar, atuar, pular, sapatear e ainda cantar em dueto com Anne Hathaway. Falem o que quiser, foi uma idéia genial criar uma atmosfera intimista de espetáculo. Pela primeira vez (vocês ainda vão ler muito essas três palavras neste post) na história, assistir ao Oscar foi assistir a um show. Uma novela com capítulos dirigidos por Judd Apatow (esse cara é muito bom) e Baz Luhrmann. Com voz de tenor, Jackman ganhou meu respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A próxima surpresa da noite, que pra mim foi o auge desta edição do Oscar, foi o anúncio do prêmio de Melhor Atriz coadjuvante. Um videoclipe com algumas das 70 atrizes que já receberam o prêmio surgiu no telão, antes que 5 delas, escolhidas a dedo, representando gêneros diferentes, eras diferentes da história do cinema, ancestralidades diferentes, viessem ao palco para falar diretamente com as 5 indicadas. Nada daquilo "os indicados são", seguido de microvídeos com as ceninhas mais legais das atrizes nos filmes. Cada atriz indicada recebeu uma pequena homenagem de uma oscarizada. O espetáculo se repetiu com os outros 3 prêmios de atuação ao longo da noite. Teve Marion Cotillard anunciando o nome de Kate Winslet, teve Alan Arkin anunciando o nome de Heath Ledger. Maravilhoso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os prêmios foram divididos entre blocos temáticos. Os prêmios de montagem e som, por exemplo, foram anunciados em seqüência, os prêmios musicais (pô, Zac Efron??) de trilha sonora e canção original também, assim como os prêmios de direção de arte, num cenário especificamente planejado e muito bonito, feito um camarim da broadway. Tudo parecia muito certo, tão agradável de ver que a gente até esquecia que era o Rubens Ewald Filho que estava falando, e que tinha aparecido no Pre-Show comentando (maldades) do vestido alheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrariando uma contra-tradição que se estabeleceu nos últimos anos, o filme que ganhou o prêmio máximo do Globo de Ouro também ganhou o Oscar. Quem quer ser um milionário detonou, levando oito estatuetas. O meu medo é que isso cause raiva nos (principalmente nas) fãs do Brad Pitt e seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Benjamin Button.&lt;/span&gt; O filme sobre o favelado indiano será um dos últimos a estrear, e já vai chegar no Brasil ganhando inimigos. As pessoas irão ao cinema com resguardas e acharão milhares de defeitos no filme, disso tenho quase certeza. Mas merecido, isso foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que ainda houve piadas sem graça, textos que pareciam não estar saindo da boca dos apresentadores pela excessiva artificialidade. Claro que ainda existiram imperfeições, uma cortina que não abriu direito, uma apresentação musical meio fraca de Melhor Canção original (o que deixou Peter Gabriel puto da vida). Só que toda a inovação dos números musicais (ponto pro medley de musicais dirigido por Baz Luhrmann estrelado por Jackman, Beyoncé Knowles, Zac Efron, Vanessa Hudgens (High School Musical), Amanda Seyfried e Dominic Cooper (Mamma Mia)) nos distraiu para a imensa obviedade dos premiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza, muita gente ficou desagradada com o show. Sinceramente, o Oscar foi um filme de Tela Quente, de Telecine Premium e não de Telecine Cult como costumava ser. Na minha opinião, neste caso, a escolha foi a mais acertada o possível. Foi o prenúncio de uma era do cinema que aponta pra um universo ainda mais espetacular, cheio de brilhos, cores e músicas. Foi a prova de que filmes blockbuster podem SIM ser interessantes e ter algo a dizer. Foi um tapa na cara dos críticos conservadores, foi a vitória do "there's no business like show business".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente, será que vocês não percebem que Hollywood é isso!!! Para ver filmes mais profundos, sérios e densos - não que sejam menos interessantes, muito antes pelo contrário - vá ver o Festival de Cannes (e olhe lá...) ou o Festival de Sundance. Oscar é Holywood, é gente dançando por aí, é o sonho do cinema americano que habitou nossos olhos durante a infância. É o cinema de Marilyn Monroe, James Dean, Marlon Brando (aquele novo, lembra?), Sophia Loren, é o cinema que hoje pertence a Brad Pitt, Angelina Jolie, Nicole Kidman e, sim, Hugh Jackman. É uma festa, é FEITO pra ser uma coisa fútil. É pra ser uma coisa bonita, um festival de vestidos coloridos e queridinhos da América. E, ainda mais sinceramente, se realmente tivesse sido só um prêmio bobo, Benjamin Button teria ganhado*...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, no ano que vem, quando um novo presidente estiver à frente da Academia, as coisas voltem ao antigo "and the Oscar goes to". Mas a simples ocorrência de uma festa subversiva, no melhor sentido que a palavra pode ter, me alimentou as esperanças de continuar sendo um fã de Hollywood. Há espaço para todos nesta terra de sonhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Filme:&lt;/span&gt; Quem quer ser um milionário?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Filme estrangeiro:&lt;/span&gt; Departures (Japão)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Curta:&lt;/span&gt; Toyland&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Longa de animação:&lt;/span&gt; Wall-E&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Curta de animação: &lt;/span&gt;La maison en petit cubes&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Longa documentário:&lt;/span&gt; Man on wire&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Curta documentário: &lt;/span&gt;Smile Pinki&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Ator:&lt;/span&gt; Sean Penn (Milk)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Atriz:&lt;/span&gt; Kate Winslet (O Leitor)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Ator coadjuvante: &lt;/span&gt;Heath Ledger (Batman - O Cavaleiro das Trevas)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Atriz coadjuvante: &lt;/span&gt;Penélope Cruz (Vicky Cristina Barcelona)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Roteiro original:&lt;/span&gt; Milk (Dustin Lance Black)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Roteiro adaptado: &lt;/span&gt;Quem quer ser um milionário? (Simon Beaufoy)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Diretor:&lt;/span&gt; Danny Boyle (Quem quer ser um milionário?)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Direção de fotografia:&lt;/span&gt; Anthony Dod Mantle (Quem quer ser um milionário?)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Montagem:&lt;/span&gt; Chris Dickens (Quem quer ser um milionário?)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Edição de som: &lt;/span&gt;Richard King (Batman - O Cavaleiro das Trevas)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Mixagem de som: &lt;/span&gt;Resul Pookutty, Richard Pryke, Ian Tapp (Quem quer ser um milionário?)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhores Efeitos visuais:&lt;/span&gt; Eric Barba, Steve Preeg (O curioso caso de Benjamin Button)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Direção de arte:&lt;/span&gt; Donald Graham Burt, Victor Zolfo (O curioso caso de Benjamin Button)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Figurino:&lt;/span&gt; Michael O'Connor (A Duquesa)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Maquiagem: &lt;/span&gt;Greg Cannon (O curioso caso de Benjamin Button)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Trilha sonora original:&lt;/span&gt; A.R. Rahman (Quem quer ser um milionário?)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Canção original:&lt;/span&gt; Jai Ho, de A. R. Rahman e Gulzar (Quem quer ser um milionário?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Prêmio Honorário:&lt;/span&gt; Jerry Lewis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Só pra evitar erros de interpretação, não vi o filme pra dizer se é bom ou ruim, ou bobo ou inteligente, só to dizendo que o prêmio pra este filme seria a coroação das pesquisas de opinião do G1, que dariam o prêmio pra Angelina Jolie e pro Brad Pitt pelo que eles são FORA dos filmes, não dentro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-6792882365299608277?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/6792882365299608277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=6792882365299608277&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6792882365299608277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6792882365299608277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2009/02/81st-annual-academy-awards.html' title='81st Annual Academy Awards'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-2217159063221843046</id><published>2009-02-22T01:32:00.003-07:00</published><updated>2009-02-22T01:42:32.606-07:00</updated><title type='text'>O curioso caso de Benjamin Button</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nada se cria, tudo se copia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É. Chegou o dia do Oscar. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas festeja a 81ª edição prometendo surpresas. Começando pelo apresentador. Nada de comediantes conhecidos pelo mundo ou provenientes da televisão americana. Colocaram lá o adamantizado Hug&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;h Jackman. E muito mais ainda está por vir... Vamos ver no que dá.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;É. Não consegui ver todos os filmes que eu queria ter visto. Me faltaram &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wall-E&lt;/span&gt; (2008), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Lutador&lt;/span&gt; (The wrestler, 2008) e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rio Congelado &lt;/span&gt;(Frozen river, 2008), além de uns outros  indicados a uma coisa ou outra que queria ver só por curiosidade. E ainda me falta escrever sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O casamento de Rachel &lt;/span&gt;(Rachel's getting married, 2008), que foi o último que eu pude ver. Mas isso fica pro pós-oscar, provavelmente. Quem mandou o carnaval ser agora??&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;E é. Eu não consegui ver O curioso caso de Benjamin Button a tempo. Talvez tenham sido os mais de 160 minutos do &lt;/span&gt;filme que me intimidaram. Andei tendo muito sono e pouco tempo esses dias. Cheguei até a comprar o ingresso pra ver o filme, mas não cheguei a tempo por causa do trabalho. E ainda disseram que era preconceito, porque era mais um blockbuster que estava tentando roubar o lugar dos meus amados filmes indies. Não é. Eu respeito o Brad Pitt, gosto da Cate Blanchett, e nunca tive motivos p&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ra não gostar do David Fincher. Mas simplesmente aconteceu de eu não ter visto o filme, favorito absoluto a uns 5 prêmios na noite de hoje, pelo menos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como não vi, deixo vocês com uma crítica escrita pelo &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" href="http://reset.motime.com/"&gt;Nuno&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. Eu não li. Mas tenho certeza que faz jus ao filme. Aí vai... Espero que gostem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="font-family: verdana;" src="file:///C:/DOCUME%7E1/Otavio/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot-2.jpg" alt="" /&gt;&lt;img style="font-family: verdana;" src="file:///C:/DOCUME%7E1/Otavio/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot-3.jpg" alt="" /&gt;&lt;a href="http://reset.motime.com/post/740675#comment"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O curioso caso de Benjamin Button: o que faltou entre a boa idéia e a maquiagem perfeita.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-2217159063221843046?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/2217159063221843046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=2217159063221843046&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/2217159063221843046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/2217159063221843046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2009/02/o-curioso-caso-de-benjamin-button.html' title='O curioso caso de Benjamin Button'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-6138370990058739127</id><published>2009-02-22T01:22:00.002-07:00</published><updated>2009-02-22T01:31:56.508-07:00</updated><title type='text'>Dúvida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O menu da Santa Ceia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fui pesquisar a filmografia do americano John Patrick Shanley, não achei entre os poucos filmes do diretor algum que eu realmente conhecesse, mesmo tendo ouvido falar de um ou outro. A exceção foi o primeiro filme dele, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Moonstruck"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Feitiço da Lua&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (Moonstruck, 1987), sucesso de público, crítica e premiação. No Oscar daquele ano, a película apareceu no telão do Kodak Theatre seis vezes, das quais 3 foram bem-sucedidas. Além da melhor atriz Cher e da melhor atriz coadjuvante Olympia Dukakis, o próprio Shanley subiu no palco para receber a estatueta, por melhor roteiro original. O filme foi um dos que aumentou a minha coleção de DVDs no último natal, mas ainda não tive tempo de ver, para comprovar minhas suspeitas (por ter lido o artigo interessante sobre ele na wikipedia e a sinopse na capa) de que trata-se de um trabalho muito legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, comecei do fim a obra de Shanley, cuja carreira no teatro tem apenas 5 anos a mais do que no cinema, mas uma sugestiva e maior expressividade. Feliz descoberta. &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Doubt_%282008_film%29"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dúvida&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (Doubt, 2008), aparece entre os indicados do prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas como o meu preferido (não vou nem dizer que sua duração tímida de 104 minutos me agradou). Quase imperceptível (mesmo tendo a despretensão de incluir no elenco os oscarizados Meryl Streep e Phillip Seymour Hoffman) diante de gigantes como &lt;a href="en.wikipedia.org/wiki/The_Curious_Case_of_Benjamin_Button"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O curioso caso de Benjamin Button&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (The curious case of Benjamin Button, 2008), controversos como&lt;a href="en.wikipedia.org/wiki/The_Reader_%28film%29"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; O Leitor&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (The Reader, 2008) e azarões como &lt;a href="en.wikipedia.org/wiki/Slumdog_Millionaire"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem quer ser um milionário?&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (Slumdog Millionaire, 2008), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dúvida &lt;/span&gt;chega pra ficar e deixar suas marcas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema, um padre supostamente pedófilo, não é original, mas é atual. A questão, porém, é outra. Para penetrar camadas semânticas mais profundas, é preciso entender que o filme se passa no Bronx, na Nova York dos anos 60. O cenário é um colégio de freiras que recentemente incluiu em seu corpo de alunos o primeiro negro: sinal de mudança dos tempos, tolerância. O preconceito racial surge como uma temática subliminar secundária, pra realçar ainda mais outras questões éticas que também merecem espaço. E não é só o envolvimento suspeito (mas não confirmado) entre um padre e o tal garoto afro-americano que cria dilemas morais, mas sim assuntos como fé, tolerância e, é claro, dúvida. Irmã Aloysius, personagem da inadjetivável Meryl Streep, começa a acreditar que as relações entre o padre Flynn e Donald Miller passam de qualquer limite aceitável. Ela insiste, bate o pé, sustenta até o fim a idéia, mesmo sem ter nenhuma prova. Seus motivos para crer nisso superam mesmo os motivos igualmente fortes que tem para suspender suas suspeitas. E, no meio disso, vemos crescer o sofrimento da irmã James (Amy Adams), que foi a primeira a incitar a dúvida na cabeça engenhosa da outra freira, e depois de um tempo se arrepende e se sufoca em dúvidas, embora afirm que acredita na versão do padre Flynn do caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dúvida que corrói, num contexto em que os votos religiosos tornam as pessoas mais reservadas em relação à fofoca e à falastrice é o que chama atenção no enredo. Numa direção oposta, temos na irmã Aloysius a única personagem que, a princípio, só tem certezas. Assim como a fé dogmática que tem, ela não precisa de provas para ter absoluta convicção do crime do padre. Imagine uma mulher dona de uma teimosia quase irritante, obstinada e austera, forte e absoluta. Agora, imagine que quem está interpretando essa ilha de certezas no meio de um poço de dúvidas é Meryl Streep!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrada da atriz no filme nos lembra &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Devil_Wears_Prada_%28film%29"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O diabo veste Prada &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;(Devil wears Prada, 2006). Somos introduzidos a um par de pés caminhando sutilmente pelo corredor de uma igreja enquanto ouvimos um sermão. Apesar de não fazer barulho, sentimos a presença pesada de alguém. O rosto de Meryl Streep se revela para xingar um menino que está desatento à fala do padre. A desatenção pode nos levar a associar instintivamente a Irmã Aloysius a Miranda Priestly. Ao longo do filme, até que podemos forçar algumas semelhanças posteriores, como raríssimos (ênfase no íssimos) momentos de fraqueza, dos quais quase não posso falar sem que todo o enredo seja desvendado. Mas desta vez, a personagem de Streep tem uma força distinta. Uma crença praticamente inabalável e uma obstinação que intimida. E por sobre todas essas qualidades, um senso de humor inacreditável. Preste atenção no que ela fala, nas piadas que faz, nos detalhes incríveis iluminados pela câmera durante suas cenas mais tensas. É genial o trabalho de direção, mesmo com um enredo simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A câmera oblíqua está presente em cenas escolhidas a dedo, como que deslocando e perturbando o olhar, seja nos diálogos corriqueiros e aparentemente banais (você quase não verá falas banais em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dúvida&lt;/span&gt;), seja nos momentos de tensão, como na cena em que Irmã Aloysius e Irmã James prendem o padre Flynn numa arapuca mental quando apresentam pela primeira vez suas suspeitas em relação ao comportamento do pároco. O filme caminha na corda bamba entre a suspeita e a certeza, é recheado de diálogos com rodeios, como uma eterna conversa tensa em que não se chega nunca ao assunto principal, embora os interlocutores já saibam desde o início exatamente sobre o que debatem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrando no mérito da atuação, se temos na interpretação de Kate Winslet em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Leitor&lt;/span&gt; um prato cheio, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dúvida&lt;/span&gt; é um verdadeiro banquete. A entrada é Phillip Seymour Hoffman, plácido e imaculado na figura do Padre Flynn. O prato principal é certamente Meryl Streep e suas tiradas capciosas, com uma pitada apimentada e quase inconveniente de humor negro. Toda a refeição desce mais fácil com os goles de Amy Adams. A eterna &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Enchanted_%28film%29"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Encantada&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (Enchanted, 2006) é a personagem que mais muda durante o filme. De freira inocente, sensível e carinhosa, torna-se sem querer, pelo simples fato de estar bem no meio do fogo cruzado entre Irmã Aloysius e Padre Flynn, uma pessoa desaçucarada. De sobremesa, temos uma agradabilíssima surpresa: uma aparição de 5 minutos que faz toda a diferença. Viola Davis e sua personagem, Sra. Miller, mãe de Donald, o garoto, é uma presença agridoce com uma cobertura meio-amarga, e rendeu à atriz uma indicação lisonjeira ao prêmio de Melhor atriz coadjuvante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, no caminho da adaptação entre a peça &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dúvida: uma parábola,&lt;/span&gt; do próprio Shanley, e a produção cinematográfica, algo se perdeu. Talvez pensemos nisso de maneira mais atenta quando prestamos atenção no garoto que divide a tarefa de coroinha com Donald Miller. Intrigante e enigmático. Realmente algo deve ter me passado despercebido porque tudo o que eu concluí sobre este personagem - certamente significante - foram interrogações. Mas - com o perdão do trocadilho infame e inevitável - sem dúvidas, este filme nem precisa de Oscars (como imagino que não deva ganhar nada mesmo, assim como foi esnobado pelo Globo de Ouro em todas as 5 categorias a que concorreu) para que eu o inclua na lista de must-sees do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Doubt, 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Direção: &lt;/span&gt;John Patrick Shanley&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Roteiro:&lt;/span&gt; John Patrick Shanley, baseado numa peça do mesmo autor&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Duração:&lt;/span&gt; 104 minutos&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Elenco:&lt;/span&gt; Meryl Streep, Phillip Seymour Hoffman, Amy Adams, Viola Davis&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Indicações ao Oscar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Melhor roteiro adaptado&lt;br /&gt;Melhor atriz (Meryl Streep)&lt;br /&gt;Melhor atriz coadjuvante (Amy Adams)&lt;br /&gt;Melhor atriz coadjuvante (Viola Davis)&lt;br /&gt;Melhor ator coadjuvante (Phillip Seymour Hoffman)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-6138370990058739127?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/6138370990058739127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=6138370990058739127&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6138370990058739127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6138370990058739127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2009/02/duvida.html' title='Dúvida'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-5341762939474441144</id><published>2009-02-17T19:17:00.002-07:00</published><updated>2009-02-17T20:14:23.019-07:00</updated><title type='text'>A Troca</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;De boas intenções o Framboesa de Ouro tá cheio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Angelina Jolie sofre do Mal de Papparazzi. E olha que isso nem é uma doença degenerativa descoberta por algum italiano sem vergonha. O que acontece com a atriz é um fenômeno inconveniente: a Angelina Jolie mãe de 6 filhos, casada com o Brad Pitt, que faz visitas esporádicas à África e combate a fome e amiséria no mundo ficou bem mais famosa do que a Angelina Jolie atriz. Não que seja ruim ser uma samaritana do século XXI... Mas ela tem um trunfo ao seu favor: ganhou um Oscar antes de ficar realmente famosa, o que ameniza um pouco a estranheza ao ver uma personagem dos tablóides na lista de indicados. Ela é sim boa atriz, não vou duvidar disso. Que ela é um acontecimento estético nenhum ser humano em sã consciência e visão pode discordar. Então por que será que Angelina Jolie não vai ganhar o Oscar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Por causa da Kate Winslet, ou da Meryl Streep, ou da Academia? Acho que não. Angelina caiu no conto do vigário igualzinho à Nicole Kidman &lt;a href="http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2009/01/australia.html"&gt;neste filme&lt;/a&gt;. Assinou o contrato ao ver o nome do Clint Eastwood como diretor e pagou pra ver. Prejuízo o filme não vai ter. Até o momento, já lucrou quase o dobro dos 55 milhões investidos nele. Mas o que&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Changeling_%282008_film%29"&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Troca&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;(Changeling, 2008) tem em virtudes plásticas no que diz respeito à direção de arte e tudo mais, tem também em desvantagens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Quando termine de ver, achei o filme bom. Fiquei pensando naquela história, de uma mulher que tem o filho desaparecido e dedica a vida para encontrá-lo, tendo que conviver com um garoto que diz ser a criança perdida, quando obviamente não é. Aí demorei uns minutos pensando com aquele pensamento de "já vi esse filme antes". E aí passa na televisão a propaganda da &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=V5uFoWivNh8"&gt;próxima reprise vespertina&lt;/a&gt; da Globo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Olha que o problema de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Troca&lt;/span&gt; não é o clichê. Ninguem defende mais do que eu que alguns clichês existem por alguma razão, porque é necessário repetir certos temas. Vai saber o que se passa na cabeça da Universal de repetir esse, ela deve ter seus motivos. Provavelmente estampar as revistas com Angelina Jolie como a outra metade do casal mais famoso do planeta num feito (corrijam-me se eu estiver errado) inédito de indicação dupla ao Oscar. Só que não convenceu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;O roteirista J. Michael Straczynski, que costuma trabalhar como autor de roteiros de histórias em quadrinhos como Spiderman e Thor, disse &lt;a href="http://www.moviemaker.com/articles/print/j_michael_straczynski_changeling_clint_eastwood_angelina_jolie_20081023/"&gt;um dia &lt;/a&gt;que 95% do que escreveu no script de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Troca&lt;/span&gt; veio dos documentos, depoimentos e notícias reais do caso. É por isso que nos primeiros segundos da película, vemos escrito "Uma história verdadeira", desprecedido do famoso "baseado em...". O escritor sabe bem que é difícil acreditar nuns e noutros detalhezinhos da história, mas garante &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a la Chicó &lt;/span&gt;que só sabe que foi assim. E é desse jeito, contando um caso violento, tocante, com um forte apelo emocional - quem é que não sofre um pouquinho mais quando o drama é com crianças? - que ele apresenta o desenrolar do caso Walter Collins. O texto é bom, o problema é no argumento, no enredo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Dá pra encontrar takes bacanas, principalmente na trama paralela que conta a história do único policial não-corrupto do bando e de um jovem garoto fulminado pelo remorso de ter ajudado um parente a matar criancinhas numa fazenda deserta. Dá pra ficar agoniado com o desespero de Christine Collins na primeira metade do filme. Dá pra dar razão a ela xingando e se descabelando, tentando dizer ao mundo que aquele que a polícia lhe trouxe não é o seu filho. Imagina só a situação... Dá pra sentir raiva do planeta e da polícia americana quando ela é mandada para um sanatório por não reconhecer aquele que seria o próprio filho. Jolie ajuda, sua atuação é poderosa e forte na medida certa. Dá até pra odiar o bandido psicótico do final e o chefe de polícia detestável, que é o principal vilão da história. Se você tiver coração mole ou estiver nos seus dias sensíveis, dá até pra deixar umas lágrimas caírem. E provavelmente você nem perceber que todos aqueles momentos lhe foram dados de bandeja, como se alguém lhe indicasse quando lamentar, quando gritar, quando perder as esperanças e quando reconquistá-las. No meio desse circo todo, o filme não chega lá. Não que não chegue a lugar algum, ele simplesmente não se justifica. Mesmo em seus pontos mais altos, como uma das cenas finais em que um dos garotos que se perderam junto com o filho de Christine reaparece 8 anos depois - estranhamente, o garoto AINDA parece ter 10 anos de idade... - e dá um depoimento dizendo como Walter foi herói ao salvá-lo do bandido do mal, nós nos sentimos desgastados e cansados daquele caso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;E nos perguntamos, por que, ó Clint Eastwood? Por que nos fez engolir 140 minutos dessa história? Você que nos trouxe &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mystic_River_%28film%29"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sobre Meninos e Lobos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (Mystic River, 2003), &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Letters_from_Iwo_Jima"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cartas de Iwo Jima&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (Letters from Iwo Jima, 2006) e &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Million_Dollar_Baby"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Menina de Ouro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (Million Dollar Baby, 2004), isso só pra falar da última década... Você que foi o herói dos nossos pais, "The Man With No Name" do faroeste... Se fosse o Ron Howard a gente entendia, mas ele preferiu dirigir o &lt;a href="en.wikipedia.org/wiki/Frost/Nixon"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Frost/Nixon&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (boa escolha) e ficar só como produtor desse. Por que chamar o Jeffrey Donovan pra fazer o vilão? Por que simplesmente ignorar que o tal assassino molestava as crianças antes de matá-las?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Resumindo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Troca&lt;/span&gt; é um filme com uma boa intenção. Mas pra falar de superação e de lutar até o fim, qualquer filme de cachorro da Sessão da Tarde  novela da Globo, ou página de tablóie causa o mesmo efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Changeling, 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Direção:&lt;/span&gt; Clint Eastwood&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Roteiro: &lt;/span&gt;J. Michael Straczynski&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Elenco:&lt;/span&gt; Angelina Jolie, John Malkovich, Jeffrey Donovan, Michael Kelly, Jason Butler Harner&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Indicações ao Oscar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Melhor Atriz (Angelina Jolie)&lt;br /&gt;Melhor Direção de arte&lt;br /&gt;Melhor Fotografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-5341762939474441144?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/5341762939474441144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=5341762939474441144&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/5341762939474441144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/5341762939474441144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2009/02/troca.html' title='A Troca'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-6218418345527304775</id><published>2009-02-12T09:48:00.003-07:00</published><updated>2009-02-12T10:42:48.536-07:00</updated><title type='text'>Milk</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;ou Como desperdiçar uma chance de subverter&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sean Penn detona. Ninguém precisa ver um filme dele pra acreditar quando dizem que o cara é bom. O mesmo ator que um dia enfiou a cabeça da então namorada Madonna no forno também foi responsável por algumas das cenas mais memoráveis dos últimos 20 anos no cinema. Quem é que não se lembra do beatlemaníaco com problemas mentais de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/I_Am_Sam"&gt;&lt;em&gt;Uma lição de amor&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; (I am Sam, 2001) ou do pai de família com instintos vingativos de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mystic_River_(film)"&gt;&lt;em&gt;Sobre meninos e lobos&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;(Mystic River, 2003)? O que eu estou dizendo é que não será grande a surpresa se o ator californiano ganhar o homenzinho dourado no final do mês.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas se decidirem dar o prêmio de Melhor Filme para &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Milk_(film)"&gt;&lt;em&gt;Milk&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, aí sim será uma grande surpresa (negativamente falando) pra mim. Não que o filme seja ruim - e não é, continue lendo... - mas simplesmente não acho que seja o melhor entre os 5. A sua vaga entre os indicados poderia ter sido preenchida por &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Doubt_(2008_film)"&gt;&lt;em&gt;Dúvida&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; (Doubt, 2008), por exemplo. Acontece que o Oscar, antes de ser justo, é político. É talvez por isso que vão dar um Oscar para a Kate Winslet e não para Meryl Streep. Na mão oposta, entretanto, temos uma situação inversa: a preservação da estrutura conservadora da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas ao negar o prêmio a &lt;a href="http://www.blogger.com/pt.wikipedia.org/wiki/Brokeback_Mountain"&gt;&lt;em&gt;O segredo de&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Brokeback Mountain&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; (Brokeback Mountain) em 2007. É uma faca de dois gumes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Milk&lt;/em&gt; é a história do ativista gay Harvey Milk, que é o primeiro homossexual assumido a assumir um cargo público na história dos Estados Unidos. À medida em que ganha fama e poder lutando pelos direitos da comunidade GLBT, Milk vê surgindo problemas em sua vida amorosa - que nunca foi das mais tranquilas - e proliferando o número de inimigos, principalmente políticos. Sean Penn não poderia estar melhor. Mas todo o brilho de seu personagem ofusca o resto do elenco. Não que sejam atores sem talento. Mas a maioria deles nem teve tempo de mostrar a que vieram. Com excessão dos ótimos Josh Brolin e Emile Hirsch, vemos desperdiçados James Franco e Victor Garber. E Diego Luna que me desculpe, mas mais chato impossível.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A segunda cena do filme é o anúncio da morte de Milk, ou seja, só nos falta saber até quando ele vai chegar antes do seu fim. E chega longe. A principal luta bancada pelo político é contra a Proposição 6, que tiraria das escolas públicas dos Estados Unidos todos os professores gays e quem os apoiasse. Vemos um Milk extremamente consciente, indignado com as controvérsias da sociedade norte-americana, que luta até o fim pelos seus ideais, mesmo com sua vida amorosa desmoronando, e ajuda milhares de jovens a saírem dos armários e se juntarem ao movimento anti-anti-gay. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O que incomoda é que a história se passa nos anos 70. Tudo bem, o boom da AIDS só veio nos anos 80. Mas numa comunidade - e num filme - onde todo mundo é homem, quase todo mundo é gay, simplesmente não há menção nítida à AIDS e a drogas. Ok, talvez fosse um clichê. Concordo plenamente que a maneira mais fácil, óbvia e quase sempre boba de falar sobre personagens gays é infectá-los logo com AIDS e entupi-los de drogas. Claro que não era esse o objetivo de Gus Van Sant com &lt;em&gt;Milk&lt;/em&gt;. O problema é que esses elementos são quase totalmente ignorados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Deixando de lado as imperfeições, saltam aos olhos algumas virtudes de &lt;em&gt;Mil&lt;/em&gt;k. A fotografia estourada, clara, branca como leite - isso não deve ter sido por acaso - contrasta com o underground em que os homossexuais geralmente estão enfurnados nas telonas. E condiz perfeitamente com o que Harvey Milk acreditava, que toda a comunidade deveria ir para a rua e mostrar que se não tivesse gays entre professores, padeiros, operários, bombeiros, policiais, e outras profissões essenciais para a sociedade, a coisa não funcionaria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A mensagem do filme é atual. Apesar de a proposição 6 ser altamente absurda pra quem a vê com quase 40 anos de idade, temos atualmente a discussão em torno do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Talvez &lt;em&gt;Milk&lt;/em&gt; seja uma profecia - voluntária ou não - de que daqui uns anos todo o preconceito da sociedade seja datado e absurdo. Mas as boas intenções do filme são limitadas pelo seu formato. É como se a oportunidade não tivesse sido aproveitada ao máximo. E olha que Gus Van Sant já provou que consegue aproveitar oportunidades em &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Elephant_(film)"&gt;&lt;em&gt;Elefante&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; (Elephant, 2003). Falta força a &lt;em&gt;Milk&lt;/em&gt;, falta fôlego aos megafones da película. Por causa disso, o filme é apenas uma cinebio que vai passar um dia na Tela Quente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Milk, 2008&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Direção:&lt;/strong&gt; Gus Van Sant&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roteiro:&lt;/strong&gt; Dustin Lance Black&lt;br /&gt;Elenco: Sean Penn, Emile Hirsch, Josh Brolin, Victor Garber, Diego Luna, Lucas Grabeel, Denis O'Hare.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicações ao Oscar:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Melhor Filme&lt;br /&gt;Melhor Direção&lt;br /&gt;Melhor Ator (Sean Penn)&lt;br /&gt;Melhor Ator coadjuvante (Josh Brolin)&lt;br /&gt;Melhor Roteiro original&lt;br /&gt;Melhor Montagem&lt;br /&gt;Melhor Figurino&lt;br /&gt;Melhor Trilha sonora original&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-6218418345527304775?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/6218418345527304775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=6218418345527304775&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6218418345527304775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6218418345527304775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2009/02/milk.html' title='Milk'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-8623823250773752450</id><published>2009-02-09T19:11:00.004-07:00</published><updated>2009-02-12T09:45:41.693-07:00</updated><title type='text'>Foi apenas um sonho / O Leitor</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ou &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;A melhor coisa sobre ganhar um Oscar que já deveria ter sido ganho é que o filme nem precisa ser tão bom&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Lembra o primeiro comentário que eu fiz sobre Nicole Kidman &lt;a href="http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2009/01/australia.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;? Pois é. Consigo gostar ainda mais de Kate Winslet. Quem me conhece pode supor que ela ganhou minha admiração eterna com &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=9-HESjOTHBQ"&gt;essa música&lt;/a&gt;. Ah, atrizes que cantam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu simplesmente não conheço um filme ruim com a Kate Winslet. Bem longe do perigo do exagero, tentei buscar podres no currículo da atriz e nem me surpreendi tanto ao descobri que é uma das poucas atrizes desta faixa etária que ainda não caiu numa armadilha de Hollywood. Falem o que quiser, eu adoro &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Titanic_(1997_film)"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Titanic&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (1997) e acho &lt;a style="FONT-STYLE: italic" href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Holiday_(film)"&gt;O Amor não tira férias &lt;/a&gt;(The Holiday, 2006) uma das comédias românticas mais cômicas e românticas dos últimos tempos. Mas acho que desde bem antes, talvez com &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Heavenly_Creatures"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Almas Gêmeas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (Heavenly Creatures, 1994), a atriz britânica já construía os alicerces de uma carreira brilhantemente imaculada. Convenhamos, Kate não tem a perfeição dos traços de Gwyneth Paltrow, nem a malícia no olhar de Angelina Jolie e nem a atmosfera sublime de Nicole Kidman. Mas ela tem algo que nenhuma das outras têm. Não, eu também não sei o que é.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tecnicamente, a Academia já deve um Oscar para Kate Winslet há tempos. Acho até que ela não ganhar o prêmio pela sua primeira indicação num papel principal (melhor atriz em &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Titanic&lt;/span&gt;) foi um fator de grande importância para ela ser o que é hoje. Aliás, a própria indicação já foi um prêmio pra jovem inglesa, que já havia se destacado em &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Almas Gêmeas&lt;/span&gt; e &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sense_and_Sensibility_(film)"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Razão e Sensibilidade&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (Sense and Sensibility, 1996), disputando de igual pra igual a atenção com a então aclamada Emma Thompson. Depois de outras 3 indicações, Kate Winslet aparece entre as 5 melhores atrizes de 2008, segundo a Academia. No dia 22, ela vai ao Kodak Theatre com o peso de um Globo de Ouro duplo - ela venceu por Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante este ano, feito raríssimo (conquistado apenas por Sigourney Weaver em 1989, Joan Polwright em 1993 e Helen Mirren em 2007, tendo as últimas duas vencido um prêmio de cinema e um de TV). Ao que tudo indica, nem Meryl Streep será páreo para ela... Vamos às razões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Reader_(film)"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;O Leitor&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (The Reader) é um drama que envolve um romance entre uma mulher em seus trinta e poucos anos e &lt;a href="http://img204.imageshack.us/img204/9057/dksf0.png"&gt;um jovem de 15&lt;/a&gt; - [comentário inevitável] que lembra muito &lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/1c/Christian_ChÃ¡vez.jpg"&gt;um dos cantores&lt;/a&gt; do grupo mexicano RBD, confira as fotos[/comentário inevitável]. Nos intervalos dos encontros sexuais dos dois, ele lê livros para ela. O tempo passa e eles se separam, encontrando-se anos depois durante um julgamento de criminosos nazistas na Alemanha. Ele, estudante de Direito. Ela, ré, acusada de permitir a morte de mais de 300 pessoas enquanto era parte da equipe de segurança em Auschwitz. Para uma piadinha remarcada por Zeca Camargo em seu blog no G1 sobre Kate Winslet e o Holocausto, &lt;a href="http://colunas.g1.com.br/zecacamargo/2009/02/09/sobre-planos-adiados/"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Toda a trama se desenrola tendo como base a noção de segredo. Não apenas aquelas verdadinhas chatas omitidas no dia-a-dia, mas os grandes segredos, que mudam o rumo de nossas vidas. A dificuldade em lidar com verdades interiores profundas afeta tanto a amargurada Hanna quanto o retraído Michael. Numa comparação tosca, podemos encontrar similaridades entre a premissa de &lt;a href="http://www.blogger.com/en.wikipedia.org/wiki/Atonement_(film)"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Desejo e Reparação&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (Atonement, 2007) e de &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;O Leitor&lt;/span&gt;. Ambos idam com tentativas fatalmente ineficazes de consertar erros do passado, em vários níveis de compreensão neste caso. O resultado é uma obra primorosa de Stephen Daldry, um filme que merece ser visto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas é com um outro filme de Daldry que &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Revolutionary_Road_(film)"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Foi apenas um sonho&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (The Revolutionary Road, 2008) se parece. Não que sejam enredos semelhantes. Mas a agonia do mundo moderno que toma conta da existência da personagem de Kate Winslet neste filme lembra muito, como o próprio Zeca Camargo disse, o sufocamento do personagem de Julianne Moore em &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Hours_(film)"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;As Horas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (The hours, 2002). Kate vive April Wheeler, uma mãe de família suburbana de classe média que vive uma crise no relacionamento com o marido Jack, quero dizer, Frank, personagem de Leonardo diCaprio. A tentativa de resgatar o amor perdido dos dois é expressada pela idéia de April de largarem tudo e se mudarem para Paris. Mas o que era um oásis no meio do deserto, acaba por se mostrar uma miragem, e a chuva de obstáculos do mundo real pode colocar o plano dos dois a perder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Temos como base um clichê, um ponto de partida simples e batido: como o conceito de família perfeita americana funciona na superfície e acaba por transformar o miolo num arranjo gasto e sujeito à putrefação. Some isso a dois personagens egoístas e incapazes de lidar um com o outro sem admitir que no fundo são um casal medíocre, com poucas perspectivas de abandonarem esse status. Enquanto Frank é, aos poucos, comprado pelo próprio orgulho, April se vê definhando num corpo (numa casa, numa família, num casamento) bem menor do que seu ideal de felicidade. Acho que a escalação do elenco não poderia ter sido melhor. Um casal de atores que há 12 anos se tornou um dos ícones do amor no cinema contemporâneo em plena crise depois do final-feliz. Leonardo diCaprio faz um trabalho corretíssimo e quase convence que realmente tem 30 e poucos anos. Mas cada cena de Kate Winslet nos faz relembrar por que ela faz filmes e por que ela fez este filme (e não é só porque é mulher de Sam Mendes, o diretor). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando o filme terminou, eu mesmo não consegui decidir se tinha ou não gostado, e a simples ocorrência da dúvida já me diz que o filme não é desses que se esquece por obedecer a fórmulas prontas. Não que seja realmente subversivo, afinal é Hollywood, mas certamente não é um filme comum. Outros filmes com relacionamentos conflituosos entre pessoas problemáticas podem até ser melhores (&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Closer_(film)"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Closer&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, por exemplo), mas poucos foram tão densos quanto Foi apenas um sonho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Há também que se destacar Kathy Bates, ótima como sempre, como a personificação do preconceito americano, Michael Shannon, como o lunático que parece ser a única pessoa sensata de toda a película, e o próprio conceito estético do filme: transformar Kate e Leo num casal tipicamente anos 50, com direito a cabelo loiro penteado de lado e roupas cáqui, numa casa com cerca branca e tudo. O desfecho da história faz jus ao título original. Revolução nos nossos conceitos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Certamente, nenhum dos dois filmes foi o melhor da carreira de Kate Winslet. Mas se o prêmio vier, terá valido a pena a esperade 15 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:verdana;" &gt;The Reader, 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Direção:&lt;/span&gt; Stephen Daldry&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Roteiro:&lt;/span&gt; David Hare&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Elenco:&lt;/span&gt; Kate Winslet, David Kross, Ralph Fiennes, Lena Olin&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:verdana;" &gt;Indicações ao Oscar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Melhor Filme&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Melhor Atriz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Melhor Direção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Melhor Fotografia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Melhor Roteiro Adaptado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:verdana;" &gt;Revolutionary Road, 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Direção: &lt;/span&gt;Sam Mendes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Roteiro:&lt;/span&gt; Justin Haythe, Richard Yates (autor do livro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Elenco:&lt;/span&gt; Kate Winslet, Leonardo diCaprio, Michael Shannon, Kathy Bates&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:verdana;" &gt;Indicações ao Oscar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Melhor Direção de arte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Melhor Figurino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Melhor Ator coadjuvante&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-8623823250773752450?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/8623823250773752450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=8623823250773752450&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/8623823250773752450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/8623823250773752450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2009/02/foi-apenas-um-sonho-o-leitor.html' title='Foi apenas um sonho / O Leitor'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-8771267181801174797</id><published>2009-02-08T14:59:00.002-07:00</published><updated>2009-02-08T15:07:21.046-07:00</updated><title type='text'>Quem quer ser um milionário?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por que Gloria Perez deveria ir ao cinema&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Até uns anos atrás, tudo o que eu sabia sobre a Índia é que era um lugar com elefantes e vacas, com deuses de muitos braços e incensos. Aí o tempo foi passando e eu me deparei com algum espanto com a notícia de que além de uma das maiores populações do mundo, o país também também era um dos mais avançados no quesito tecnologia de ponta. Mas o mais surpreendente para a minha compreensão infantil era saber que a indústria cinematográfica indiana era quase tão grande quanto Hollywood. Até aí tudo bem, e eu nunca tinha visto um filme de Bollywood ou qualquer outra produção indiana. No máximo aqueles &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=1lsy22BdJJA&amp;amp;feature=PlayList&amp;amp;p=0A28AA74004ED037&amp;amp;playnext=1&amp;amp;index=4"&gt;musicais espalhafatosos&lt;/a&gt; e gritados que se vê no youtube. Outro dia me falaram muito bem de um filme de lá, &lt;a style="font-style: italic;" href="www.imdb.com/title/tt0758053/"&gt;Saawariya&lt;/a&gt;, e agora tem até novela sobre o país e tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda não tinha visto nada que me mostrasse a Índia de uma maneira tão envolvente. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1010048/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem quer ser um milionário&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (Slumdog Millionaire, Danny Boyle, 2008) é um filme fabuloso, em todo sentido que a palavra puder significar. Realmente não poderia esperar um filme ruim de Danny Boyle, sem o qual o mundo haveria sido privado do desconcertante &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0117951/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Trainspotting&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (1996) e do divertido &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0119535/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por uma vida menos ordinária &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;(A life less ordinary, 1997), por exemplo. Mas eu nunca poderia supor que um programa bem parecido com o Show do Milhão pudesse inspirar um roteiro tão extraordinário. Falando em roteiro, o tal Simon Beaufoy já tinha escrito o excepcional &lt;a style="font-style: italic;" href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Full_Monty"&gt;Ou tudo ou nada&lt;/a&gt; (The full monty, 1997).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Quem quer ser o milionário conta a história do jovem Jamal, um "favelado" muçulmano tentando sobreviver nas ruas de Bombaim, ou Mumbai (não consegui deixar de pensar que ele era um Dalit, hehe, mas não se fala muito em castas no filme). Junto com o irmão Salim e uma amiga Latika, ele protagoniza uma verdadeira saga ao longo das ruas e dos anos. Separados pelo destino, os três "mosqueteiros" também irão se unir por força do acaso (ou puramente pela força de vontade de Jamal, que quer a todo custo reencontrar Latika e salvá-la das agruras da vida, por uma mistura de remorso por te-la abandonado um dia ou por amor) quando Jamal se torna um participante do programa Quem quer ser um milionário. Mesmo sem ter tido estudo, ele avança de maneira inacreditável nas perguntas até chegar às últimas. Durante um intervalo do programa, ele é investigado, porque desconfiam que esteja trapaceando. E é contando sua história que ele descreve como aprendeu cada resposta que deu durante a atração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Mas não é apenas a história que chama atenção. Os jovens atores que formam o elenco do filme também abrilhantam a experiência, assim como a trilha sonora e os cuidados estéticos da direção. Alguns críticos disseram que Hollywood não fez nada que Bollywood não teria feito muito melhor e que a anglicização do filme o levou para um caminho comercial condenável, ou seja, o filme simplificou a cultura e os conflitos da sociedade indiana e transformou-o facilmente num conto de fadas vendável. Eu, como alheio à cultura indiana que sou, não consegui resistir ao argumento de que foi apenas uma licença poética. Sim, é um conto de fadas, é uma história de mocinhos e bandidos, mas não pode e não deve ser diminuída por causa disso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de outras produções baseadas na Índia, que tentam inspirar nas pessoas um desejo de acender incensos e cantar mantras, Quem quer ser um milionário só quer contar uma estória. As danças indianas, a religião, os costumes, nada disso é glamurizado. Aparecem apenas, em medidas homeopaticamente corretas, como elementos de ligação e familiarização do filme.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;A obstinação romântica e justiceira do personagem central é tão inspiradora que pode ter ofuscado as diferenças sociais, o preconceito e a criminalidade resultante de um arranjo social problemático que compõem o pano de fundo. Entretanto, tenho motivos para acreditar que esta foi a intenção das palavras de Beaufoy, inspiradas num livro de Vikas Swarup, da direção artística de Loveleen Tandan e da câmera de Danny Boyle. Quem quer ser um milionário, ou "favelado milionário", numa tradução livre do título original, já é um acontecimento do cinema (dez indicações ao prêmio da Academia que o digam). É um filme à altura do Globo de Ouro que ganhou, com um elenco à altura do prêmio de melhor elenco do SAG Awards. Defeitinhos históricos que porventura sejam observados precisam ser relevados. Pelo menos para mim, nesta edição do Oscar, Quem quer ser um milionário já tem um dharma (ou seria karma?) definido...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-weight: bold;"&gt;Slumdog Millionaire, 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Direção:&lt;/span&gt; Danny Boyle, Loveleen Tandan (creditada como co-diretora: Índia)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Roteiro:&lt;/span&gt; Simon Beaufoy, Vikas Swarup (autor de Q e A, o livro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Elenco:&lt;/span&gt; Dev Patel, Freida Pinto, Anil Kapoor, Irrfan Khan&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Duração:&lt;/span&gt; 120 minutos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-weight: bold;"&gt;Indicações ao Oscar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Melhor Filme&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Melhor Diretor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Melhor Roteiro adaptado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Melhor Fotografia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Melhor Edição&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Melhor Trilha Sonora original&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Melhor Música (2)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Melhor Edição de Som&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Melhor Mixagem de Som&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-8771267181801174797?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/8771267181801174797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=8771267181801174797&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/8771267181801174797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/8771267181801174797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2009/02/quem-quer-ser-um-milionario.html' title='Quem quer ser um milionário?'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-4320644228835291998</id><published>2009-02-04T16:38:00.005-07:00</published><updated>2009-02-25T13:49:24.801-07:00</updated><title type='text'>Frost / Nixon</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ou &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;Como "filme bom e barato" e "Ron Howard" podem caber na mesma frase&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Tem gente que acredita que filme histórico tem que contar a verdade. Normal confundir História com Realidade, e mais normal ainda defender que filme tem que manter um registro fiel dos fatos. Eu até entendo isso, mas na minha compreensão, filme-fato é documentário. E olhe lá. Nem vou entrar aqui no mérito dos limites - tênues ou simplesmente imateriais, que o diga o cineasta mineiro Kiko Goifman (ver &lt;a href="http://www2.uol.com.br/filmefobia/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Filmefobia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;) - entre documentário e ficção. Não pretendo iniciar também uma discussão a la César Guimarães sobre o tema, porque nem acho que posso, e muito menos recorrer a Bazin pra afirmar que história e época também têm seu lugar no neo-realismo, porque não se aplica.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Mas defendo até o fim o mérito de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Frost/Nixon_%28film%29"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Frost/Nixon&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;(Ron Howard, 2008) , filme baseado na peça homônima de Peter Morgan, ao criar "verdades" que desrefletem a história da política estadunidense para justificar o drama do filme. Vou explicar:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;David Frost é um jornalista-estrela carismático e fanfarrão que apresenta programas de auditório na Austrália. Como que por autodesafio, decide comprar uma entrevista com Richard Nixon, o quase-deposto 37º presidente norte-americano, que, lógico, decidiu renunciar, antes de ter sua reputação destruída por causa do escândalo de Watergate (lembrou daquela aula de História ou Teoria do Jornalismo? eu também...). O embate entre Frost e Nixon vai ficando cada vez mais tenso, porque os dois têm muito em comum: possuem uma autoconfiança que beira a arrogância. Por causa de sua experiência política extensa, Nixon sai "ganhando" na primeira bateria de entrevistas (várias foram gravadas, antes que Frost pudesse vendê-las a uma emissora interessada). Eis que Nixon, no auge do uísque, faz um telefonema noturno a Frost e mostra no viva-voz toda a sua vulnerabilidade, por trás da carcaça de político velho de guerra (literalmente, no caso).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Para alguns biógrafos, esse telefonema, que se torna a cena central do filme, em torno da qual toda a trama e subsequente reviravolta circula, nunca existiu. Neste caso, não é redundante falar que foi só licença poética, porque não é só uma mentirinha piedosa. É simplesmente algo que mudou o rumo da história política mundial. No filme, o telefonema e a entrevista do dia seguinte, em que (SPOILLERS!!! to brincando... todo mundo sabe o final da história!) Frost chega aos pontos fracos de Nixon, praticamente originou uma confissão do ex-presidente sobre crimes de estado como acobertação, perjúria e inúmeros procedimentos diplomáticos ilegais. Mas o que mais incomodou os tais biógrafos foi o fato de que Nixon não confessou exatamente POR CAUSA das provocações auspisciosas de Frost. Foi tudo friamente calculado. Vai saber...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;No fundo, no fundo, nem é todo o imbroglio historico-ficcional que faz de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Frost/Nixon&lt;/span&gt; um filme e tanto. Podemos começar pelas atuações. Além do brilhante Frank Langella, eu me surpreendi positivalmente com a performance de Michael Sheen. Seu Frost mulherengo e brincalhão mostrou que também tinha fraquezas e que, como qualquer pessoa, tinha medo do fracasso. Porém, quem brilhou nos prêmios foi Langella. Milhares de indicações, como o Globo de Ouro, o Screen Actors Guild Awards e o Oscar. Sinceramente, acho que ele não ganha não, mas merecer, isso ele merece. Há muito tempo (err, acho que nunca) não via um Langella tão seguro, tão notável "in a leading role". Ainda bem que Ron Howard não reatou o relacionamento com o Russell Crowe, seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;former-sweetheart&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Falando em Howard, não foi exatamente uma surpresa ver um filme seu nas listas de prêmios. Mas um filme realmente muito bom que custou só 25 milhões é praticamente uma superação pro diretor. Só pra se ter uma idéia, o anterior e controverso &lt;a style="font-style: italic;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Da_Vinci_Code_%28filme%29"&gt;Código da Vinci&lt;/a&gt; (Code da Vinci, 2006), custou 125 milhões para a Columbia Pictures. Se desconsiderarmos o filme que era sucesso garantido de bilheteria, tendo em vista o fenômeno que foi o livro de Dan Brown, temos ainda &lt;a style="font-style: italic;" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cinderella_Man"&gt;A Luta pela Esperança&lt;/a&gt; (Cinderella Man, 2005), que teve um orçamento de 88 milhões. Howard nunca foi o diretor preferido dos críticos mais puristas, mas com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Frost/Nixon&lt;/span&gt;, que figurou em 9 em 10 listas dos melhores filmes de 2008, parece ter entrado no rol dos diretores de respeito de Hollywood.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Dá pra se divertir com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Frost/Nixon&lt;/span&gt;. Dá pra ver coadjuvantes de luxo tornando o elenco impecável (temos Kevin Bacon, Sam Rockwell, Michael McFayden, Oliver Platt..). Dá pra ficar em dúvida sobre quem é o melhor... Sheen ou Langella? Será que, depois de tudo isso, dá pra ganhar Oscar? Na minha posição de ter visto ainda poucos filmes indicados a Best Picture, se eu fosse um jurado da Academia, eu diria: "Dá pra fazer!"&lt;/p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;Frost/Nixon, 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Direção: &lt;/span&gt;Ron Howard&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Roteiro:&lt;/span&gt; Peter Morgan&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Elenco: &lt;/span&gt;Frank Langella, Michael Sheen, Sam Rockwell, Rebecca Hall, Oliver Platt, Kevin Bacon, Michael McFayden&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Duração:&lt;/span&gt; 122 minutos&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Indicações ao Oscar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Melhor Filme&lt;br /&gt;Melhor Ator&lt;br /&gt;Melhor Direção&lt;br /&gt;Melhor Roteiro adaptado&lt;br /&gt;Melhor Montagem&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;*crítica improvisada e mal-escrita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-4320644228835291998?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/4320644228835291998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=4320644228835291998&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/4320644228835291998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/4320644228835291998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2009/02/frost-nixon.html' title='Frost / Nixon'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-7366451774092646273</id><published>2009-01-28T19:09:00.004-07:00</published><updated>2009-02-09T07:26:01.452-07:00</updated><title type='text'>Austrália</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:verdana;" &gt;ou &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Como aceitar que seus atores preferidos façam filmes ruins&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo Nicole Kidman. E talvez nem precisasse ouvi-la &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=DVS_qzjCiSI"&gt;cantando com Robbie Williams&lt;/a&gt;, mexendo o nariz da forma mais bonitinha do mundo ou ganhando Oscars por aí para amar. Gosto dela como gosto de poucas outras atrizes, e é o que me faz sentir muito por um filme como&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Australia_(2008_film)"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Austrália&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;(Australia, Baz Luhrmann, 2008) ter sido feito. Um amigo meu que não vai muito com a cara da atriz diz que ela é até boa no que faz, mas ele sempre tem a impressão de que poderia ter sido melhor se fosse outra pessoa fazendo aquele papel. Nesse caso, acho que eu concordo com ele. Não estou dizendo que o trabalho dela como atriz está um centímetro abaixo do que eu esperava. O resto todo é que está. Vamos aos fatos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa que eu li sobre Austrália foi uma entrevista com Hugh Jackman. Nela, o ator oceânico era perguntado como era trabalhar num filme de Baz Luhrmann sem atores cantando no meio das cenas. Eu não me lembro a resposta, mas fiquei pensando na obra do cineasta. No início dos anos 90 ele deu um upgrade na nossa Sessão da Tarde com &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Strictly_Ballroom"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Vem dançar comigo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (Strictly Ballroom, 1992), um filme-teatro baseado em passos de dança que tentou embarcar no sucesso dos filmes-coreografia dos anos 80 (&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Dirty Dancing - Ritmo Quente&lt;/span&gt;, &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Footlose&lt;/span&gt;, etc). Uma pena não ter emplacado como seus antecessores, mas só assim o mundo conheceu a música "&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Love is in the air"&lt;/span&gt; de John Paul Young. Aliás, dentre os bright-musicals daquela época, esse era o mais bem cuidado e um dos mais premiados. 4 anos depois veio &lt;a style="FONT-STYLE: italic" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Romeo_+_Juliet"&gt;Romeu + Julieta&lt;/a&gt; (Romeo + Juliet, 1996). Cultuado pelos vanguardistas, detestado pelos ortodoxos, trazia uma versão musicalizada e moderna do drama elizabetano inglês. Mas Luhrmann só entrou na boca do povo com &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Moulin_Rouge!"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Moulin Rouge&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; em 2001. Foi quando o cineasta assinou um contrato eterno de afetividade com a conterrânea Nicole Kidman, pôs na loira (então, ruiva) um microfone e mandou-a soltar a voz. Inaugurou-se assim a era dos musicais modernos. Em Austrália, não há cantoria e holofote. Mas a música certamente desempenha um papel crucial na história. Uma versão de gaita de "Somewhere over the Rainbow" é do que você provavelmente irá se lembrar depois que vir o filme. E talvez seja a melhor coisa para se lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando comecei a ver o filme já sabia que teria que aguentar 3 horas sem dormir (o que tem sido difícil). Acredito sinceramente que para que um filme tenha mais de 2 horas, deveria passar por um conselho Jedi do cinema pra ver se realmente vale a pena gastar mais milhões com mais minutos. As cenas iniciais me surpreenderam. Diálogos velozes, piadinhas de humor fácil, passagens de tempo rápidas, história narrada por uma criança. Fórmula perfeita para a Sessão da Tarde. Será que eu estava realmente vendo o épico anunciado nas críticas? Era o mesmo filme que discutia a questão da segregação racial (chamada assimilação, no caso australiano) em relação aos aborígenes, a vida dos "drovers" (um tipo de vaqueiro de comitiva, mais ou menos o que são os peões pantanenses do Brasil) nos "outbacks" (desertos) do país, a II Guerra Mundial? Não. Não era. Era só uma comédia romântica com final certeiro entre uma aristocrata inglesa e um vaqueiro. A personagem de Kidman, Lady Sarah Ashley, decide ir até a Austália para convencer o marido Maitland a vender seu pedaço de terra - e abandonar qualquer possível amante australiana. No caminho, é conduzida pelo Drover, um Hugh Jackman... bem... sendo Hugh Jackman, urrando, expelindo garras, essas coisas. Bate-boca entre os dois. Tensão sexual. Quando Sarah chega na fazenda do marido, um lugar chamado Faraway Downs, encontra-o morto, recentemente assassinado. Ao que tudo indica, o autor do crime é King George um velho aborígene que vive erraticamente pelos lados de lá. Entre as pessoas da fazenda estão a filha de King George e seu filho, Nullah, que torna-se o personagem central da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como que para nos habituarmos com a aridez e a fotografia (e os fundos falsos, como diriam meus companheiros de sessão), vemos uma sequencia interminável de cenas leves e literalmente coreografadas - Luhrmann não resistiu, sabia! - que resultam numa situação mais ou menos simples. Fletcher, antigo capataz da fazenda, está roubando o gado e fornecendo a King Carney (o maior latifundiário da região) levando Faraway Downs para o buraco. Sarah decide que não vai mais deixar isso acontecer e a única saída é vender o gado ao exército, porém, precisa cruzar o deserto para chegar lá antes de Fletcher. Ok, pra mim parece até uma premissa interessante. Lembrando que estamos falando de sessão da tarde. Tá, Drover a ensina como guiar o gado, os dois se aproximam, e aproximam também do garoto, enfim. QUando nos vemos encaminhando para o que poderia ser um final possível e feliz, temos um final possível e feliz. Ou não. Se o filme acabasse nesse momento, até que não seria um fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele continua... e continua... e de repente uma cena que poderia ser final, com beijo na boca à contraluz e tudo. E mais filme. E não to falando de conflito, de vilania não. É só filme, e filme, e cena banal atrás de cena banal. E anos se passam sem que nada muito mais grave que discussões conjugais acontece. Até que o filme resolve acontecer de novo. Após o ataque a Pearl Harbor, os japoneses invadem a Austrália. E o que acontece diante de nossos olhos é um filme completamente diferente daquilo que víamos antes. Nada mais de piadas, nem coreografias, só a música da gaita continua. Alguns chamariam de segundo ato. Eu chamo de outro filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é que seja um filme ruim. Se você fizer o jogo do contente, pode até achar que viu dois pelo preço de um. Porém, não acho mesmo que compensa. Todos os atores do filme são bons ou pelo menos aceitáveis. A fotografia é legal, o cenário também, a direção é cuidadosa e atenta, todos os ingredientes são ótimos. Mas não juntos. Simplesmente não dá liga. Apesar da conterraneidade, ver Hugh Jackman e Nicole Kidman juntos é ver Wolverine beijando Satine. O que passa na tela é anacrônico, disjunto. A separação do filme em dois tomos principais (e milhares de outros secundários) acaba por ressaltar a discrepância de seus elementos, um em relação ao outro. Até mesmo a músiquinha do "Mágico de Oz" parece meio fora do lugar. Tudo isso junto faz com que o problema do tempo (ser longo não é o pior defeito de Austrália, porque ele não é chato, não tem barrigas) fique realçado. Você olha para todos aqueles barcos, e aviões sobrevoando vilas em chamas, e uma penca de figurantes, e imagens belíssimas no chromakey e vê que é a epicização (será que isso existe??) de uma história que não precisava de nada disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que Luhrmann só fez Austrália porque queria fazer algo perto de casa. Depois de perder para Oliver Stone uma oportunidade para fazer um épico (ele também queria filmar a história de Alexandre, o Grande), lá se foi o cineasta pesquisar a história do país. O problema talvez tenha sido esse: Luhrmann tinha a questão dos aborígenes, da geração roubada (os mestiços das duas raças, que era um povo sem-lugar), dos drovers, tinha o cenário, tinha o gado, tinha Nicole Kidman e Russell Crowe, dois australianos famosos pra atrair gente, e simplesmente resolveu juntar isso tudo. Depois que Crowe saiu do projeto, contratar Jackman foi inteligente. Após conseguir um filme da franquia "X-men" só pra ele, onde é que vai parar o ator que interpreta o Wolverine? Vai ficar pra sempre no underworld caçando vampiros e lobisomens? Austrália foi uma oportunidade para Jackman variar um pouco (só um pouquinho mesmo, quase nada) do estigma de anti-herói. E ele aproveitou. A química com Nicole Kidman é boa. Quem é que não quer ver os dois juntos? Já a atriz parece sofrer pra fazer o papel. Acho mesmo que o lado Smeagol da australiana estava provocando nela uma luta interna durante as filmagens "&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Mestre, ele é o Baz Luhrmann, que te fez cantar e tossir em &lt;/span&gt;Moulin Rouge!" "&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Não, ele é um cara doido que me pôs numa fria, ou melhor, numa quente!&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nicole sabia onde estava se metendo. Assim como sabia quando fez o criticado &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Birthday_Girl"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;A Isca &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;(Birthday Girl, 2001), quando decidiu viver uma história fictícia da real Diane Arbus em &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fur_(film)"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;A Pele&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (Fur, 2006), rendendo alguns momentos que resumem bem o conceito de bizarrice. Não dá pra parar de amá-la se você for, como eu, um fã. Sempre damos uma chance aos nosso favoritos. Agora, o Baz Luhrmann que me desculpe, mas se eu fosse a Nicole, não daria uma outra chance a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Australia, 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Direção:&lt;/span&gt; Baz Luhrmann&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Roteiro: &lt;/span&gt;Baz Luhrmann, Ronald Harwood, Stuart Beattie, Richard Flanagan&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Elenco: &lt;/span&gt;Nicole Kidman, Hugh Jackman, David Wenham, Brendon Walters&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Duração: &lt;/span&gt;166 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Update: Bel! Obrigado pelas observações!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-7366451774092646273?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/7366451774092646273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=7366451774092646273&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/7366451774092646273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/7366451774092646273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2009/01/australia.html' title='Austrália'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-5860986175776958113</id><published>2009-01-28T19:03:00.004-07:00</published><updated>2009-01-28T19:27:15.809-07:00</updated><title type='text'>Interlúdio da Temporada - OSCAR</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dois anos atrás, o &lt;a href="http://greensubmarine.motime.com/"&gt;Victor&lt;/a&gt; decidiu ver o máximo de filmes indicados ao Oscar que pudesse antes da cerimônia de entrega dos prêmios e nos presentear com uma série de postagens sobre as obras. Até hoje quando penso em alugar ou ver na TV um dos filmes daquele ano, eu lembro do que ele escreveu para usar como parâmetro. No ano passado, eu fiz uma maratona parecida, tentando ver pelo menos os filmes indicados ao prêmio principal da Academia. Até que consegui cumprir, mas não ficou nada registrado, alem das minhas humildes impressões sobre as películas guardadas na memória. Este ano, estou repetindo a dose, assistindo aos principais filmes concorrentes nas principais categorias. Depois de ver o terceiro, decidi escrever pequenas críticas sobre eles. Como eu não consigo escrever coisas pequenas, vieram críticas grandes mesmo. Na verdade por enquanto veio só uma, mas já estou ensaiando coisas sobre os que eu já vi e os que eu ainda hei de ver. Agora, por que começar com Austrália? Logo um filme que nem bombou tanto assim nas indicações da Academia... Bom, vou começar com Austrália para tentar descobrir e esclarecer por que ele NÃO figurou entre os melhores do ano. Filme de Baz Luhrmann com Nicole Kidman, da última vez que isso aconteceu foi prêmio pra tudo que é lado, além da reinauguração de um gênero do cinema contemporâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa maneira, espero que eu não me prolongue demais ou beire a chatisse. Não me incomodo se alguém preferir não ler, mas considero escrever sobre esses filmes um dever ético com o meu senso crítico, ehhe. Os links levam até a Wikipédia, que pra mim é a coisa mais confiável do planeta depois do Google. Tirem a pipoca do microondas, apaguem as luzes e aproveitem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-5860986175776958113?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/5860986175776958113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=5860986175776958113&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/5860986175776958113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/5860986175776958113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2009/01/interludio-da-temporada-oscar.html' title='Interlúdio da Temporada - OSCAR'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-2972565826247416683</id><published>2009-01-20T19:31:00.002-07:00</published><updated>2009-01-20T19:36:04.835-07:00</updated><title type='text'>7.11 - Big</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;[ Big ]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SXaJ50m83SI/AAAAAAAAAIs/fIeR7v6UoTM/s1600-h/big.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 230px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SXaJ50m83SI/AAAAAAAAAIs/fIeR7v6UoTM/s320/big.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293570038488161570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu encontrei uma aranha no meu quarto. Não daquelas aranhas de parede, magrelas, que se mata só de se olhar. E nem daquelas de banheiro, que subiram em mim um dia no banho quando eu tinha uns 6 anos e me causaram um trauma homérico que será curado só com terapia. Pequena, avermelhada. Me fez cuidar dos meus movimentos durante a noite só para não perturbar o sono dela. Me fez prestar atenção no meu quarto, bagunçado até a alma. Uma bagunça que até outro dia eu achava que era importante, por servir de contraponto a uma superfície organizada que eu sempre teimei em mostrar.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, do nada, pernilongos também invadiram a casa. Sétimo andar... como é que eles chegam até aqui. O problema dessa vida sem problemas que eu resolvi levar, como um jogo do contente de tudo, é a falta do que fazer. A falta de coisas com que me preocupar. Daí preocupo com coisas tão bobas que paro e começo a rir.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas no fundo, nem me preocupo com os mosquitos ou aranhas (tá, me preocupo um pouco, é trauma de infância, fobia...). Mas sim com o fato de ser sozinho. Quando olho no espelho do meu banheiro, to ali, uma figura sozinha. Não, não é hora de reclamar de falta de amigos ou amores, isso tudo a gente supera. Aliás, falta de amigos nunca foi um problema pra mim, e não é agora que vou reclamar disso. O negócio é a solidão interior. Nem é aquela que dói. É só uma constatação da minha condição solitária.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitei o canil de cachorros outro dia. Sonhei em comprar um pro meu filho. Sonhei com o filho, inclusive. Na cadeirinha do banco de trás do meu carro esportivo no caminho ermo para as cachoeiras inexploradas do país. É o que eu quero da vida. Uma família com mulher, dois filhos (pode até ser três) e um golden retriever bem grande e babento. E um carro. E uma casa. E que tudo isso não demore muito a acontecer.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Porque outro dia eu percebi que só tenho um ano. Um ano e daí, puff, formatura. E viro adulto. Viro gente grande. Já pago minhas contas, já faço minhas compras. Mas não tenho meu próprio plano de saúde. E não penso na economia do lar, nem no leite das crianças, nem nos caprichos da esposa...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que essa realidade que eu sonho pode estar tão longe de mim? Nem eu consigo me levar a sério como um adulto. Apesar de já ter entrado na casa dos 20 eu olho pro mesmo espelho que eu falei antes e eu vejo um garoto. Que espera fazer um filme, tirar carteira de motorista e quitar as dívidas da formatura ainda esse ano. Que espera que não chova amanhã pra poder ir pro clube ou pro cinema. Que espera que os amigos antigos o perdoem pela ausência e que os novos apenas liguem para ele às vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que espera virar gente grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dica de Locadora: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Big - Quero ser grande. &lt;/span&gt;Tom Hanks, uma máquina que faz com que ele passe dos 13 aos 30 (sim, ele teve essa idéia antes da Jennifer Garner), um teclado numa loja de brinquedos e um desejo. Será que quando eu for "grande" eu vou querer ter sido "pequeno" mais tempo? Provavelmente, por isso esse ano é O ano...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-2972565826247416683?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/2972565826247416683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=2972565826247416683&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/2972565826247416683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/2972565826247416683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2009/01/711-big.html' title='7.11 - Big'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SXaJ50m83SI/AAAAAAAAAIs/fIeR7v6UoTM/s72-c/big.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-615856616089990556</id><published>2008-12-13T21:26:00.001-07:00</published><updated>2008-12-13T21:29:13.163-07:00</updated><title type='text'>7.10 - Dom</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;[ Dom ]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/dom/dom-poster01.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px; height: 549px;" src="http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/dom/dom-poster01.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha menina é assim, bem assim.&lt;br /&gt;De Capitu não tem os olhos, sobra-lhe o mar.&lt;br /&gt;Se essa assim é minha sina, que me assina a sentença&lt;br /&gt;minha - ser, estar, permanecer - menina&lt;br /&gt;Finge que é uma outra qualquer, faz ares, imitação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que é que você some e volta contando historias?&lt;br /&gt;me consome no que diz, verbo e pronome&lt;br /&gt;Por que é que você não fica de uma vez por todas na minha vida?&lt;br /&gt;mas precisa, bem assim, sair e voltar&lt;br /&gt;pra me fazer pensar o que seria de mim se fosse pra sempre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha que ser assim, bem assim, diferente&lt;br /&gt;assassina meus devaneios com pés bem no chão&lt;br /&gt;me irrita e me encanta, por não saber me entender&lt;br /&gt;e me faz ver que eu é que nada de mim sei&lt;br /&gt;O que é que você quer?&lt;br /&gt;quando joga,&lt;br /&gt;quando afoga,&lt;br /&gt;quando nega,&lt;br /&gt;quando interroga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por que ela tem o nome&lt;br /&gt;e tenta. e consegue. e sabe o que fazer.&lt;br /&gt;ela, assim, sim, descobre o ponto fraco&lt;br /&gt;responde com interrogações e fecha os olhos&lt;br /&gt;não lhe vêm as lágrimas, bem assim&lt;br /&gt;diz, simula. e provoca. e causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e a vida pra ela é assim, bem simples&lt;br /&gt;sintomas de verão, quase que roupas&lt;br /&gt;e cabelos, olhos, belos&lt;br /&gt;bocas, perfumes e frases pela estrada&lt;br /&gt;mais reticências do que vírgulas&lt;br /&gt;espaços abertos, letra acinzentada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha menina é assim, bem assim.&lt;br /&gt;o meu defeito, é querer e ainda mais&lt;br /&gt;quando o tempo, a janela e o quilômetro falam&lt;br /&gt;o defeito dela, que me tira a paz&lt;br /&gt;é que minha, desse jeito assim, me embalam&lt;br /&gt;não de nada, apenas de si, nunca de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dica de Locadora:&lt;/span&gt; Dom - o filme brasileiro traz Maria Fernanda Cândido vivendo "Capitu" antes da microssérie global. Premiada, interpretou o pivô de um triângulo amoroso inspirado em Dom Casmurro, passado na atualidade, entremeado entre coincidências. Seu Bento era o Dom. Mas o dom sempre foi dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-615856616089990556?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/615856616089990556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=615856616089990556&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/615856616089990556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/615856616089990556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/12/710-dom.html' title='7.10 - Dom'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-4228233730548955415</id><published>2008-12-01T18:18:00.002-07:00</published><updated>2008-12-01T18:27:06.987-07:00</updated><title type='text'>7.09 - Nuovo Cinema Paradiso</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;[ Nuovo Cinema Paradiso ]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/STSM-LhOdKI/AAAAAAAAAIM/Zko4sYqkutc/s1600-h/cinema_paradiso.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 210px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/STSM-LhOdKI/AAAAAAAAAIM/Zko4sYqkutc/s320/cinema_paradiso.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274996063429620898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Porque minha história com o cinema começou já torta. Não que eu considere, assim como milhares de outros podem chegar a dizer, menos nobre a escola de onde eu vim. Mas é que, naquela época, em que o videocassete era a lei, e as milhares de fitas de vídeo do meu pai enfeitavam as prateleiras do quarto, o cinema pra mim era Hollywood. Toda a minha formação original nessa área veio dos clássicos, veio da assinatura da revista Set que meu pai fazia. Eu gostava de ler e reler mil vezes os volumes daquela pilha gigantesca de astros e estrelas sobre a calçada da fama. Fazia filmes com atores reais da minha própria cabeça. Kubrickando sem querer...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Foi em Hollywood que aprendi a mexer mentalmente numa câmera, procurando com os movimentos e closes, o melhor ângulo. A estética, nessas horas, é o principal. O brilho, as luzes ofuscantes daquele universo paralelo, tão longínquo quanto qualquer sonho, para um garoto de 8 anos. Porque minha história com o cinema não começou de um jeito marcante, não houve aquele filme que me fez querer olhar para o alto e descobrir que, um dia, era aquilo que eu ia estudar na faculdade, aquilo o que eu ia querer fazer, na prática, do meu ganha-pão. De cidade pequena, me restava uma locadora limitada, da qual vi todos os filmes que me eram possíveis pela minha faixa etária. Colecionei pôsteres e acompanhei uma galera radical aprontando as maiores confusões na Sessão da Tarde. E vou negar que isso fez parte da minha formação cinematográfica? De Macaulay Culkin a Tatum O'Neill... Fui, pela primeira, vez ao cinema assistir Pânico 2. Semanas depois, Titanic. E não me arrependo. Teria sido melhor começar com Ladrões de bicicleta? Ou, de uma maneira menos ambiciosa, Felicidade não se compra?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Conheci Grace Kelly na capa de uma revista, Orson Welles nas páginas de outra, ao lado de Demi Moore, Tom Hanks, Alicia Silverstone. Porque é assim que tem que ser. Comerical? Se chegassem a pensar que é assim que eu vendo meu intelecto, assim que desperdiço os meus dias, assistindo reproduções de clichês, meras produções que devem sua existência a um outro cinema, este mais rico, denso, eu diria que é bem assim que deve ser. Foram as luzes de Hollywood que me fizeram despertar. Não apenas uma, mas várias comédias românticas com Meg Ryan que me chamaram atenção para um jeito diferente de produzir a realidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Porque foi tarde demais que eu conheci Antonioni. Bergman, Fellini, Visconti, de Sica, Ozu eram apenas nomes. Hoje reconheço o brilhantismo das obras modernas, que transpõem as barreiras do clichê norte-americano. Mas não por isso devo abandonar a terra que me acolheu, em sonhos. Não por isso fecho os olhos ao que Hollywood me proporciona, a cada premiére. Porque o cinema é um só. E (me) é possível amar tanto Monica Vitti quanto Reese Witherspoon. Porque Katherine Hepburn representada por Cate Blanchett no blockbuster sobre um sonhador, como eu, é a síntese do que o cinema significa pra mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Tantas são as dimensões que o cinema possui, que resumi-lo a fez Godard é tão injusto quanto acreditar que Spielberg seja o maior diretor de todos os tempos. Um nos dá o desprezo, o outro, dinossauros... Porque sonhos, e a vida, no geral, é feita do que está por dentro e do que está por fora. Não é desse cinema exterior que ganha sentidos interiores que viveu Hitchcock?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Minha história com o cinema é torta, mas não por culpa das comédias e filmes adolescentes que vez ou outra me ocupo de ver - e que me causam tanto fascínio quanto preto-e-brancos. É torta por eu ter acreditado, por anos, que era errado adorar Hollywood. De lá vieram tantas pérolas quanto aquelas das ostras neo-realistas, surrealistas, formalistas, fascistas ou comunistas. É dessa comunhão, do homem com a câmera que nos faz unir Sergio Leone e Guillermo del Toro num mesmo patamar. Porque a genialidade é multifacetada. E quem quer que desconheça, ou ignore, ou mesmo negue essa realidade, não entende o cinema. E terá sido em vão cada segundo dividido em 24. Terão sido vãs as percepções diegéticas de Eisenstein, que se descobre tarde, após anos de John Hughes. Tornatore me ensinou mais do que amar o cinema, no sentido físico da palavra, mas também me ensinou a amar Monica Bellucci.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Graças a Hollywood, cresci com Tom Hanks, toquei teclado na loja de brinquedos, corri contra o tempo com Sandra Bullock, viajei ao passado com Michael J. Fox, matei aula com Matthew Broderick, enfrentei duendes malignos com Jennifer Connelly, cresci cedo demais com Robin Williams... E também desvendei fórmulas matemáticas com Matt Damon, psicanalisei uma fila de cinema com Woody Allen, enumerei meus dramas amorosos com John Cusack, encarei lutas com Brad Pitt, me apaixonei por Mrs. Robinson com Dustin Hoffman, tive crises de criatividade com Nicolas Cage, fiz brigadeiro com Liv Tyler, torci parra que a assassina fosse interrogada de novo com Sharon Stone, me casei com Julia Roberts. Respirei Tarantino, ri com Diablo Cody, me fascinei com o mundo de Coppola, mordi o pescoço de Kirsten Dunst, cresci com Christina Ricci, morri na tragédia com Leonardo di Caprio e Claire Danes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Continuo a minha dieta. De macarronis a Morricones. Continuo devorando com o mesmo gosto Fritz Lang e Christopher Nolan. Continuo cinéfilo e cinófilo - e darei ao meu cachorro o nome de Godard. Não há maneira vil de se fazer cinema. Todo close, todo plano, toda cena é nobre. Em cada Bette Davis há boas intenções, em cada Reese Witherspoon há arte. Há beleza no que faz o cineasta independente, com apenas algumas idéias leves e joviais na cabeça. Há razão tanto em Cary Grant quanto em Keany Reeves. Não há como negar que, entre fotografias, trilhas, espaços, lugares, sentidos, não exista cinema. Porque não há cinema ruim. Há apenas filmes ruins.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;E, aos meus filhos, Capras, Disneys, Lucas e Spielbergs. Para que a infância de todos tenha tantos sonhos quanto foram os meus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dica de locadora: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nuovo Cinema Paradiso&lt;/span&gt; (Cinema Paradiso).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Trilha sonora:&lt;/span&gt; Por que você faz cinema? (Adriana Calcanhotto)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Citação:&lt;/span&gt; y tu mamá también.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-4228233730548955415?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/4228233730548955415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=4228233730548955415&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/4228233730548955415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/4228233730548955415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/12/709-nuovo-cinema-paradiso.html' title='7.09 - Nuovo Cinema Paradiso'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/STSM-LhOdKI/AAAAAAAAAIM/Zko4sYqkutc/s72-c/cinema_paradiso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-1573617151330030842</id><published>2008-11-22T18:54:00.006-07:00</published><updated>2008-11-23T17:11:43.858-07:00</updated><title type='text'>7.08 - Le Mépris</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;[ Le mépris ]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;antes de qualquer coisa: esse post não é sobre situações específicas, vivenciadas ou meio-reais. É ficção baseada em observação da vida ALHEIA. Qualquer coincidência é mera semelhança. Mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SSi4_lxM5WI/AAAAAAAAAH8/eh5YI2TqyXg/s1600-h/rr_0027%7ELe-Mepris-Posters.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SSi4_lxM5WI/AAAAAAAAAH8/eh5YI2TqyXg/s320/rr_0027%7ELe-Mepris-Posters.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271666766446912866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Você sabe o que é&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; o &lt;a href="http://www.sitequente.com/frases/desprezo.html"&gt;desprezo&lt;/a&gt;?"&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;. Fo&lt;/span&gt;i o que perguntou João Luciano Ferreira Júnior, ex-aluno da Faculdade de Letras da UFMG à amiga e amada professora Polyana Arantes, antes de atirar contra a própria cabeça três meses atrás. Eu, por exemplo, não conheço esse desprezo aí de se matar ou de se morrer. Mas confesso que já senti na vida um pouquinho do que poderia vir a se tornar uma coisa bem parecida. E desprezo é coisa que não é boa de sentir, nem para o desprezante e nem para o desprezado. Desprezo é o sentimento contrário à afeição, que vai além da indiferença e fere mais do que a ira (momentânea que é). Ele pode vir de qualquer lugar e ir para qualquer outro, por qualquer motivo. E é perigoso quando se aproxima.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Despreza tudo, mas de modo que o desprezar te não incomode. Não te julgues superior ao desprezares. A arte do desprezo nobre está nisso", já dizia Fernando Pessoa. Da implicância até o desprezo há um longo caminho, que passa pela raiva, não necessariamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Coisas bem diferentes são a obsessão, a teimosia e a dificuldade de superação. Transpor esses obstáculos viciosos é pra poucos...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dons preciosos, que nem mesmo um terço das pessoas, para citar a famosa proporção, possuem. Normal, simples assim, cada um lida como pode, como sabe, como quer. Tão subjetivo quanto o próprio olhar. Auto-destruição e sofrimento por opção é coisa de gente imatura. GEnte que persiste, apesar de todas as mãos que tentam puxá-los pra cima, em ficar lá no fundo do poço, conservando uma alegria ilusória em forma de escudo. Não que não sejam felizes ou sinceras as alegrias e momentos dessas pessoas. Mas há algo de vil nesse olhar. Há algo de extremamente cruel e desumano em disparar tiros de negatividade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As pessoas são bem assim... umas superam, outras não. As que não conseguem, bom... dessas já não sei. Às que o fazem, basta ter paciência e esperar até que o outro também possa. Mas algumas vezes, a paciência é tão limitada quanto o círculo vicioso das convicções de quem não pode superar.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Falta de paciência leva à implicância. A apenas algumas milhas do desprezo. Desse daí, não tem volta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Le mépris (O desprezo) -&lt;/span&gt; Aclamado pela crítica e considerado um ds melhores filmes de Godard e da &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nouvelle_Vague" title="Nouvelle Vague"&gt;Nouvelle Vague&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, com Brigitte Bardot. Michel Piccoli é Paul Javal, um roteirista que vai para &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Roma" title="Roma"&gt;Roma&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; trabalhar numa adaptação de &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Odiss%C3%A9ia" title="A Odisséia" class="mw-redirect"&gt;A Odisséia&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, de &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Homero" title="Homero"&gt;Homero&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, que o diretor Fritz Lang está rodando na cidade. Paul é casado com a bela Camille (Bardot) e se arde de ciúmes quando ela aceita uma carona do produtor do filme, Jeremy Prokosch (Palance). Camille despreza Paul. E eles nem terão tempo de superar...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;*A fala foi retirada de um site onde se lê uma matéria sobre o caso, levando em conta os laudos do inquérito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-1573617151330030842?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/1573617151330030842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=1573617151330030842&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/1573617151330030842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/1573617151330030842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/11/708-le-mpris.html' title='7.08 - Le Mépris'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SSi4_lxM5WI/AAAAAAAAAH8/eh5YI2TqyXg/s72-c/rr_0027%7ELe-Mepris-Posters.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-6603040176011176903</id><published>2008-11-12T19:16:00.003-07:00</published><updated>2008-11-12T19:18:47.619-07:00</updated><title type='text'>7.07 - Running with scissors</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;[ Running with scissors ]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div face="verdana" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SRuObqyIOwI/AAAAAAAAAHs/NBgAhTyiOaQ/s1600-h/runningwithscissorsposter.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 228px; height: 340px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SRuObqyIOwI/AAAAAAAAAHs/NBgAhTyiOaQ/s320/runningwithscissorsposter.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267960795132082946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu senti assim uma tristeza mesmo, sabe? Não daquelas tristezas concretas por causa de uma coisa específica, nada disso. É daquelas angústias que vêm sem avisar antes. O pior foi descobrir que talvez fosse só uma conclusão. Quando tristeza é conclusão, é porque a coisa tá feia. E lá, no supermercado, mil sacolas na mão, cesta pesada, esqueci o que estava procurando entre as pratelerias. Fazer compras tem sido um hábito solitário, talvez o mais solitário que realizei nos últimos anos. Eu simplesmente não consigo encontrar o que eu estava procurando, mas não por ser indeciso e sim pelo perfeito oposto: eu sei exatamente o que quero, sempre. Só que essa coisa nem sempre existe. Daí eu insisto em ficar insatisfeito procurando em lugares que eu sei que não vou encontrar.&lt;br /&gt;E hoje, a agonia voltou. Enquanto apresentavam o trabalho lá na frente da sala, uma insuficiência tomou conta. Sempre detestei minha própria mediocridade, mas agora cansei dela. Cansei de simplesmente não ter o mesmo fascínio pelas coisas belas do que gente que eu conheço. Não consigo fazer por merecer, não consigo ser brilhante no que eu quero ser, só esporadicamente naquilo que me vem naturalmente. Em vez de ler o texto, eu sempre prefiro dormir. Por que é que eu não consigo?&lt;br /&gt;Postergar tem sido minha palavra de ordem. Deixar sempr para a última hora, que nem sempre é suficiente. E então me deito sobre a mediocridade. E nem adianta nivelar por baixo. Sei, tem gente pior do que eu. Sei, tem gente melhor. E daí? Eu meio que ligo muito pouco para o mundo, tem sido assim ultimamente. O mundo é bobo, hipócrita, só umas 4 pessoas que eu conheço possuem opiniões que valem a pena ser ouvida. No máximo. Cansei de opiniões. Gente defendendo teses, que coisa mais estúpida. Odeio gente boa de serviço.&lt;br /&gt;Eu descobri que o que eu mais odeio na vida é fila. E preencher formulários. E calor. Aff, calça jeans no calor. Mas ainda pior é opinião alheia. Me perguntaram outro dia por que é que eu to com tanta preguiça do mundo. Eu digo e repito: a culpa é do mundo mesmo. Não tem nada de errado comigo. Quer dizer, tem sim.&lt;br /&gt;Dentro do provador da loja de roupas eu vi, pelo espelho, que minha cabeça tem um formato estranho. POr que será? Tipo, impossível simplesmente trocar de cabeça. Impossível até fazer plástica. Não que eu queira, mas é mesmo estranha. Uma coisa não parece combinar com a outra. E nada faz sentido em conjunto. Eu só consigo fazer sentido olhando de dentro, daqui mesmo de onde eu olho. Por isso que eu queria ser um eremita. Eu queria me bastar. Ou então que as pessoas fossem cegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as risadas esparsas do dia a dia são só pra não viver em dor.&lt;br /&gt;Queria é fazer um filme. Acho que vou começar um roteiro. OU então ler O apanhador no campo de centeio de novo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cansado de padrões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-6603040176011176903?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/6603040176011176903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=6603040176011176903&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6603040176011176903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6603040176011176903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/11/707-running-with-scissors.html' title='7.07 - Running with scissors'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SRuObqyIOwI/AAAAAAAAAHs/NBgAhTyiOaQ/s72-c/runningwithscissorsposter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-6108436046048225409</id><published>2008-10-06T19:20:00.003-07:00</published><updated>2008-10-06T19:31:15.650-07:00</updated><title type='text'>7.06 - American Pie</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;[ American Pie ]&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Era um domingo à tarde. Não que eu estivesse despreparado. Já sabia há semanas que aquilo iria acontecer naquele dia. Treinei várias vezes, repeti as palavras até decorá-las e depois outras tantas vezes para que elas parecessem naturais. Sabia de cor cada movimento que deveria fazer com o corpo. Numa eternidade que durou desde o momento em que eu saí de casa num sol escalda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SOrJaE0ZSII/AAAAAAAAAFY/TCf8th7V43I/s1600-h/american_pie.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SOrJaE0ZSII/AAAAAAAAAFY/TCf8th7V43I/s320/american_pie.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254233365088389250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;nte para as ruas da BH aos 35°C, passando pelas longas horas de espera numa praça, até eu entrar lá, segundos se passaram. E lá estava eu com meu instrumento na mão. Era familiar, mas ao mesmo tempo era como se nunca o tivesse segurado antes. Bem na frente dela, que me olhava nos olhos, aguardando e contando os segundos para se abrir para mim. Se dez segundos antes eu sabia exatamente o que fazer, se aquele momento já havia habitado meus sonhos, se aquilo era apenas o meu destino, naquele momento, diante dela, eu era uma criança. Claro, não deve ser fácil chegar até o fim sem cometer um errinho sequer quando há mais cinquenta pessoas no mesmo ambiente. Eu sabia que a minha performance pouco importava à maioria delas. Cada um estava preocupado com o próprio desempenho. Mas para mim, eram cem olhos, duzentos, trezentos, embora eu só olhasse para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algum lugar dentro de mim onde deveria estar o meu estômago criou-se um buraco negro, daqueles tipo big-bang mesmo. Eu não tinha mais o mínimo controle sobre os meus movimentos, minhas pernas insistiam em acreditar que estava frio a ponto de tremerem. Mas estava quente. Tudo muito quente. Tinha que tomar muito cuidado, firmar para que ela não me visse tremer.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim, depois do cinco, quatro, três, dois, um, que eu comecei. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"14226 urnas foram distribuídas por toda a cidade..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim que foi a minha primeira entrada ao vivo na TV. Não em rede nacional, ainda. Mas pra mim, significou muito. Melhorou na segunda vez, um errinho na terceira, texto fácil na quarta, entrevistado, tudo certo na quinta, melhor ainda na sexta... "Otavio Oliveira, Eleições 2008".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dica de locadora: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;American Pie, a primeira vez é inesquecível.&lt;/span&gt; Tá, todo mundo conhece esse filme, não preciso apresentar. Mas cabe aqui dizer que o primeiro filme da série é uma grande retomada das comédias picantes adolescentes dos anos 80. Não digo que esse seja o único filme bom da franquia, mas que é o melhor a certeza é absoluta. E sim, por trás das piadinhas de triplo sentido e do sentimentalismo (sim, existem camadas...), existe alguma graça em ver as trapalhadas pré-sexuais dos adolescentes. Não fomos todos assim? E tem outro grande motivo para esse filme ser legal: Mena Suvari...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Trilha sonora:&lt;/span&gt; Nothing in this world, by Paris Hilton&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-6108436046048225409?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/6108436046048225409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=6108436046048225409&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6108436046048225409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6108436046048225409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/10/706-american-pie.html' title='7.06 - American Pie'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SOrJaE0ZSII/AAAAAAAAAFY/TCf8th7V43I/s72-c/american_pie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-7295696833225927150</id><published>2008-08-27T18:02:00.004-07:00</published><updated>2008-08-27T18:26:53.622-07:00</updated><title type='text'>Interlúdio da Temporada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ou Os Irmãos Oscar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Poderia estar roubando, matando, estuprando, usando tóxico (com ênfase no x com som de ch), poderia estar fazendo discurso dentro do ônibus implorando pra comprarem balas. Poderia fazer malabarismo ou vendendo sufflair no sinal (pois é, aqui em BH vendem Sufflair no sinal). Poderia exercer o meu autismo e não dizer nada, poderia deixar a Avril Lavigne dominar o mundo junto com o Google, poderia estar lendo o texto de 5 reais pra aula de 6ª feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia estar me vangloriando por ter assistido a uma palestra foda de um cara que foi orientado pelo Phillipe du Bois enquanto eu estaria satisfeito com uma mera disciplina com ele (o cara, não o du Bois... se bem que... enfim). Eu poderia estar ansioso pelo meu primeiro salário com carteira assinada na vida, que chega na sexta-feira, e poderia fazer planos de como gastá-lo em 10 minutos, ou poderia chorar porque provavelmente os gastos do cartão de crédito já gastaram a metade dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Eu poderia escrever agora sobre um filme que eu acabei de ver pela 5ª vez e sobre como eu e o Jack Black temos bem mais a ver do que se pode imaginar. Ou então poderia dormir e me preparar para a jornada de trabalho de amanhã e a faxina da noite aqui em casa. Poderia escrever sobre como é um saco ser parte da comissão de formatura nas épocas de balanços e cálculos. Poderia até estar assistindo os mil filmes repetidos e os 10 não-repetidos que eu baixei e estão lá esperando na pasta "meus vídeos". Poderia estar pensando num jeito de arrumar a bagunça toda que eu fiz dentro da minha mente e dentro do meu coração quando eu achei que estava tudo indo bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;Poderia mesmo estar pensando no roteiro do meu próximo filme. Ou até mesmo estar desistindo da vida de universitário e procurando caminhos melhores ou pelo menos mais rentáveis, tipo prostituição ou defenestração. Mas defenestração nem é mais rentável né...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;Poderia aproveitar o fluxo e fazer propaganda do novo blog &lt;a href="http://weblackmail.blogspot.com/"&gt;Blackmail&lt;/a&gt; que eu e a Lu estamos criando para uma disciplina da faculdade ou pensando no próximo tema sobre o qual vou escrever um conto para o &lt;a href="http://meusanosincriveis.blogspot.com/"&gt;Anos Incríveis&lt;/a&gt;. Ou então lendo o &lt;a href="http://champ-vinyl.blogspot.com/"&gt;Rob&lt;/a&gt; mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Mas não, não to fazendo nada disso. To aqui só pra implorar que vocês assistam o filme dos Irmãos Oscar no youtube. Não custa nada. Dá uma clicadinha, uma esperadinha e uma assistidinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;*esse texto é parte da campanha: vamos salvar o mundo da Avril Lavigne.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=81jLMgHn4PA"&gt;Duvido &lt;/a&gt;que &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=81jLMgHn4PA"&gt;você&lt;/a&gt; vai &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=81jLMgHn4PA"&gt;clicar&lt;/a&gt; &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=81jLMgHn4PA"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-7295696833225927150?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/7295696833225927150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=7295696833225927150&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/7295696833225927150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/7295696833225927150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/08/interldio-da-temporada.html' title='Interlúdio da Temporada'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-8400643164773019399</id><published>2008-08-18T19:01:00.003-07:00</published><updated>2008-08-18T19:04:54.222-07:00</updated><title type='text'>7.05 - Inland Empire</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana; font-weight: bold;"&gt;[ Inland Empire ]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKopm-uXaQI/AAAAAAAAAEM/EiO4DA1vW-s/s1600-h/81.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKopm-uXaQI/AAAAAAAAAEM/EiO4DA1vW-s/s320/81.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236043266420861186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Poderia começar com a autopiedade mas diriam que sou velho demais pra problemas e inquietações tão adolescentes. O que é isso que me vem a essa hora da manhã? Hoje decidi vir para a aula ouvindo rádio em vez de mp3. Dar uma chance ao acaso, talvez. Acaso nada. Se toca música ruim eu sempre troco de estação. Isso quando todas as estações não resolvem passar propaganda ao mesmo tempo. Horário comercial, inclusive, é uma praga. Horário comercial em rádio então. Mas nada supera o horário eleitoral. Daí aparece um Renato Russo e eu imagino que minha vida poderia ser bem pior.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Não sou desses que acha que a felicidade é relativa. Você não está mais ou menos feliz só porque tem gente melhor ou pior. Se fosse assim não teríamos fome nunca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Eu lembro das inquietações, dos sonhos que vieram com o filme perfutbador. Lynch diria, na cara mais boa do mundo, que o que vale é a experiência e não o sentido. Eu tive a oportunidade de vê-lo bem de perto. Homem estranho, ele. A gente vive numa busca incessante de sentido pra tudo e quando nos perguntamos por que, já sabemos o motivo. Por que é que a gente vive, afinal? Só pra ir contra os constrangimentos? O tempo todo a gente os evita. Às vezes não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Então, Lynch, tu não é o fodão? Tu não é o homem da meditação? Me responde aí por que é que eu vivo nessa, sem dinheiro praticamente o mês todo, condicionado a esse rosto e a esse corpo? Não, não to reclamando. Passei dessa fase, lembra? Não to mais em idade de sonhar. Mas me diz aí qual é o grande negócio dessa experiência? Que vida é essa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Eu gosto é de abertura de novela. De decorar as ordens dos créditos. De estudar rock and roll. De descobrir coisa que todo mundo sempre soube desde os anos 60. Sabia que depois que o Joe Cocker tocou With a little help from my friends no Woodstock na tarde do dia 16 de agosto de 69 começou um temporal que interrompeu o show por horas? Aposto que você, David Lynch, nem desconfia disso. Ou vai ver sabia. Você parece meio doido, tem cara de quem fumava umas e ouvia um rock psicodélico nos anos 60. Qual é o seu cd favorito dos Beatles? hem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;O meu é o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Help!&lt;/span&gt;. É estranho ter um cd favorito dos Beatles.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dica de locadora: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: verdana;"&gt;Inland Empire (Império dos Sonhos) - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;só assistindo mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;Citação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Had it been another day..., "I've just seen a face"&lt;/span&gt; by &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Beatles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;Trilha Sonora: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Erreway - Sera de Dios&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-8400643164773019399?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/8400643164773019399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=8400643164773019399&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/8400643164773019399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/8400643164773019399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/08/705-inland-empire.html' title='7.05 - Inland Empire'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKopm-uXaQI/AAAAAAAAAEM/EiO4DA1vW-s/s72-c/81.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-2053793827074051750</id><published>2008-07-24T21:43:00.002-07:00</published><updated>2008-07-24T21:50:02.151-07:00</updated><title type='text'>7.04 - Short Cuts</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;[ Short Cuts ]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_k_aANqYZwps/SIlaDdsxfiI/AAAAAAAAADo/oTTq9JDpXRU/s1600-h/Shortcutsfilm.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_k_aANqYZwps/SIlaDdsxfiI/AAAAAAAAADo/oTTq9JDpXRU/s320/Shortcutsfilm.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226807858098699810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ou antropocomunicobloguismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Avenida Antonio Carlos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem na minha frente um cartaz pregado: "Compre o cartão retornável BH BUs por apenas 6,30 em qualquer linha de ônibus". Estava eu de pé lá pelas 6 e pouco da noite num ônibus que cruza a cidade. Agora, semanas depois, nem lembro de como era o rosto dela, lembro que era baixinha, e feia, coitada, como ela mesma fez questão de acentuar. Ela entrou mais ou menos três pontos depois do meu. Eu, ouvindo música no fone de ouvido, quase não escutei quando ela decidiu falar algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que horas que já é?&lt;br /&gt;- 6:40 - respondi sem tirar o fone do ouvido, querendo muito que aquela conversa terminasse ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não terminou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cartão BH Bus... olha que coisa boa... só 6,30, cê viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não achei que fosse preciso responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 6,30... quantas passagens que dá isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para diminuir em alguns segundos a conta dela eu resolvi falar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior erro da minha noite. Ela simplesmente decidiu que eu estava definitivamente conversando com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde que compra será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei a olhar para o cartaz: "em qualquer linha de ônibus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo maior erro da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe sim! Nunca fala pras pessoas que você não sabe. Sempre que alguém te perguntar, você tem que falar que sabe, mesmo se não souber.&lt;br /&gt;- Mas eu falei isso porque eu não sei.&lt;br /&gt;- Ué. Pega ônibus todo dia e não sabe?&lt;br /&gt;- Eu não pego ônibus todo dia não.&lt;br /&gt;- Ah, é daqueles que tem carro, né.&lt;br /&gt;- Não. Eu moro perto da faculdade, só to indo pra casa de um amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah... - ela se resignou.&lt;br /&gt;- Pergunta pro trocador - eu sugeri.&lt;br /&gt;- Eu não! Esses trocador sem vergonha. Só fica falando da vida dos outros. Não gosto desse povo não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginei que a conversa tinha acabado. Tanto que até esse momento eu ainda estava com os dois fones de ouvido. No intervalo entre uma música e outra, que é quando o usuário do fone de ouvido tem algum contato com o som ambiente, ouvi um pedaço de frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... parece demais com ele.&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- Você é a cara dele, olha que coisa engraçada.&lt;br /&gt;- hm...&lt;br /&gt;- Ele tem esse olho de peixe igual ao seu.&lt;br /&gt;- hm... (querendo muito que aquela conversa terminasse ali: velocidade 2)&lt;br /&gt;- Ele e o irmão dele. Os dois ficam fazendo pouco caso ni mim. Mas um dia eles vão ver.&lt;br /&gt;- hm...&lt;br /&gt;- Ele só gosta de moça branca e loira, não gosta de morena baixinha igual eu não. Tá vendo aquela moça ali? É bem do tipo de mulher que ele gosta.&lt;br /&gt;- hm...&lt;br /&gt;- E pelo jeito cê também gostou né! To vendo pela sua cara que ocê gostou! Viu? Parece demais com ele.&lt;br /&gt;- hm...&lt;br /&gt;- Um dia ele vai ver. Vo vestir uma calça jeans nova e uma blusa de seda que a Maria me deu e ele vai ver só, vo judiar dele. Tanto que ele pode até mudar pra europa e ficar com as branquelas dele que vai lembrar de mim pra onde for.&lt;br /&gt;- hm... (querendo muito que aquela conversa terminasse ali: velocidade 3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Viaduto perto da rodoviária. Engarrafamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pior que cê parece com ele demais, ele não é seu parente não?&lt;br /&gt;- Como que é o nome dele?&lt;br /&gt;- É Mauro. E o irmão dele é [algo parecido com brublleston. Nota do Editor]. Um dia ele vai ver. Ele é desse tipo de homem que a mulher tem que ficar sempre bonita, bem-cuidada. Se eu fosse mulher dele eu ia andar só com o cabelo arrumado, unha feita. Porque a verdade é essa, menino. Esses homem não quer saber de nada não, eles faz sacanagem mesmo com as mulheres, eles só querem o bem-bom, por isso que eu, eu sou mais eu, não tenho que ficar correndo atrás de homem não. Homem só faz a gente sofrer... Eu acho assim, menino, que mulher tem que se cuidar [próxima meia hora: frases mais ou menos iguais sobre como os homens são de marte e as mulheres são de vênus...] cê não acha, menino? Cê não acha que eu to certa?&lt;br /&gt;- Acho.&lt;br /&gt;- E mesmo se não achasse eu sei que eu to certa.&lt;br /&gt;- hm... (querendo muito que aquela conversa terminasse ali: velocidade 4)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rua Curitiba.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você que é jovem que é bom. Se eu fosse jovem eu ia namorar demais. Não to falando de ir pro motel nao, mas de ficar junto, de conversar... isso que é bom. Agora eu, com 34 anos, até que eu to bem também, menino.&lt;br /&gt;- hm...&lt;br /&gt;- Porque assim, cê tá indo pra casa do seu amigo, vocês que são jovens que tem que se divertir mesmo. Homem tem que ser assim mesmo. Ele vai te chamar pra sair e você vai querer ir, gastar dinheiro, não é?&lt;br /&gt;- hm... é...&lt;br /&gt;- É, ue! A vida é assim! [grande sabedoria... Nota do Editor] Você ainda tá na escola e...&lt;br /&gt;- Não, eu to na faculdade já.&lt;br /&gt;- Ah! É? Que coisa booaa! Cê estuda é no Uni, né?&lt;br /&gt;- Não, na UFMG.&lt;br /&gt;- Nóó! Que coisa boooaa! Cê faz é o que?&lt;br /&gt;- Jornalismo!&lt;br /&gt;- Tem uma menina que faz yoga comigo que faz é isso aí também. Ela é morena, alta, do tipo que você e o Mauro gostam.&lt;br /&gt;- hm...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Avenida Amazonas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A casa do seu amigo deve estar chegando né.&lt;br /&gt;- Eu desço depois da praça Raul Soares.&lt;br /&gt;- Aaah, tem uma amiga minha que mora lá. Amiga minha assim... eu trabalho pra ela. Ela chama Márcia. Eu dormia na casa dela mas agora não to dormindo mais não. Eu, não, fiquei com medo. O namorado dela tem problema, ele é doente, sabe, menino? Diz que a família dele queria internar ele. Aí eu dormia lá mas um dia eu sonhei que ele tinha entrado no meu quarto e tinha passado a mão nas minhas partes íntimas [com essas palavras. Nota do Editor].&lt;br /&gt;- hm... (querendo muito que aquela conversa terminasse ali: velocidade 5)&lt;br /&gt;- Aí eu fiquei com medo, né, menino? A gente não sabe o que é que pode acontecer. E ela deixa a chave com ele, tenho medo, ele é doido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Praça Raul Soares.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É ali que ela mora, ó! Márcia que é o nome dela.&lt;br /&gt;- hm...&lt;br /&gt;- Eu to com saudades dela, eu falei com ela que eu posso até voltar a dormir lá, mas ela tem que deixar a chave comigo e ele não pode entrar. Ela que fez minha unha, ó!&lt;br /&gt;- hm...&lt;br /&gt;- Nó, menino...&lt;br /&gt;- Tchau.&lt;br /&gt;- Tchau, menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de descer do ônibus sem olhar pra trás eu pude perceber o tom entristecido porém conformado em que ela proferiu essa última frase. Ela só precisava de alguém para dizer hms...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps.: a situação teria sido bem mais legal se eu estivesse sentado no banco ouvindo toda essa "conversa", ou eu fosse a mulher que segurou as sacolas dela, ou até se eu fosse o Mauro ou a Márcia. Aí não teria o desconforto de ter que falar hms... Para todos os efeitos, enquanto ela falava eu montei uma historinha na minha cabeça. Se ela perguntasse, meu nome era Rodrigo, 22 anos, pagodeiro, micareteiro, etc... Algum assunto eu ia ter que render né... MInha vida tinha que ser mais legal do que a dela eheheh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dica de locadora:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Short Cuts (Cenas da Vida) - &lt;/span&gt;Se você gosta de antologias (filmes em que várias histórias independentes são ligadas de maneiras surpreendentes, ou não) esse é altamente recomendado. O ano é 1993 e o diretor é Robert Altman. Muitas surpresas, muitas mesmo. Talvez você veja a versão picotada que passa de madrugada de vez em quando, mas a original tem 3 horas. As 8 ou 10 histórias são baseadas em contos de Raymond Carver, que inclusive eu recomendo também. Só fui reconhecer alguns contos muito tempo depois nesse filme. Um eu reconheci agora. Enfim, veja o filme.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Citação: &lt;/span&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E foram&lt;/span&gt;", em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aqueles dois&lt;/span&gt; de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Caio Fernando Abreu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Trilha sonora: &lt;/span&gt;Agora ou jamais, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tigres de Bengala&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-2053793827074051750?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/2053793827074051750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=2053793827074051750&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/2053793827074051750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/2053793827074051750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/07/704-short-cuts.html' title='7.04 - Short Cuts'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_k_aANqYZwps/SIlaDdsxfiI/AAAAAAAAADo/oTTq9JDpXRU/s72-c/Shortcutsfilm.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-56247292195345667</id><published>2008-07-08T11:59:00.004-07:00</published><updated>2008-07-11T10:03:44.616-07:00</updated><title type='text'>7.03 - Adaptation</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;[ Adaptation ]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://blog.agalaxia.com.br/up/a/ag/blog.agalaxia.com.br/img/adaptacao_1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px;" src="http://blog.agalaxia.com.br/up/a/ag/blog.agalaxia.com.br/img/adaptacao_1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando a gente é escritor, toda nota musical na partitura da vida vira assunto... "eu ainda vou escrever sobre isso..." ou "meu próximo post será sobre aquilo". Muitas vezes os assuntos passam pela gente, como as árvores ao lado da estrada quando se está de carro. Mas peraí... quem passa é o carro, quem passa somos nós. Deve ser por isso que os nossos textos ficam repetitivos depois de um certo tempo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sonhei com uma história e prometi transformá-la em novela. Esqueci a maior parte. Achei que pudesse escrever um texto sobre a minha mãe depois de pensar por alguns segundos que ela não estará aqui pra sempre. Faltou-me a coragem (pela idéia em si e pelo fato de que nenhum texto explicaria o que ela é pra mim). Rascunhei uma história sobre amizade, que no fim é exatamente igual à minha. E igual a todas as histórias que existem no mundo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pensei falar sobre o caminho de volta para a minha casa, ou sobre como eu nunca consigo manter o meu quarto organizado por muito tempo. Esbocei uma crítica sobre o filme, sobre aquele filme especial sobre um garoto e uma garota. Descobri que o filme mesmo é meio bobo. IMportante é o que ele me faz sentir. E sentimento não se escreve. Escreve-se sobre ele, mas não ele em si. E sobre é muito pouco.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imaginei mil palavras se ordenando de forma a expressar todas as coisas que passam pela minha cabeça. Os segredos e confissões que estão guardados numa caixinha de sapatos em algum lugar. Mas essa é a plenitude e a beleza dos segredos. Manter-se obscuros é a sua humilde contribuição para o labirinto (ou seria quebra-cabeças) que é nossa vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Até mesmo sobre a vida eu quis escrever. Tentar através de palavras decifrá-la. Pretensiosamente desvendar passado e futuro. Mas a vida não é senão o que acontece do momento em que acordamos até o momento em que dormimos. E um pouco além.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tentei me forçar a me lembrar de todos os sentimentos, todas as histórias de amor, para que eu pudesse escrever um dicionário. Quem leria? Não se aprende pelos outros. É preciso cada um quebrar a cara umas duzentas vezes na vida até encontrar a pessoa certa. E imagino que não deve ser mais fácil sentir a dor de ser a pessoa certa para alguém que não é a sua.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E os farelos no chão comprovam que falta alguma limpeza. Uma varrida no final do dia, talvez. Um dia escrevi sobre um desenho. Sobre um menino e seu amiguinho urso. Sobre como o ursinho descobria que o garoto estava crescendo e que logo não seria mais seu amiguinho. Talvez seu amigo para sempre. Mas não mais seu companheiro. Nesse dia eu percebi que nada é pra sempre, nem uma corrente de pensamentos de fim de tarde como essa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Contar histórias é bom. Adaptá-las é quase sempre uma tarefa árdua que, se bem feita, já rende frutos. Afinal, histórias são pra ser contadas. Você não vive histórias. Quem vive histórias são personagens. Você (e infelizmente todos nós, e especialmente eu) vive é a vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;(ai de quem disser que é bonita.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dica de locadora:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Adaptation (Adaptação)&lt;/span&gt; - A metalinguagem vivida ao extremo... mesmo quando se refere a uma realidade que não é verdade. Roteiro de Charlie Kaufman e seu irmão Donald Kaufman (que não existe), interpretados por um Nicolas Cage inspirado, escrevendo sobre a sua própria história enquanto deveria escrever sobre Meryl Streep, que também tem sua própria história, em que surge Chris Cooper. No final, é tudo a vida...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Citação: &lt;/span&gt;Some forever, not for better... some have gone and some remain, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;In my life&lt;/span&gt;, by &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lennon e McCartney&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Trilha Sonora: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Love grows (where my rosemary goes)&lt;/span&gt;, by Freedy Johnston&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-56247292195345667?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/56247292195345667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=56247292195345667&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/56247292195345667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/56247292195345667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/07/703-adaptation.html' title='7.03 - Adaptation'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-7813514889090962483</id><published>2008-06-30T12:22:00.005-07:00</published><updated>2008-06-30T13:31:10.313-07:00</updated><title type='text'>7.02 - Se eu fosse você</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;[ Se eu fosse você ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/se-eu-fosse-voce/se-eu-fosse-voce-poster01.jpg"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/se-eu-fosse-voce/se-eu-fosse-voce-poster01.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/se-eu-fosse-voce/se-eu-fosse-voce-poster01.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: right;font-family:verdana;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Existirmos: a que será que se destina?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Mas o que é que vocês lêem?", perguntou o professor, enfatizando a questão anterior, quase retórica, sobre os hábitos de leituras dos alunos na aula de teoria do jornalismo. Somos quase jornalistas, pensei eu, deveríamos ler, assinar, criticar e escrever 20 horas por dia. E foi aí que começou um daqueles momentos de autopiedade que nos ocorrem às vezes. O que é que eu to fazendo aqui? Como é que eu posso me dizer um aspirante a jornalsita se eu só acompanho os acontecimentos do mundo depois das reverberações, depois das repercussões. Só descobri quem era Isabella quando o escândalo da vez já era outro. Não acompanhei a história dos militares gays na Época e nem o caso Ronaldinho na Veja. Nem mesmo o Super eu leio, a não ser pra saber o que é que vai acontecer na novela. "você é o que você lê", ouvi de alguém certa vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Talvez seja isso. Eu leio novelas, apesar de não acompanhar nenhuma. Chego na redação, no ambiente de trabalho, e abro o G1 pra ler a nova crítica do filme que estreou essa semana. No máximo leio alguma coisa sobre a última lista das 100 canções mais importantes na história da música brasileira. Leio romances às vezes, no intervalo entre um Charaudeau e um Mouillaud. É por isso que faço aulas de literatura... porque é lá que tenho Joyces, Woolfs e Hemingways no meu caminho. Mas ainda assim, isso não resume o que eu sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu sempre durmo mais cinco minutos e não chego atrasado. Deixo os trabalhos para a última hora, principalmente os mais difíceis. Tento não dormir em algumas aulas. O meu jeito de prestar atenção é desenhando alguma coisa numa folha em branco enquanto o professor fala. Não tenho má-vontade na hora do trabalho, mas saio da TV logo que o horário é cumprido. Volto pra casa ouvindo música no mp3. Gosto de LS Jack e sou recriminado por isso. Gasto dinheiro que não tenho comprando coisas essenciais na minha vida, como um McFlurry Suflair ou um Subway. Tenho auto-aulas de canto e faço shows dentro do meu quarto, mas não uso nenhuma técnica na hora de cantar Legião na roda de violão. Assisto seriados na tv e fico na internet até de madrugada sem motivos especiais. Varro o meu quarto quando a poeira começa a me incomodar, não guardo os cds de volta em suas caixas.  Minha cama é sempre desarrumada e meu guarda-roupa organizado por cores. Como igual um peão de obra e ainda não consigo ganhar peso. Não freqüento academia por preguiça e por princípio. Escuto Miley Cyrus na mesma lista em que escuto Nana Caymmi. Tenho uma paixão platônica pela Elisha Cuthbert e pela Paris Hilton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já se foi a época em que eu assistia um filme e não descansava até escrever uma grande resenha sobre ele. Entrei na faculdade e vi que as resenhas não eram tão boas assim. Hoje, cinema só de vez em quando. Só vejo filmes que eu baixo, vez ou outra um clássico alugado da locadora. Continuo gostando de Beatles e The Beach Boys. Queimo incensos no quarto olhando o movimento pela minha janela do sétimo andar. Vejo a vida passar e retornar. Me deixo inspirar pela avenida e carros. Me deixo inspirar por pessoas, fatos e coisas. Me inspiro pelo episódio que acabei de ver de "Confissões de adolescente" ou pela música antiga da Patrícia Marx.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O que é que eu leio? Eu leio blogs. Blog do Noblat? Observatório de imprensa? Não. Eu leio as inquietações da &lt;a href="http://www.spaces.live.com/jane7l1972"&gt;minha irmã,&lt;/a&gt; leio os devaneios da minha &lt;a href="http://umanovelaimaginaria.blogspot.com"&gt;outra irmã&lt;/a&gt;. Acompanho as críticas indignadas do &lt;a href="http://reset.motime.com"&gt;Nuno&lt;/a&gt;. Eu leio o blog da&lt;a href="http://palavrasquenaovem.blogspot.com"&gt; Naty&lt;/a&gt;, o blog da &lt;a href="http://maisumavezrelicario.blogspot.com"&gt;Xanda&lt;/a&gt;. Leio as divertidas histórias mirabolantes do &lt;a href="http://champ-vinyl.blogspot.com"&gt;Rob Gordon&lt;/a&gt;. E leio textos teóricos porque sou obrigado. Já se foi a época em que eu pegava Platão pra ler só por diversão, só pra ver o que é que ele podia me falar a respeito de amor. Já se foi a época em que eu lia roteiros de cinema e tv só pra experimentar uma sensação criativa diferente de simplesmente assistir passivamente. Se o que eu leio me define então eu sou emoção, sou confiência, sou atenção, sou diversão, sou onirismo, sou niilismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O que é que eu leio e o que é que eu sou. Não é uma pergunta. Só um fragmento de frase que o word diz que está sintaticamente inadequada. Definição é limitação, velho clichê. Eu sou isso então. Sou só um clichê. Com um pouquinho de sonho misturado. E cobertura de chocolate. Eu sou um cartão de crédito sem limites. Sou uma tarde gris. Sou todo um monte de pequenas coisas. E tudo deve passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dica de locadora:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se eu fosse você&lt;/span&gt;. Tony Ramos, Glória Pires, Daniel Filho e Globo Filmes. Tire suas próprias conclusões.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Citação: &lt;/span&gt;ver epígrafe. (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Caetano Veloso, Cajuína&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Trilha Sonora:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;What am I to you?&lt;/span&gt;, by Norah Jones&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-7813514889090962483?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/7813514889090962483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=7813514889090962483&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/7813514889090962483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/7813514889090962483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/06/702-se-eu-fosse-voc.html' title='7.02 - Se eu fosse você'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-6714432271017101202</id><published>2008-06-02T12:18:00.002-07:00</published><updated>2008-06-02T12:23:37.870-07:00</updated><title type='text'>7.01 - St. Elmo's Fire</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[ St. Elmo's Fire ]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://images.amazon.com/images/P/B00005Q799.01.LZZZZZZZ.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;previously in Teatro de Vampiros...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;São muitas as emoções que a gente sente por dia. São muitos os pensamentos, múltiplas esquinas de raciocínios, múltiplas encruzilhadas e turning points. São muitas as contas, são muitas as dívidas, muitos os pagamentos. São muitas as respostas que procuramos e também são muitos os sonhos que figuram na nossa cabeça, nem sempre trazendo sentido à nossa realidade quase sempre virtual. São muitas as obrigações. No meu caso, pautas, fitas, programas que caem, promessas que falem e sonhos que não se realizam. Mas no final das contas, se a gente não cair das janelas da vida, tudo continua. E por muito, muito, muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez todo o papo sobre a defenestração não faça muito sentido, porque no fim, tudo o que temos é o nosso próprio quadrado, e as histórias que fazemos acontecer dentro dele. Tudo se resume ao Happy Project. É claro, um tanto individualista pensar primeiro na nossa própria felicidade. Que me desculpe o mundo, mas é a única coisa que tem funcionado pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é só contornar assuntos acabados e amores frustrados, é bem mais do que isso. É poder ver a vida de um jeito diferente e daqui de cima a visão é bem melhor. As possibilidades são bem mais amplas. E tudo isso porque eu tenho 20 anos (embora muitos possam ter zombado dos momentos de reflexão que fazer aniversário naquele início de maio tenha me causado). Tudo porque eu resolvi viajar para ver o Oceano Atlântico num fim de semana qualquer. Tudo porque a vida simplesmente acontece e é o tempo que nos direciona onde ir. E acima de tudo, porque eles nunca vão compreender o que, para mim, é o Explosion. E é até melhor que não compreendam, porque pensar demais não é uma boa idéia. Eles nunca vão saber a dimensão desse grupo dentro da minha vida. Mais do que um roteiro de Malhação ou mesmo um seriado americano em reprise. Mais do que as letras das nossas canções. Mais do que copos vazios no fim da festa. Together forever everywhere.&lt;br /&gt;A gente vai abrir a nossa própria empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dica de locadora:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;St. Elmo's Fire (O primeiro ano do resto de nossas vidas)&lt;/em&gt; - Sete amigos recém-formados se deparam com a amarga realidade do mundo real, tendo que conviver com a insegurança profissional e emocional nesta nova fase da vida. Este novo momento pode pôr em risco a amizade existente entre eles, a qual acreditavam que seria eterna.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Citação:&lt;/strong&gt; "&lt;em&gt;Cada um no seu quadrado&lt;/em&gt;", autor desconhecido&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trilha sonora:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;I've just seen a face&lt;/em&gt;, by The Beatles&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-6714432271017101202?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/6714432271017101202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=6714432271017101202&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6714432271017101202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6714432271017101202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/06/701-st-elmos-fire.html' title='7.01 - St. Elmo&apos;s Fire'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-4394209167688848901</id><published>2008-05-21T14:28:00.003-07:00</published><updated>2008-05-21T14:34:06.213-07:00</updated><title type='text'>Season 7 Promo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;[ 10 minutes to the Season Premiere ]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;No período que antecede a estréia de uma temporada de qualquer série de tv, surgem muitos rumores. Quem vai ficar? Quem vai deixar o elenco? Quem vai entrar? O que aconteceu desde a última cena da temporada anterior? Aqui não poderia ser diferente. Só posso prometer grandes surpresas, porque, acreditem, MUITA coisa aconteceu desde aquele dia de abril. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Afinal, agora eu sou um cara de 20 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Something unpredictable...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Por enquanto, o template novo é esse daí, ainda vou ajustar umas coisas nessa imagem do título, mas a identidade visual do Teatro agora é essa. Pelo menos pelos próximos 20 episódios...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A emissora contratou novos personagens e alguns que eram protagonistas agora são participações mais do que especiais. Novas tramas, novas intrigas, novos amores, novas amizades...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;but in the end it's right!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-4394209167688848901?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/4394209167688848901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=4394209167688848901&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/4394209167688848901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/4394209167688848901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/05/season-7-promo.html' title='Season 7 Promo'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-1856292055810233191</id><published>2008-04-22T21:15:00.005-07:00</published><updated>2008-04-22T22:08:12.857-07:00</updated><title type='text'>6.21 - The End of the Affair</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[ The end of the affair ]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;ou season finale - último episódio da temporada&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.adorocinema.com.br/filmes/fim-de-caso/fim-de-caso-poster02.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.adorocinema.com.br/filmes/fim-de-caso/fim-de-caso-poster02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Irônico foi perceber que é a primeira vez que te olho nos olhos. Assim de um jeito direto, de uma distância pequena. A primeira para ser a última. A primeira para fazer morrer o que não tinha nascido. Desconcertante é notar que suas razões não são o suficiente para mim, apesar de eu compreender o seu sentimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Se eu estou pulando fora não é porque você pediu, saiba. Se eu desisto é por decisão minha. É minha escolha poupar você do constrangimento de buscar novas razões vazias para o que você só não sente e pronto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Nossa história nõa era de um, nem de dois. Era três, quatro. Era cinco e você nem sabia. Era e nunca foi, porque se um dia ainda for, será só pra fazer definhar a alma do que a gente construiu junto. Amizade é uma colcha que vamos tecendo para nos proteger do frio no inverno de nossas vidas. E um sentimento não exclui o outro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;E não me fale sobre importância, não racionalize os sentimentos ou falta deles. Não pedi razões ou motivos (embora já tenha perdido noites pensando nisso), só uma decisão. Também não quero que me entenda mal, porque ainda haverão copos cheios, alegrias, festas e pautas. Ainda haverá contato. Mas no que eu estou me tornando, você só cabe de um jeito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Não to dizendo que vai ser fácil. Mas se fosse mesmo tão forte, a fossa duraria mais do que dez minutos. Duraria mais do que o tempo da música triste no caminho habitual pra casa. O mesmo caminho que um dia dediquei a você. Mas agora só quero ouvir acordes maiores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Engraçado é que eu já estive armado até os dentes e vestido com minha melhor armadura para enfrentar tempestades e guerras debaixo da sua janela só pra esperar o dia em que você fosse mudar de idéia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;A gente passa a vida inteira não fazendo o tipo de alguém. E a fantasia? Fantasia é para os fracos. Não que eu possa assumir uma vida sem sonhos. Mas a gente tem que ter em mente que alguns sonhos são malditos, outros não podem se realizar, e outros nem merecem ser sonhados. Não dá pra esperar muita coisa boa da vida, porque viver sem o risco de se decepcionar é bem melhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Quando a gente encontra alguém que tem tudo pra ser a pessoa certa, temos que ter certeza de que ela nos fará sofrer de um jeito especial só para provar que é a errada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ainda vai levar um tempo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;pra fechar o que feriu por dentro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;natural que seja assim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;tanto pra você quanto pra mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ainda leva uma cara&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;pra gente poder dar risada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Assim caminha a humanidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;com passos de formiga e sem vontade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Não vou dizer que foi ruim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;também não foi tão bom assim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Não imagine que te quero mal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Apenas não te quero mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Não te quero mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Não mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Nunca mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;EM BREVE A ESTRÉIA DA SÉTIMA TEMPORADA. EXPLOSION WAY OF LIFE. GOT TO BE BAD... (porque todo mundo já cansou do Mr. Nice Guy...)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-1856292055810233191?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/1856292055810233191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=1856292055810233191&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/1856292055810233191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/1856292055810233191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/04/621-end-of-affair.html' title='6.21 - The End of the Affair'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-2040388981876971615</id><published>2008-04-13T15:12:00.002-07:00</published><updated>2008-04-13T15:29:34.984-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Porque hoje era para ser um dia lindo. Um domingo desses que não se esquece. E começou com o calor. Um calor forte, que fez meu corpo inteiro ficar dormente e aquela sensação que vem logo antes do desmaio permanecer por horas. Nem consegui almoçar, sem saber até o fim se era mesmo a temperatura, a roupa ou a memória.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Foi só colocar o fone de ouvido que passou. Por uma hora e meia eu vivi numa realidade alternativa, sonhando, imaginando e bem lá no fundo me arrependendo de ser fraco. Fraco por não ter conseguido cumprir a palavra de deixar pra trás batalhas perdidas. E essas dez milhões de coisas pairando na minha cabeça... aí apareceu o arco-íris.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Só pra eu voar pra mais longe e sonhar mais alto. E cair lá de cima quando eu descobri que meu dinheiro tinha sumido. O problema não era o dinheiro em si. Quando você perde dez reais é ruim. Quando você perde dez reais e tudo mais na sua vida está ruim, é a morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Chegar em casa foi uma vitória. Mas uma vitória pequena.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-2040388981876971615?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/2040388981876971615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=2040388981876971615&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/2040388981876971615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/2040388981876971615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/04/porque-hoje-era-para-ser-um-dia-lindo.html' title=''/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-5949072372934422988</id><published>2008-03-31T09:41:00.004-07:00</published><updated>2008-03-31T09:47:28.114-07:00</updated><title type='text'>6.20 - Summer of '42</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[ Summer of '42 ]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cimg.163.com/movie/0304/21/summer42dvd.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://cimg.163.com/movie/0304/21/summer42dvd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.homevideos.com/movies-covers/Fast%20Times%20at%20Ridgemont%20High.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sabe aquela nostalgia de coisa que a gente não viveu? Aquela saudade de danças, bares e olhares. De décadas que vieram antes mesmo de eu nascer. Aquele sentimento de querer abraçar os amores perdidos, que se dissolveu nos caminhos do tempo. Como diriam os Beach Boys, acho que não fui mesmo feito pra estes tempos. Tenho saudades de carros e toca-fitas, de twists e colégios. Eu me apego aos anos que nunca me pertenceram só pra ter a chance de ouvir de novo as músicas que um dia não tocaram pra mim. Be my little baby.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles anos, que eu não vivi, são os meus anos incríveis. É pra lá que eu vou toda vez que a realidade e o presente vêm em um embrulho feio e sem enfeites. É pra lá que eu quero voltar, é lá que eu quero ter raio de sol num dia nublado, e quando estiver frio lá fora, eu vou querer o mês de maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os trechos são, na verdade, a letra de uma música só, que estará para sempre no toca-fitas do carro do meu pai. Numa época em que as noites tinham drive-ins, milk-shakes, batatas fritas, e uma juventude transviada, rebeldes sem causa. Em anos sessenta de setenta amores, cinqüenta foguetes festejam oitenta alegrias.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Porque quando um homem ama uma mulher, ele não pode pensar em mais nada. Nem em reis e em Charles, nem rainhas e Carlies. Como é que eu posso me fascinar tanto com alguém que está sob a minha pele, com a cabeça no meu ombro que nunca foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What can make me feel this way?&lt;br /&gt;My girl…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;The Platters - Smoke gets in your eyes&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;They asked me how I knew&lt;br /&gt;My true love was true,&lt;br /&gt;I of course replied, something here inside&lt;br /&gt;cannot be denied.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;They said “some day you'll find,&lt;br /&gt;All who love are blind”&lt;br /&gt;When you heart's on fire, you must realize,&lt;br /&gt;Smoke gets in your eyes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So I chaffed them, and I gaily laughed,&lt;br /&gt;To think they would doubt our love,&lt;br /&gt;And yet today, my love has gone away,&lt;br /&gt;I am without my love.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Now laughing friends deride&lt;br /&gt;Tears I cannot hide,&lt;br /&gt;So I smile and say, when a lovely flame dies,&lt;br /&gt;Smoke gets in your eyes,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Smoke gets in your eyes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Dica de locadora:&lt;/strong&gt; Summer of '42 (Houve uma vez um verão) - é um clássico e inesquecível filme. Baseado no livro e no roteiro de Herman Raucher, considerados por muitos como autobiográficos, o filme conta, com extrema sensibilidade, o despertar de um jovem de 15 anos para o amor, durante suas férias numa pequena ilha da Nova Inglaterra no verão de 1942.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trilha sonora:&lt;/strong&gt; Smoke gets in your eyes - The Platters&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-5949072372934422988?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/5949072372934422988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=5949072372934422988&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/5949072372934422988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/5949072372934422988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/03/620-summer-of-42.html' title='6.20 - Summer of &apos;42'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-8236639568346460847</id><published>2008-03-19T21:46:00.002-07:00</published><updated>2008-03-19T21:53:10.451-07:00</updated><title type='text'>6.19 - Sunset Boulevard</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[ Sunset Boulevard ]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.adorocinema.com/filmes/crepusculo-dos-deuses/crepusculo-dos-deuses-poster02.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.adorocinema.com/filmes/crepusculo-dos-deuses/crepusculo-dos-deuses-poster02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Durante todo o percurso, cada palavra ecoava e invadia minha mente, como se o fone de ouvido fosse, durante aquela tarde, parte do meu corpo. O que eu ouvia não era seqüência de notas, acordes e vozes, era algo mais intenso, mais completo, como se fosse possível ouvir ágape.&lt;br /&gt;Foi então que eu olhei pra cima. O que eu enxergava não era o caminho usual de todos os dias do trabalho de volta pra casa, e sim o princípio do pôr do sol por entre as árvores. Os desenhos que fazem os galhos nunca foram tão bonitos quanto nessa época do ano, desfolhados mas muito vivos. Lembrei de vidas, vidas passadas? Tardes em clubes, esperando pela hora da aula, sentindo o cheiro de piscina enquanto brincava no balanço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo isso também era ela. Cada memória tornou-se um pouco do que são os seus cabelos, que eu nunca senti entre os meus dedos. A tarde era ela, porque ela era eu, pelo menos naquele instante. E eu aprendi num livro que um instante é o máximo que se pode esperar da perfeição. O sentimento ainda é criança e não aprendeu a falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Someday you will find me caught beneath the landslide&lt;br /&gt;In a champagne supernova in the sky&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que eu comecei a cantar os versos alto. Mais alto do que eu geralmente canto, como se o mundo inteiro usasse o meu fone de ouvido. Os olhares de algumas pessoas passando por mim, espantadas, não me atingia. Porque era tudo tão harmonioso que eles pareciam entender minha necessidade de cantar, enquanto andava olhando para cima. A letra não importava mais. As entrelinhas transcenderam a profusão do momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que as pessoas viam é o que eu não posso negar: sou mesmo estranho. Elas viam um garoto magro demais, com um corpo desajeitado e desproporcional, escondido sobre uma camisa grande e uma calça verde dois números acima, como eu sempre costumo usar. Nos pés, só o meu all-star todo preto, que ainda não combina com nenhum all-star azul. O que as pessoas viam é problema delas. Pra mim, era só céu e ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a música mudou eu já tinha alcançado a avenida. Demorei mais do que o de costume para atravessar, como se estivesse adiando o momento de voltar para a vida real. Carros, bicicletas, beijos e casais, estudantes e revolucionários. Dentro de cada um uma história pra contar. Confesso que naquele instante, pouco me importava o resto do mundo. Só queria saber da minha própria história que ainda não está escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O universo todo só existe para estar em volta dela. Será que ela sente quando ele a abraça? É tudo intenção. Porque eu também sou universo. E giro na órbita dela desde o primeiro dia. Com força instável e incontrolável, exaltada pelo álcool ou simplesmente pelo rastro do que ela é, que chega e fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;If I could change the world, I would be the sunlight in your universe&lt;br /&gt;And you would think my love is really something good&lt;br /&gt;Baby, if I could change the world…&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Opiniões são muitas. Como diria o Cazuza, me chamam de ladrão, de bicha, maconheiro. Às vezes algumas opiniões me atingem, mas na maioria do tempo, eu só quero continuar andando e cantando. Só quero continuar inventando meus amores e sendo acordado todos os dias pelo brilho da existência deles. Se acham grandes demais o meu nariz ou minha calça verde, que comecem a se acostumar. Se acham que eu sonho demais, me deixem atravessar a vida dormindo. Pelo menos no sonho ela está comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;What can I do? I fell like the color blue.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Dica de locadora:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Sunset Boulevard (Crepúsculo dos deuses)&lt;/em&gt; - Um roteirista em fuga de credores termina por se esconder na casa de uma estrela do cinema mudo, que resolve contratá-lo para revisar o roteiro que marcará seu retorno às telas. O roteiro era insuportável, mas o pagamento era bom e ele não tinha o que fazer. No entanto, o que o destino lhe reservava não seria nada agradável. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Citação:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=LGM5GkINMMI"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=LGM5GkINMMI&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Trilha Sonora:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;I'll be there for you&lt;/em&gt;, by Bon Jovi&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-8236639568346460847?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/8236639568346460847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=8236639568346460847&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/8236639568346460847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/8236639568346460847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/03/619-sunset-boulevard.html' title='6.19 - Sunset Boulevard'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-4810237097630039614</id><published>2008-02-26T06:33:00.003-07:00</published><updated>2008-02-26T06:37:39.392-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;and the oscar doesn't go to...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Todas aquelas pessoas que só sabem reclamar que Hollywood é uma porcaria, que o Oscar é uma ode à mentira, que já não se faz mais bons filmes como antigamente, que Meryl Streep é deus e que Ellen Page não é ninguém. Só um aviso: Meryl Streep NEM SEMPRE foi Deus, ora bolas. Viram "Julia"?? Ela faz uma ponta das pontas, aparece 20 segundos em cena e sua performance nem é tão memorável. Só to tentando dizer: DÊEM UMA CHANCE AO CINEMA CONTEMPORÂNEO!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu também acho que Al Pacinos e De Niros de antigamente são melhores que Cruises e Afflecks de hoje. MAS EXISTEM Phillip Seymour Hoffmans e Forest Whitakers por aí. Nem tudo está perdido. Então, pare de reclamar. Ou então vá lá, pegue uma câmera, tenha uma idéia e FAÇA MELHOR.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Se o Oscar é um circo de horrores, NÃO ASSISTA. E depois, NÃO RECLAME.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Uma ex-stripper e ex-operadora de tele-sexo ganhou um prêmio de melhor roteiro. Quem vai me dizer que eu não posso também ganhar um Oscar?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-4810237097630039614?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/4810237097630039614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=4810237097630039614&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/4810237097630039614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/4810237097630039614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/02/and-oscar-doesnt-go-to.html' title=''/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-8671774026284951515</id><published>2008-02-19T21:34:00.004-07:00</published><updated>2008-02-19T22:15:06.222-07:00</updated><title type='text'>6.18 - Now and Then</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[ Now and Then ]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 430px" alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/6/6b/Nowandthen.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Esse post não foi planejado. Entretanto, o post anterior me permitiu uma viagem astral. Sabe quando as pessoas falam em viagem no tempo? Eu acho que é possível, real. Acabei de ter uma experiência do tipo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;No endereço que eu postei no último texto há o meu blog antigo. Eu tinha 17 anos. Parece que faz pouco tempo, afinal ainda nem completei 20. Mas pra mim são cerca de quatro eternidades, duas encarnações e vinte e seis eras geológicas. Exagero? Vá lá ler um texto pra ver... Naquela época, eu estava começando a conhecer profundamente a Nathália. Hoje, não imagino a minha vida sem ela. Naquela época, a Talita e o Horeya comentavam sempre. Hoje são lembranças no álbum de fotografia. Naquela época, todos nos reuníamos no bar da Michele pra celebrar as viagens astro-etílicas e ver o dia amanhecer tocando violão na casa do Rafaelzinho. Naquela época havia uma comunhão maior do que todas, mais inexplicável, forte e eterna. Era o coven. Mais do que apenas um grupo de estudos, era um grupo de irmãos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Posts nostálgicos sobre o coven sempre tiveram espaço nos meus devaneios vampíricos por aqui. Mas esse é um pouco mais especial, creio eu. Não estou chorando, estou feliz, mais feliz impossível. É madrugada, eu trabalho amanhã, mas quem se importa? Hoje eu quero falar sobre o meu coven. E nem vou falar muita coisa não, porque tenho medo de que se eu colocar as lembranças todas pra fora por meio das letras, elas nunca mais voltarão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Relendo o meu próprio blog, encontrei dois endereços. Dos tantos diários virtuais que acessávamos naquela época, parece que só dois ainda estão na ativa. E os donos que me perdôem por eu postá-los aqui, mas agora não tem mais jeito. Nesses dois blogs (&lt;a href="http://www.imperfecttenses.weblogger.terra.com.br/index.htm"&gt;Pedro&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://altardebeltane.weblogger.terra.com.br/"&gt;Filipe&lt;/a&gt;) eu vi a minha vida inteira passando diante dos meus olhos. Eu vi uma viagem especial pra Goiás, eu vi encontros 9 horas no cat, eu vi nuggets, coca-cola, filmes, segredos, surpresas, sabbats, vi encontros, desencontros, uma ou outra briga, eu vi dois caras perdidos no meio de uma confusão, vi festas... vi vinho, celebrações, fogueiras, sonhos, músicas. Vi tanta coisa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;2008 começou há uns 30 segundos, mas já estamos praticamente em março. Daqui a pouco faço 20 anos, daqui a pouco faço meu seminário de habilitação no Jornalismo. Faço estágio, ganho salário, cozinho, compro meu próprio celular e pago à vista. Todo mundo sabe disso. A festa de formatura do Filipe é nesse sábado. Ele passou por perdas, vitórias, conquistas, amores. Rodrigo acabou de se mudar pra rua de cima. Eu quase consigo ver a casa dele da minha janela. Essa semana vamos ver filmes indicados ao Oscar. Pedro esteve distante, mas nossas conversas francas no msn e nossos planos de como sobreviver num mundo solteiro estão de pé. De vez em quando ele vem aqui pra casa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;NADA é como antes. NADA MESMO. Da última vez que eu pensei nisso, Pedro, justo o caçula de nós quatro, o engraçado, o sem-noção, me falou uma simples frase que eu nunca mais vou esquecer. Ele disse que eu era o único que tava sofrendo por não ter mais o nosso grupo. Porque "todos mudaram, menos você, Otávio. Você continua...". Eu acho que agora, meses depois da nossa conversa, você já viu que eu mudei, né, Pedro. Também resolvi andar olhando pra frente e acho até que estou indo bem... Nada é como antes. Filipe e Rodrigo nem se falam mais. Falta assunto. Filipe e Pedro ainda são primos. Mas a cumplicidade não é mais a mesma. Rodrigo e Pedro se encontram vez ou outra e falam sobre nada. Mas o mais estranho de tudo isso é que os três ainda são meus amigos. Os melhores. Não os únicos melhores, como foram um dia. Mas não menos especiais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Estou assistindo "Queridos amigos". Me deu uma vontade de reencontrar todo mundo. Uma nostalgia boa que faz ventar no coração. E todo mundo está voltando aos poucos, depois da reinauguração do bar da Michele. Ainda bem que ainda tenho o número de todo mundo na agenda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sabe no final de alguns filmes, em que vemos uma narração em off sobre o futuro dos personagens? É como eu sinto que está esse post. Mas não é final nenhum não. É o início. Quem sabe o reinício. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;(é claro que não é o reinício da mesma história. uma história não tem dois inícios. mas nem sempre precisa ter um fim)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/R7u2-X38H-I/AAAAAAAAAB0/YgHMRI55G_U/s1600-h/coven_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168926180014563298" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/R7u2-X38H-I/AAAAAAAAAB0/YgHMRI55G_U/s320/coven_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;E foi naquele 28 de setembro de 2004...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Dica de locadora:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Now and then (Agora e sempre)&lt;/em&gt; - Quatro amigas se reencontram depois de 25 anos para relembrar a doce e amarga passagem de cada uma delas para a adolescência, durante os anos 70. No presente, cada uma tem uma vida feita, mas ainda carrega consigo um pouco das outras três. Nada mais bonito do que o pôster, onde cada uma delas abraça sua versão de 12 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Citação:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;eu tenho um doce&lt;/em&gt;, por Pedro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Trilha sonora:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Angra dos Reis&lt;/em&gt;, de Legião Urbana&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-8671774026284951515?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/8671774026284951515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=8671774026284951515&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/8671774026284951515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/8671774026284951515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/02/618-now-and-then.html' title='6.18 - Now and Then'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/R7u2-X38H-I/AAAAAAAAAB0/YgHMRI55G_U/s72-c/coven_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-3077372345884031760</id><published>2008-02-19T21:03:00.003-07:00</published><updated>2008-02-19T21:07:13.401-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Olha como é que as coisas são na vida da gente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consta no meu registro que eu já fiz 52% do curso. Consta lá que eu faço a habilitação número 1, que é jornalismo, com formação complementar livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem diria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://teatrodevampiros.weblogger.terra.com.br"&gt;teatrodevampiros.weblogger.terra.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aí estão os meus últimos posts da quarta temporada, quando eu ainda escrevia no weblogger. e é aí que está o relato escrito dos meus primeiros momentos na ufmg...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nathália, apareça por lá depois e releia tudo aquilo. Sinta-se feliz (não só pelo fato de que sua qualidade textual é infinitamente superior à minha!!). E não deixe que esse seu início se perca no vento ou no tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-3077372345884031760?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/3077372345884031760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=3077372345884031760&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/3077372345884031760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/3077372345884031760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/02/olha-como-que-as-coisas-so-na-vida-da.html' title=''/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-1929399870372952637</id><published>2008-02-11T10:04:00.001-07:00</published><updated>2008-02-19T20:45:34.382-07:00</updated><title type='text'>6.17 - Jerry MaGuire</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;[ Jerry Maguire ]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://imagecache2.allposters.com/images/pic/MG/199178~Jerry-Maguire-Posters.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;ou Amores e traumas de infância&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A copa do mundo de 1994 foi um marco na história. Tanto na história do futebol brasileiro e mundial quanto na minha própria história e de todos os outros garotos da minha "geração". Não foi, digamos, a minha "primeira" copa, mas é a primeira da qual eu me lembro. Os postes da rua onde eu morava com minha família na época se cobriram de verde e amarelo, por iniciativa das mulheres da vizinhança, em que se incluía a minha mãe. Tudo aquilo era novo e bonito demais pra mim, assim como o fascínio que me causava assistir a um jogo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nessa época, eu já torcia para o Cruzeiro, por influência do meu irmão, e já dominava os campos de futebol de botão. Foi nesses campos que aprendi a maioria das regras do esporte, e foi em volta deles também, que tive minha primeiras brigas com o meu irmão. Apesar de ser cruzeirense, tinha uma preferência por jogar com o time do flamengo ou o do vasco (porque o Cruzeiro era sempre do meu irmão mais velho). Mais emocionante do que aquele jogo de regras inventadas era todo o ritual que se desenrolava paralelamente. Toda a preparação, o time entrando em campo, os jogadores se aquecendo, a gente realmente fazia daquilo um teatro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E em 1994 tudo era um pouco mais mágico. Não dá pra imaginar uma vida mais fácil do que quando se tem 6 anos. Naquela copa do mundo eu sabia toda a escalação da seleção brasileira, que incluía pela primeira vez o Ronaldo no alto dos seus 17 anos. Sabia tudo, do Taffarel ao Amarelinho (alguém aí lembra daquele bichinho redondo que aparecia durante as transmissões narradas por Sílvio Luís?). Nos meus cadernos do pré-escolar, as casinhas, árvores e sóis deram lugar a campos de futebol, onde o Brasil vencia a seleção de Camarões, em jogadas estratégicas indicadas passo a passo pelo lápis de cor. O Brasil venceu a copa. Pra mim, foi a primeira vez. É como se o Brasil sempre tivesse vencido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Os anos passaram devagar. Ainda tive muito tempo pra jogo de botão - adquiri novos times e novas habilidades, que me trouxeram novas medalhas. Eu era um dos melhores da rua, perdendo só pro meu irmão e vez ou outra pra um dos amigos dele, que eram os "caras maiores". Nesse processo, mudei de cidade e de vida. Na escola, não gostava muito de jogar. Os segundos mais terríveis para um garoto são os momentos da escolha do time. E eu nem podia evitar ser um dos últimos a ser escolhido, porque eu não gostava mesmo de jogar. Mas na rua... Na rua em que eu morava eram mais de vinte crianças. E durante os quatro anos em que eu fui saindo da infância até chegar à pré-adolescência, o Futebol fazia parte do meu dia-a-dia. Aos poucos fui percebendo que eu não era lá muito bom com a bola nos pés, mas isso não me impediu de continuar vivendo o futebol a cada dia. Eram sessões de Fifa Soccer (eu e meu irmão sempre escolhíamos as maiores ligas - européias, é claro - e jogávamos por dias a fio), onde o meu Paris St. Germain brilhava, ou meu Werder Bremen era sempre coroado no final. Depois que eu "pendurei as chuteiras", veio meu período de "técnico" do time da rua, nos jogos contra os garotos da rua de cima. Também fui presidente do campinho que construímos num lote vago.E enquanto isso, no colégio, insistiam que eu ainda devia jogar. Era uma lástima. Nos dias em que jogávamos futebol, era sempre uma dor fingida, um médico marcado, uma desculpa qualquer. Só era menos pior nos dias em que jogávamos vôlei ou coisa do tipo. Até hoje eu não sei por que era tão diferente o meu desempenho e comportamento em relação ao futebol na minha rua e na minha escola...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas enfim, mudei de novo de cidade. Na escola nova, era futebol 360 dias por ano. Não tinha mais o meu campinho de serragem, nem o meu Fifa Soccer, nem o time da rua de cima pra desafiar. Só os egos dos garotos da minha sala. Abandonei de vez os campos e rompi relações com o futebol. Teria rompido também com o esporte se não fosse o time de voleibol, que me rendeu alguns jogos interessantes e algumas medalhas no currículo. Nessa época, o tempo começou a passar mais rápido e mais rápido eu me distanciei do futebol. O máximo que fazia era torcer pelo Brasil na copa de 2002, ao lado da minha nova turma, ou ao lado dos amigos da minha irmã. Mas não tinha mais o mesmo encanto dos enfeites pendurados no poste... "Brasil é penta... e daí?".&lt;br /&gt;Pelos próximos anos, minha relação com o futebol só foi desaparecendo. E nessa época, também com qualquer outro esporte. Meu lugar era na frente de um computador ou vendo um filme, como todo bom nerd. E assim, perdi todas as outras edições do Fifa Soccer, nem ligava mais pra esses jogos. Preferia mil vezes zerar Tomb Raider do que uma partida de Winning Eleven.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Até 2006.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Foi quando o Barcelona venceu o Arsenal na final da Liga dos Campeões daquele ano. Os times eu já conhecia, pela escalação das edições anteriores do Fifa Soccer, pela passagem dos craques brasileiros por cada um deles, e pelas suas cores. Mas um jogo daqueles eu ainda não tinha visto. E daí por diante, vez ou outra, eu fui me interessando de novo (normal, época de copa), pelo futebol. Principalmente o futebol europeu. Essencialmente o futebol inglês. Não via sempre os jogos, mas acompanhava as notícias. Vi o Liverpool chegando até a final da temporada seguinte. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Da Liga dos Campeões passei para o Campeonato Inglês. Assumia o espírito de rivalidade presente nas torcidas inglesas por alguns minutos por rodada. Eram surtos que eu escondia das pessoas, até porque eu deveria ter continuado a ser o nerd que odeia futebol. Mas não dá pra odiar um jogo do Arsenal ou até mesmo do Chelsea. E simplesmente não dá pra ignorar o que fazem Cristiano Ronaldo, Rooney, Tevez. É mais do que eu posso compreender. É reatar um namoro de infância... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E ainda dizem que isso não tem nada a ver comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Dica de locadora: &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Jerry Maguire (Jerry Maguire - A grande virada) -&lt;/em&gt; Tom Cruise é um agente esportivo que vê sua vida virar de cabeça pra baixo e é obrigado a empresariar um cara que não é muito bom no que faz, mas acha o oposto. Descubra o que é que esse filme tem a ver com o post.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Citação:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Gosto a gente adquire novos&lt;/em&gt;, por Pedro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Trilha Sonora: &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Fields of gold&lt;/em&gt;, by Sting&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-1929399870372952637?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/1929399870372952637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=1929399870372952637&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/1929399870372952637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/1929399870372952637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/02/617-jerry-mcguire.html' title='6.17 - Jerry MaGuire'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-256610201114477477</id><published>2008-02-06T07:43:00.001-07:00</published><updated>2008-02-22T20:36:53.141-07:00</updated><title type='text'>6.16 - Seven Minutes in Heaven</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;[ Seven minutes in heaven ]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;ou: porque garotas como a Jennifer Connelly nunca vão ficar com garotos como eu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163883644128248258" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/R6nM0J22wcI/AAAAAAAAABk/6hKPq3Lo4es/s320/10374gr3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;being in love is more than seven minutes in heaven...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Você por acaso já sentiu alguma vez o sentimento de não pertencer? Não, não to triste outra vez com a montanha-russa da vida. To é feliz e ensolarado, ao contrário do céu. Apenas parei pra pensar. Você sempre procurou um mundo diferente, porque achava que o mundo comum era comum demais pra alguém como você. Você abdicou de valores infantis quando escolheu não ir àquelas festas, por achar que era superior a isso. O resultado: você perdeu tempo não entendendo os filmes russos enquanto todos os outros tiveram uma adolescência cheia de erros e álcool.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Daí agora, um tempinho depois, você não consegue caber no mundo que escolheu. E se tivesse sido diferente o tempo todo? Bom, isso são coisas que só passam pela nossa cabeça de vez em quando. Na maioria das vezes eu estou satisfeito com as amizades que eu escolhi. E se eu penso nisso de vez em quando não é por culpa desses amigos e nem por minha. É só aquele sentimento de "e se...".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Muito provavelmente, esse post será mal interpretado. Mas acho que as pessoas não entendem mesmo o mundo em que eu vivo. É um mundo desigual, onde alguns quase-iguais não podem respirar direito. Mas eu sou uma exceção, eu acho. Eu acho que sou exceção de tudo que é regra desse mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Mas tudo fica tão bem quando você olha pra cima e vê que as gotinhas de chuva fina fazem um desenho no céu escuro como se estivessem desviando da sua cabeça... Tudo fica bem quando você encontra aquele filme FODA que você assistiu no Intercine há uns 5 anos e nunca mais viu na vida por um preço baratinho. Tudo fica bem quando você chega no final do filme sorrindo e chorando ao mesmo tempo. São sete minutos no paraíso...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Dica de locadora:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Seven minutes in heaven (Sete minutos no paraíso) &lt;/em&gt;- O nome do filme é uma referência a uma brincadeira americana mais ou menos equivalente ao nosso "verdade ou conseqüência", mas a conseqüência é sempre a mesma: passar sete minutos com alguma pessoa da roda dentro de um armário, ou quarto fechado, ou coisa que o valha. O engraçado é que ninguém brinca disso no filme. Os sete minutos no paraíso são aqueles momentos de profunda dor, angústia e paixão que nos aparecem vez ou outra quando temos quinze anos. Vai ser difícil encontrar ele nas locadoras... mas eu tenho, qualquer coisa eu empresto. ;) Aaah, Jennifer Connelly... *suspira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Citação:&lt;/strong&gt; "&lt;em&gt;dear you, love me&lt;/em&gt;", letra da música tema do filme, tocada diversas vezes com diversos arranjos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Trilha sonora:&lt;/strong&gt; um tema feliz tocado em saxofone, teclados e baterias eletrônicas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-256610201114477477?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/256610201114477477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=256610201114477477&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/256610201114477477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/256610201114477477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/02/616-seven-minutes-in-heaven.html' title='6.16 - Seven Minutes in Heaven'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/R6nM0J22wcI/AAAAAAAAABk/6hKPq3Lo4es/s72-c/10374gr3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-5684758020446756074</id><published>2008-01-15T21:10:00.000-07:00</published><updated>2008-01-15T21:17:00.616-07:00</updated><title type='text'>6.15 - Message in a Bottle</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;a propósito, já foi tarde, 2007. 2008, trate de acontecer.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[ Message in a bottle ]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tá acontecendo de novo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A insônia, entre outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Já tem muito tempo que não consigo mais olhar pra uma pessoa e imaginar como será o nosso futuro, assim, sem qualquer outra preocupação. Já tem tempos que não sonho, que não tremo, que não suspiro, como daquelas poucas (contadas) vezes em que eu me permiti.Eu preciso de um amigo. Não melhor ou mais próximo do que os que eu já tenho. Só diferente. Acho que vou ter que me contentar com a minha própria companhia. Por semanas e semanas sozinho no apartamento eu já me acostumei a interpretar os gestos das sombras e completar as frases que eu mesmo começo. E ainda não consigo dormir à noite.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ela apareceu. Já estava lá, na verdade, mas só agora pude percebê-la melhor. Será que esse interesse repentino é apenas um desejo inconsciente de suprir a necessidade de gostar de alguém? Pra falar a verdade, não sei muito sobre ela. Nem sei se gosta de Ana Carolina ou prefere Billie Holiday. Nem sei se tem todas as qualidades que um dia eu enumerei, tentando colocar em listas e números meus amores em potencial. Provavelmente é só mais uma nuvem passando no céu. Talvez nem chova. Mas eu queria tanto, tanto, que pudesse ser dessa vez... Eu queria tanto gostar de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu preciso é me apaixonar, sabe? De um jeito forte, que supere até mesmo aquela vez, em que a vida era um seriado americano.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Na faculdade, as coisas são estranhas. As pessoas não conversam mais sobre coisas profundas. Há tantos problemas na superfície que quase não se permite mergulhar nas profundezas das viagens de madrugada, das conversas sinceras, das coisas que deixam a gente chorando (de tristeza, alegria, ou só de viver mesmo). As pessoas não se apaixonam mais. As pessoas só querem é aproveitar enquanto ainda há garrafas cheias na mesa. E é o que eu devia fazer, né? Mas não dá mesmo. Eu não sou assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Na época do colégio, cada dia era uma paixão, um amor maior, intenso, com trilha sonora e sinos tocando. E era fácil, simples, apesar de eu ter pensado na época que tudo era complicado. Agora, a conversa é sobre o trabalho, sobre a prova, sobre a matéria. Nunca sobre o céu, sobre a emoção. Acho que as pessoas pensam que estão velhas demais pra se apaixonarem como crianças.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tudo o que eu queria era me apaixonar de novo como criança. Daquele jeito inocente, como tantas vezes em que eu nem sabia o que fazer. Tantas vezes atendendo o telefone e decepcionando pessoas. Naquele tempo, as oportunidades eram pipocas. E eu fui perdendo todas, uma a uma, só pra aprender com os erros. A velha história do se arrepender do que não se fez. Em momentos sinceros já pude revelar minha frustração com minha própria mediocridade para as outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas o que importa é que as coisas não mudaram. Eu não estou maduro o bastante para me recusar à emoção. Eu ainda tenho uns episódios de "Anos Incríveis" e "Dawson's Creek" pra assistir. E ficar mais velho a cada segundo sinceramente não vai mudar isso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Dica de Locadora: &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Message in a bottle (Uma carta de amor) - &lt;/em&gt;Baseado no livro de Nicholas Sparks, o filme narra o encontro de um Kevin Costner amargo, desolado pela morte da esposa, e de uma Robin Wright Penn workaholic que, exatamente como eu, só precisa se apaixonar. Ao contrário do livro, o filme nem é lá essas coisas. Mas a carta de amor desesperada jogada ao mar a esmo, levada pelas ondas até o seu destino me inspira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Citação: &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;"CHARLIE BROWN: Por um instante a vitória esteve em nossas mãos. LINUS: Aí então o jogo começou"&lt;/em&gt;, personagens de Peanuts no episódio &lt;em&gt;Você é um tapado, Charlie Brown.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Trilha sonora: &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Confesso&lt;/em&gt;, por Ana Carolina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-5684758020446756074?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/5684758020446756074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=5684758020446756074&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/5684758020446756074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/5684758020446756074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2008/01/615-message-in-bottle.html' title='6.15 - Message in a Bottle'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-3235582213768426586</id><published>2007-12-20T18:09:00.002-07:00</published><updated>2008-05-21T14:36:25.406-07:00</updated><title type='text'>The Wonder Years</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[ The Wonder Years ]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Já nem tento mais encontrar as palavras para descrever a minha sensação ao assistir os episódios de "Anos Incríveis". E não pela multiplicidade de sentimentos que posso desenvolver. O mérito é todo da série.Como se não bastasse que cada detalhe da vida de Kevin Arnold se pareça incrivelmente com a minha própria vida, a série ainda foi capaz de mudar todo o meu gosto musical e a minha maneira de enxergar o meu próprio crescimento e a maneira como eu passo pelos anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Aprendi a amar um pouco mais a minha família. E assim, a mim mesmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um de nós é um conjunto de memórias. É um álbum de fotografias. Às vezes não nos lembramos exatamente de como as coisas realmente importantes em nossas vidas aconteceram. Mas as lacunas podem ser preenchidas. Foi o que Kevin Arnold me ensinou: a imaginação existe é pra isso. Não é pecado misturar o sonho e a lembrança...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo teve os seus "anos incríveis", mesmo que tenham apenas durado meses, ou segundos. Os anos incríveis são aqueles momentos em que você está crescendo, rodeado de pessoas que te amam. É brincar na rua com os seus amigos, mesmo que já tenham passado da idade de brincar. É beijar uma pessoa especial, como se fosse a primeira vez para ambos. É brigar com o seu irmão mais velho só para descobrir que vocês são mais parecidos do que o espelho pode dizer. É descobrir como sua mãe é especial. É perceber que aquele mau-humor que de vez em quando acomete o seu pai tem um motivo, mas que não é maior do que o amor que ele sente pela família. É brincar com um cachorro, é observar como sua irmã parece ser de outro planeta. De algum jeito, os anos incríveis têm um fim. Mas não é um fim necessariamente triste, porque ele acontece no momento em que você deixa de prestar atenção no que poderia ter sido e mira seus pensamentos no que VAI SER. Os anos incríveis terminam quando você se perdoa por crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é assim também que começa o resto da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda não consegui me perdoar por muita coisa que deixei de fazer na minha vida. Mas de vez em quando eu consigo olhar pra hoje, sem ignorar a importância de ontem, e sem deixar de sonhar com o amanhã. E isso eu só consigo com uma ajudinha dos meus amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Citação: &lt;/strong&gt;"&lt;em&gt;time it was and what a time it was it was a time of innocence, a time of confidence is "&lt;/em&gt; (Simon and Garfunkel, Bookends)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trilha Sonora:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;God Only Knows&lt;/em&gt;, by The Beach Boys&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-3235582213768426586?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/3235582213768426586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=3235582213768426586&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/3235582213768426586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/3235582213768426586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/12/614-wonder-years.html' title='The Wonder Years'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-8298907353008913708</id><published>2007-11-21T02:56:00.001-07:00</published><updated>2008-04-11T09:36:34.167-07:00</updated><title type='text'>6.14 - Breakfast at Tiffany's</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[ Breakfast at Tiffany’s ]&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Só me faltava essa: tenho insônia. Como se não bastassem os mil trabalhos que eu tenho pra fazer e nem sei por onde começar, se não bastasse o vestibular daqui duas semanas no qual eu vou trabalhar pela TV, na cobertura ao vivo, se não bastasse tudo mais, agora eu não consigo dormir.&lt;br /&gt;Se pelo menos eu usasse essas horas pra algo útil, tipo terminar de ler o texto de Psicologia Social ou começar a fazer o trabalho de Narrativa Jornalística… Mas não. São umas três horas por dia que eu perco desde quando vou pra cama até quando começo a dormir. Posso estar com todo o sono do mundo, nada me faz dormir. E o pior, esse sono perdido aparece quando não pode, no meio do meu horário de trabalho, ou no meio daquela aula importantíssima de Teorias da Imagem quando o professor passar um filme incompreensível que vai cair na prova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que vida é essa, hem? Cada vez reconheço menos o meu dia-a-dia. Tem semanas que não vejo os meus melhores amigos. Ver eu vi, mas… To com tanto medo de perder eles pra sempre. Juro, medo mesmo. Será que eu vou ser o próximo a sair do grupo? O próximo pra quem eles não vão ligar mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa noite eu já tentei ler, tentei escrever um roteiro, até assisti de novo o primeiro capítulo de Confissões de Adolescentes na esperança de o sono vir. E nada. Aí toca aquela música velha no rádio. Aquela linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desisto de dormir. Daqui a 8 horas eu tenho que estar lá na faculdade, tenho trabalho pra fazer. À tarde, gravação do programa. À noite, prova de Inglês. Se eu morasse em Nova York, agora, nesse segundo, seria o momento de pegar um táxi, comprar um café, um croissant e comer em frente à vitrine da Tiffany &amp;amp; Co. Mas como eu moro em Belo Horizonte…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu saudade de novo. Sempre fico assim de noite, ouvindo música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rua Ramalhete&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sem querer fui me lembrar&lt;br /&gt;de uma rua e seus ramalhetes,&lt;br /&gt;do amor anotado em bilhetes,&lt;br /&gt;daquelas tardes&lt;br /&gt;No muro do Sacré-Coeur,&lt;br /&gt;de uniforme, olhar de rapina&lt;br /&gt;nossos bailes no clube da esquina&lt;br /&gt;Quanta saudade!&lt;br /&gt;- Muito prazer, vamos dançar?&lt;br /&gt;E eu vou falar no seu ouvido&lt;br /&gt;Coisas que vão fazer&lt;br /&gt;você tremer dentro do vestido&lt;br /&gt;Vamos deixar tudo rodar&lt;br /&gt;E o som dos Beatles na vitrola&lt;br /&gt;Será que algum dia eles vêm aqui&lt;br /&gt;cantar as canções que a gente quer ouvir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dica de Locadora:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Breakfast at Tiffany’s (Bonequinha de Luxo)&lt;/em&gt; – Se você não viu esse filme ou não sabe quem é Audrey Hepburn, sua vida tem sido em vão. Holly Golightly é uma das personagens mais marcantes que eu já vi em um filme, Audrey é Deus. Ela é uma pseudo-socialite com um gato sem nome que tenta arrumar um marido rico – entre eles, um brasileiro, ahaha – e acaba se envolvendo com o escritor do andar de cima.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Citação:&lt;/strong&gt; “&lt;em&gt;Na minha cabeça tem um zilhão de coisas. As pessoas não podem ver a minha cabeça. Como vão saber que ela tem um zilhão de coisas&lt;/em&gt;?”, George, personagem de Josh Peck em &lt;em&gt;Mean Creek.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Trilha Sonora:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Rua Ramalhete&lt;/em&gt;, versão do Roupa Nova&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-8298907353008913708?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/8298907353008913708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=8298907353008913708&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/8298907353008913708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/8298907353008913708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/11/613-breakfast-at-tiffanys.html' title='6.14 - Breakfast at Tiffany&apos;s'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-4220788539074919528</id><published>2007-10-25T14:58:00.000-07:00</published><updated>2007-11-05T13:32:25.616-07:00</updated><title type='text'>6.13 - Rain Man</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;*post escrito em um dia quente, dias atrás. quando as gotas esporádicas eram só sonhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[ Rain Man ]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A chuva se recusa a cair, como se fizesse charme. Como os segundos que antecedem a entrada da noiva. Como a moça que se faz de difícil diante da declaração. Como o blecaute antes do show. Como cada luz apagada antes que seja acesa. Como o último capítulo da novela, como o final (re)(des)velado do vilão, mais esperado que o da mocinha.&lt;br /&gt;A chuva sabe que todos a querem. Nem mesmo os termômetros sabem o quanto está quente. Para eles são apenas números. Para nós, é o chinelo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A chuva é uma criança que ora chega oportunamente, no meio de uma caminhada, para lavar o cansaço só mostrando os dentinhos - vez ou outra com falhas, portas, janelas, clarabóias... - e ora reage com gritos e ruídos inconvenientes (para quem?) enquanto a platéia assiste quieta ao teatro.&lt;br /&gt;Deixe a criança se levantar, deixe-a falar. Molière não se importa, aposto. Perto de mim ela pode brincar de não ser criança com seu pingüinzinho azul na mão. Ele parece o Menino Maluquinho. É como eu gostaria que fosse meu filho. Do outro lado, a bailarina ainda vestida, que acabou de chegar da aula. A tia a leva ao teatro e ela, com uns sete anos, nem sabe o que está vendo. Mas já basta, é bailarina, brinca de boneca na brisa bela. Toma a Coca-Cola toda, ignorando que a garrafa é quase do tamanho do seu corpo. Já tem arte suficiente impregnada em si. Tanto que nem precisa se calar. Calem-se, adultos. Molière fala às crianças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;O Galpão galopa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E naquele menino eu vi alguém que eu deveria continuar a ser. Apesar dos trabalhos, seminários, decupagens, reportagens. E eu já não reclamo da vida. Quase acredito na minha fala de que sim, um dia as coisas vão melhorar. Um dia o dinheiro que eu ganho vai dar pra eu pagar aquele curso, aquele tênis e aquela mensalidade no mesmo mês. Um dia vai valer a pena. Tomara que chova amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Baixa Pressão - Kid Abelha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cabeça quase nos pés e nuvens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;nenhuma chuva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;são quase 42 à sombra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;nenhuma brisa&lt;br /&gt;Inferno e fogo na luz do dia...&lt;br /&gt;Não faço em que ano estamos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;aqui, todo verão é igual&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;De novo esqueci seu nome&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;(acho que isso não é normal)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Estou pedindo perdão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;pela umidade e a pressão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Já não raciocino e nem respiro mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E em tudo que você disser&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;eu vou acreditar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E se você não me quiser, tanto faz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;sou capaz de acostumar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Dica de locadora: &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Rain Man (Rain Man) - O motivo pra todo e qualquer ser humano ver esse filme tem duas palavras: Dustin Hoffman.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Citação: &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;A thousand miles seem pretty far, but they've got planes and trains and cars...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Trilha sonora: &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Something Stupid&lt;/em&gt;, by Nicole Kidman e Robbie Williams&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-4220788539074919528?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/4220788539074919528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=4220788539074919528&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/4220788539074919528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/4220788539074919528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/10/613-rain-man.html' title='6.13 - Rain Man'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-7048765253124167391</id><published>2007-10-25T14:00:00.000-07:00</published><updated>2007-10-25T14:23:04.613-07:00</updated><title type='text'>6.12 - Autumn in New York</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[ Autumn in New York ]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Não deve ser tão sério assim... Nem é pra ser. Eu contei pra ela sobre o meu amor eterno. Ela acha que ele um dia vai passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Nesse momento, eu só queria Florianópolis. Só queria nós dois e praia. E um violão, talvez, cantando acústico aquela música.&lt;br /&gt;Não é pra ser sério, ela não quer coisa séria e eu não vou deixar que isso fique sério demais. mas estou pensando seriamente nela.&lt;br /&gt;E agora, que a noite já não está mais azul, eu to com vontade de ligar, de ir, de ficar. Pra sempre. Pra sempre não, que pra sempre é coisa séria. Mas infinitamente até acabar.&lt;br /&gt;Não é sério. Mas é inspirador. Gostoso igual a talento branco. Incontrolável como uma tremedeira na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Staind - It's been a while&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;It's been a while&lt;br /&gt;Since I could... Hold my head up high&lt;br /&gt;It's been a while&lt;br /&gt;Since I first saw you&lt;br /&gt;It's been a while&lt;br /&gt;Since I could stand on my own two feet again&lt;br /&gt;And it's been a while&lt;br /&gt;Since I could call you&lt;br /&gt;But everything I can't remember&lt;br /&gt;As fucked up as it all may seem&lt;br /&gt;The consequences that I've rendered&lt;br /&gt;Have stretched myself beyond my means&lt;br /&gt;It's been a while&lt;br /&gt;Since I could say that I wasn't addicted&lt;br /&gt;It's been a while&lt;br /&gt;Since I could say I loved myself as well and...&lt;br /&gt;It's been a while&lt;br /&gt;Since I've gone and fucked things up&lt;br /&gt;Just like I always do&lt;br /&gt;It's been a while&lt;br /&gt;But all that shit seems to disappear when I'm with you&lt;br /&gt;And everything I can't remember&lt;br /&gt;As fucked up as it all may seem&lt;br /&gt;Consequences that I've rendered&lt;br /&gt;Gone and fucked things up again... again&lt;br /&gt;Why must I feel this way?&lt;br /&gt;Just make this go away&lt;br /&gt;Just one more peaceful day&lt;br /&gt;It's been a while&lt;br /&gt;Since I could... Look at myself straight&lt;br /&gt;It's been a while&lt;br /&gt;Since I said I'm sorry&lt;br /&gt;It's been a while&lt;br /&gt;Since I've seen the way the candles light your face&lt;br /&gt;It's been a while&lt;br /&gt;But I can still remember just the way you taste&lt;br /&gt;Everything I can't remember&lt;br /&gt;As fucked up as it all may seem to be, I know it's me&lt;br /&gt;I cannot blame this on my father&lt;br /&gt;He did the best he could for me&lt;br /&gt;It's been a while&lt;br /&gt;Since I could... Hold my head up high&lt;br /&gt;It's been a while Since I said I'm sorry&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dica de locadora: &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Autumn in New York (Outono em Nova York) - alguns relacionamentos só precisam ser curtos para serem inesquecíveis. mas mesmo assim duram pra sempre. Richard Gere aprende isso com Winona Ryder&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Citação:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/RyEH6fCDJaI/AAAAAAAAABc/Db4gIK2zxC4/s1600-h/love_actually.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125386552268236194" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/RyEH6fCDJaI/AAAAAAAAABc/Db4gIK2zxC4/s320/love_actually.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Trilha Sonora: &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Constellations&lt;/em&gt;, by Jack Johnson&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-7048765253124167391?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/7048765253124167391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=7048765253124167391&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/7048765253124167391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/7048765253124167391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/10/612-autumn-in-new-york.html' title='6.12 - Autumn in New York'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/RyEH6fCDJaI/AAAAAAAAABc/Db4gIK2zxC4/s72-c/love_actually.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-7331231186214653686</id><published>2007-09-13T09:16:00.000-07:00</published><updated>2007-09-13T09:20:49.290-07:00</updated><title type='text'>6.11 - Scent of a Woman</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[ Scent of a Woman ]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Deu saudade, sabe? Tava ouvindo aquelas músicas de 80 e poucos no computador depois de fazer meu trabalho todo. Já era uma e tantas da manhã, aula no outro dia cedinho, e eu lá. Comecei a viajar naqueles negocinhos do Windows Media Player, sabe? Aí tocou ela: a música que sempre chama a minha atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Longe de casa há mais de uma semana...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lembrei da minha mãe, da minha família toda, da minha infância tão legal e tão simples. Como era fácil aquela vida. Quanto será que custa uma passagem para uma viagem ao passado? Eu quero mais do que a memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“será que ela está me esperando?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu abri a janela pra sentir na cara o tempo louco de BH. Calor de tarde, frio de noite. E o cheiro da chuva se comprova a cada momento como o meu cheiro preferido. Sabe, quando você sente o cheiro e sente que vai chover? Mas talvez só amanhã? E ventou demais. Janela aberta, eu quase indo dormir. A força que me fez ficar viajando no Media Player mesmo com o sono chamando me levou a ficar um tempão olhando pra avenida vazia na frente do prédio, pro bairro que se estende até as alturas dessa região de Belo Horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estou a dois passos do paraíso”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou a dois passos do paraíso, foi o que eu pensei. Ta quase tudo quase certo. E eu só tenho 19 anos. Cheiro da chuva, cheiro de sono, e a prova que eu fui bem... Vão vir outras, e responsabilidades, e medos... Vai vir mais trabalho, e mais problema, e eu quero mesmo é enfrentar todos eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe? Eu tenho um computador novo. Pra mim, que sou irmão caçula, ganhar coisa nova, tirada da caixa, é o paraíso. Não que eu não tenha ganhado coisas na vida. Aliás, fui, de todos os meus irmãos, o que mais viajou, que mais teve oportunidade de conhecer, de estudar, de estar lá... Mas coisa nova mesmo eu só fui ver depois que mudei pra BH. Depois que comprei meu próprio celular, depois que vou na loja comprar minhas próprias camisas. Sabe a saudade que dá do abraço dos seus pais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nem sei por que é que eu fui dizer bye, bye...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que eu quero ela. Talvez seja o que eu precise no momento. E quem sou eu pra ver o futuro, né? Só sei que nesse momento, o presente que eu quero é ela, com um laço ou sem laços. Numa embalagem qualquer. O que vale é o cartãozinho. E a outra? Bom, a outra sempre vai ser. Sempre vai estar, permanecer, continuar, sempre to be. Acho tudo isso muito egoísta, né? Enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bye, bye! Baby, bye, bye...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou escrever uma história sobre crianças. Sobre rito de passagem. Sobre garotos de 10 anos e seus amores. Talvez seja autobiográfica. É, será mesmo. Será meu projeto de vida. Recontar minha vida. Narrador clássico, narrador jornalista... Eu acho que eu to começando a ser alguém na vida, viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ô, cheiro de chuva... cheiro de sono... cheiro de mãe... cheiro de melzinho em cartela... cheiro de chocolate... de paçoca... de cantina da escola... de recreio... do apartamento vazio no andar de cima... da infância... Cheiro de saudade, de expectativa, cheiro de não ser mais criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheiro de epifania.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Dica de locadora:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Scent of a woman (Perfume de mulher) - indescritível drama estrelado por Al Pacino e Chris O'Donnell. Foi de lá que você tirou a música Por una Cabeza, aquele tango que você conhece.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Citação:&lt;/strong&gt; "&lt;em&gt;Nós temos apenas que nos perdoarmos por crescermos&lt;/em&gt;" (Kevin Arnold, Wonder Years)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Trilha Sonora&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;A dois passos do paraíso&lt;/em&gt;, by Blitz&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-7331231186214653686?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/7331231186214653686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=7331231186214653686&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/7331231186214653686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/7331231186214653686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/09/611-scent-of-woman.html' title='6.11 - Scent of a Woman'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-1779530072081504753</id><published>2007-09-08T20:36:00.000-07:00</published><updated>2007-09-08T20:41:30.941-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu vivo numa procura incessante em busca da história ideal para se escrever. Já criei personagens loucos demais, normais demais, novos demais, experientes demais. Personagens sonhadores, personagens insatisfeitos, personagens amantes, personagens vagabundos. Vivo procurando o diálogo perfeito. E quase todos os meus personagens têm uma coisa em comum: eles não tem final. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas eu to lá... vivo escrevendo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Quer saber? Cansei de escrever. To querendo é viver.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Em breve aqui o post que era pra reinaugurar esse blog. Isso aí foi só desabafo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;*ouvindo: Cry for help, by Rick Astley.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-1779530072081504753?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/1779530072081504753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=1779530072081504753&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/1779530072081504753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/1779530072081504753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/09/eu-vivo-numa-procura-incessante-em.html' title=''/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-3786565213464885180</id><published>2007-07-06T11:17:00.000-07:00</published><updated>2007-07-06T11:51:07.583-07:00</updated><title type='text'>6.10 - The Family Stone</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[ The Family Stone ]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Aí de repente eu entro de férias. Não do trabalho, mas das aulas. E aí eu tenho que escolher que matérias eu vou estudar no semestre que vem. Escolho, ajeito, planejo. Ainda tem que ter horário pra ir pra TV. E aí eu tenho que correr pra pagar a conta e imagino que ainda tem outra vencida pra pagar. Tenho que ir ao banco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E amanhã é dia de lavar a roupa. E no domingo de ir na apresentação de balé. E também reunir com a comissão pra decidir os planos futuros da formatura. E daqui duas semanas é ir a trabalho pra Diamantina e ficar com três programas nas costas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Vida de adulto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Aí eu chego em casa e tudo o que eu quero assistir é o episódio novo do The OC. E quando eu for pra Sete Lagoas vou continuar escrevendo minhas historinhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Vida de criança?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Depois de viver esse tempo todo sozinho, parece que estou ainda mais sozinho do que nunca. Mas não no sentido negativo, de solitário, porque apesar de tudo, apesar de ter demorado um pouco, eu sei que tem gente que fica preocupado comigo, mesmo 700 quilômetros longe. Eu sei que tem gente que pensa se eu estou comendo direito, tem gente que liga pra mim só pra falar que tá tocando a música que eu gosto de madrugada, tem gente que me manda comprar roupa nova depois de ver no programa que eu apresentei com roupa velha...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;O maior significado de crescer pra mim, agora, tem sido perceber coisas que eu demorei demais pra ver. Descobri tarde demais que minha casa é o melhor lugar do mundo. Mas não antes de dizer coisas pra pessoas que não mereciam ouvi-las. As coisas? eu já esqueci. Elas não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Estar em casa, ao lado do pai, da mãe, dos irmãos, é sim a melhor coisa do mundo. E eu não consigo pensar em outras pessoas mais importantes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;A gente é só um conjunto de momentos, sabe? Um conjunto de coisas e lembranças. É isso a base pros nossos atos. Então, acho que eu devo tudo à minha família. Ao meu &lt;strong&gt;pai&lt;/strong&gt;... se hoje o Cinema é importante na minha vida, se hoje trabalhar com isso é o maior sonho, a maior vontade e o maior desejo, é tudo por causa dele. Tudo porque ele me levava na locadora todo sábado e me deixava alugar todos os films que eu quisesse, até esgotar toda a prateleira. É, eu acho que ele nem sabe disso mesmo porque eu nunca disse. A minha &lt;strong&gt;mãe &lt;/strong&gt;que sempre está preocupada com 2000 coisas ao mesmo tempo... obrigado por eu ser uma delas. Tem coisas, mãe, que aos 17 anos a gente não sabe direito ainda. Viver longe de casa não é melhor, só necessário. Eu queria ser criança pra sempre sim, só pra não ter que saber onde está a minha toalha e você me dizer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;E tem a &lt;strong&gt;Jane&lt;/strong&gt;, que mesmo passando as dificuldades da vida ainda é a minha companhia preferida pra ir no shopping, mesmo que for sem dinheiro, só pra ver a vitrine. Ou então pra lembrar quando toca aquela música do Rick Astley que ninguém mais da minha idade conhece. E pra me ligar só pra saber se estou bem e pra cuidar de mim, sendo minha segunda mãe na maior parte do tempo. Tem a &lt;strong&gt;Michele&lt;/strong&gt;... ainda não descobri outra pessoa melhor com quem eu possa assistir um filme só pra discutir no final. E pra discutir filosofia e coisas sérias da vida. E o &lt;strong&gt;Jonatas &lt;/strong&gt;que me salva quando eu preciso de dinheiro e que foi o meu companheiro de quarto por muito tempo e que só agora tá conseguindo um jeito de demonstrar todo o sentimento que guardou numa caixinha por 20 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;E tem o resto da minha família, tem o Dinho, a Márcia, o Gugu que me ensinou muita coisa que eu também só fui descobri depois, e ele só tinha uns 4 ou 5 anos na época, tem o Jeferson que é a criança mais doce que eu já vi na vida inteira e que tem o cabelo mais invejável da família. Tem o tiCarmelo que levava a gente pro Cipó e que me fez gostar de "Simon and Garfunkel", tem o Luan e o Léo, que nem sabe que empurrar ele no balanço às vezes é a melhor parte do meu dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;E tem o &lt;strong&gt;Filipe &lt;/strong&gt;e a amizade incondicional que passa por cima de tudo, sempre, sempre. Tem o &lt;strong&gt;Du&lt;/strong&gt; que é com quem eu pulo e canto naquele show, como se fosse a melhor coisa do mundo. Tem o &lt;strong&gt;Rodrigo&lt;/strong&gt; e nossos filmes de noite, nosso código secreto. Ninguém me entende mais do que ele. Tem o &lt;strong&gt;Pedro&lt;/strong&gt;... Tem a &lt;strong&gt;Nathália &lt;/strong&gt;e o &lt;strong&gt;Marcus&lt;/strong&gt;, que me fazem acreditar que talvez o amor dê certo mas que sempre tem o "se...". Tem o &lt;strong&gt;Júnior&lt;/strong&gt;, exemplo de persistência e competência no trabalho, e o &lt;strong&gt;Diogo&lt;/strong&gt;, que mesmo estando muito, muito, muito longe provam que uma pessoa e o seu sonho não têm fronteiras.&lt;br /&gt;Tem a Amanda, o Gustavo, a Padô, a Nath, o Horeya, a Lo, o Michel, a Priscila... todo mundo tão longe nesse momento, mas que estarão lá no porta-retratos da minha estante pra sempre. Tem a Clá, a Luizinha, a Bel, a Mari, a Deds, a Lolis, a Brunita, a Quel, o Pedro, o Victor, o Terê, o Nuno, a Lygia, a Tetê, o Bruno, a Jenifer, a Gibson, a Carolzinha, a Paulinha, a Sula, o Filipe, a Marina, o Leandro, a Rê, a Drica, a Carol (tão always), a Yayá... todo mundo nesse mesmo curso que vai levar a gente pra algum oceano distante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Tem a Helena... tem a Ariane...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;E tem o povo da TV, que entrou por último na minha vida, mas é quem eu mais tenho visto ultimamente. A Kel Sodré, a Aline, a Lu Antunes, a Lu Carvalho, o Fábio, o Rafa, o Ismael, o Gabriel, a Gidália, a Bia, o Átila, o povo da técnica, os chefes...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;É possível ser sozinho desse jeito, é? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Se eu sou criança ou adulto não sei não. Mas pra que descobrir, né? Tá tudo legal do jeito que tá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Dica de locadora:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;The family stone (Tudo em família) - Sarah Jessica Parker tenta desesperadamente entrar pra família de seu futuro marido, mas não consegue agrada-los de maneira alguma. Quando o natal se aproxima, ela fica sozinha em território inimigo e convida sua irmã para apoiá-la. Mas nem desconfia que essa família também passa por grandes e difíceis problemas.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Citação:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"in my life, i love them more"&lt;/em&gt; (In My Life, The Beatles)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Trilha Sonora:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;All I have to do is dream&lt;/em&gt;, by Everly Brothers&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-3786565213464885180?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/3786565213464885180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=3786565213464885180&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/3786565213464885180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/3786565213464885180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/07/610-family-stone.html' title='6.10 - The Family Stone'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-6530448120278967403</id><published>2007-07-06T11:11:00.000-07:00</published><updated>2007-07-06T11:17:31.545-07:00</updated><title type='text'>Daydream - parte III</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tudo o que Nick menos queria era ser comparado ao irmão. Mas era inevitável. Os dois anos que separaram seus nascimentos não impediram de terem exatamente o mesmo gosto. Nick queria fugir disso, mas não cosneguia evitar. Aquela música que estava tocando agora no rádio ainda era a sua preferida, como havia sido de seu irmão. "All I have to do is dream... dream, dream, dream...", ele cantava baixinho enquanto imaginava o que Oliver faria, como agiria, agora que estava no colegial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;When I want you in my arms&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;When I want you and all your charms&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Whenever I want you&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;All I have to do is dream&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;D&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;ream dream dream&lt;br /&gt;When I feel blue in the night&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;And I need you to hold me tight&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Whenever I want youA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;ll I have to do is dream&lt;br /&gt;I can make you mineT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;aste your lips of wine&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Any time, night or day&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Only trouble is, gee whiz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;I'm dreaming my life away&lt;br /&gt;I need you so that I could die&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;I love you so and that is why&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Whenever I want you&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;ll I have to do is dream&lt;br /&gt;I can make you mine&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Taste your lips of wine&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;n&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;y time night or day&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Only trouble is, gee whiz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;I'm dreaming my life away&lt;br /&gt;I need you so that I could die&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;I love you so and that is why&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Whenever I want you&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;All I have to do is dream&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Dream dream dream&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Dream&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Dream dream dream&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Dream&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-6530448120278967403?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/6530448120278967403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=6530448120278967403&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6530448120278967403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6530448120278967403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/07/daydream-parte-iii.html' title='Daydream - parte III'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-6030979023063560541</id><published>2007-06-29T07:35:00.000-07:00</published><updated>2007-06-29T07:39:38.327-07:00</updated><title type='text'>Daydream - parte II</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Aquele foto no porta-retratos havia sido o seu ídolo por muitos anos. Era dois anos mais velho, mas sempre havia sido o seu grande herói. Depois que ele partiu, a vida nunca mais foi a mesma. Sua família se desfacelou aos poucos. Seu pai sucumbiu à tristeza e foi preciso mudar de cidade para fingir melhor para o filho que restara que estava tudo bem, porque aí Nick não poderia vê-lo chorar todas as noites. Apesar de tudo, Nick sabia que seus pais sentiam falta de Oliver. O que não era muito difícil acreditar era que talvez sentiam mais falta de Oliver do que poderiam sentir do próprio Nick.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Mas Sheryl e Trevor nunca seriam capaz de dizê-lo. Nunca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Oliver era um garoto perfeito de 16 anos. Atleta, popular, inteligente, com um futuro pela frente, esvaziado pela tragédia de um acidente de carro. Depois disso, Sheryl nunca mais deixara Nick dirigir sem carteira. Mas Nick nem sabia dirigir a própria vida a essa altura do campeonato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Tudo o que mais importava era Laney. Que amaria Oliver pra sempre.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-6030979023063560541?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/6030979023063560541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=6030979023063560541&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6030979023063560541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6030979023063560541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/06/daydream-parte-ii.html' title='Daydream - parte II'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-7206381082549680340</id><published>2007-06-26T11:29:00.000-07:00</published><updated>2007-06-26T11:39:12.747-07:00</updated><title type='text'>Daydream</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;a série dá uma paradinha no final do semestre, por causa dos mil trabalhos e provas finais. Mas volta ainda nas férias. Aguarde o próximo episódio. Por enquanto, daydream.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Naquele ano, como em muitos outros, as aulas iam começar no dia seguinte ao seu aniversário. Mas aquele era um aniversário especial para Nick. Não só pelo fato de ter coincidido (fato também não raro) com o dia do Trabalho, mas pelo fato de que faria 15 anos. A idade significava mais coisas para aquele jovem do que para qualquer outro. Eram 15 anos de uma vida de sonhos e vontades, que nem mesmo a dureza da realidade conseguia diminuir. O onirismo de sua vida se encontrava em cada gesto seu, desde que acordava de manhã até o momento em que ia dormir. Era aí que ele sonhava, durante o tempo em que estava acordado. Porque aí sim sonhava um sonho sólido e tinha certeza de que tudo aquilo que vinha durante a noite não eram só desejos inconscientes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Aos 15 anos, ia começar o colegial. E iria pela primeira vez entrar em Dreamhill High como aluno. E como habitante daquele universo atraente da adolescência. O palco das magníficas histórias que só conhecia pelos filmes e pelos suas próprias histórias, escritas por anos a fio...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-7206381082549680340?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/7206381082549680340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=7206381082549680340&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/7206381082549680340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/7206381082549680340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/06/daydream.html' title='Daydream'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-9140211021258491561</id><published>2007-06-02T18:00:00.000-07:00</published><updated>2007-06-02T18:10:06.138-07:00</updated><title type='text'>6.09 - The Unbearable Lightness of Being</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[ The Unbearable Lightness of Being ]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando a gente para pra ver o tanto que a lua está bonita. Principalmente essa semana, de lua cheia, de lua azul, de lua mais iluminada que o normal. Era como se fosse um holofote. Como se emitisse mesmo toda aquela claridade. Aí no dia seguinte o entardecer veio amarelo, tingindo tudo o que era possível por entre as frestas da janela. Sabe aquele amarelo de paisagem de outono? Era ele. Talvez mais bonito porque era real e transpunha o plano das fotografias. Cinco horas depois o céu tinha mais estrelas que o comum para o início de junho. Até o frio resolveu tirar o dia de folga, deixando só o seu rastro fresco, pra construir uma noite bonita.&lt;br /&gt;E a gente vive nesse mundo pensando na vida. Acho que a gente pensa demais no sentido de tudo e deixa passar tardes demais. Pra alguns, a leveza da vida é insustentável, mas não é nela que todo mundo quer chegar? É um paradoxo...&lt;br /&gt;Essa semana o psicanalista me abriu os olhos e me fez querer estudar Freud e Foucault. Só pra depois voltar e ver como Nietzsche estava certo.&lt;br /&gt;No filme, a mocinha era o contraponto do médico, o tal sujeito da existência leve. De certa maneira, era ela que insustentava a situação. A vida dela era mais do que um contorno imutável que não se pode colorir. A vida dela era cheia de questionamento, porque ela amava. Aí que confirmei minhas hipóteses de que, para quem não se preocupa em saber quando, como, onde e por que, é bem mais fácil amar (e viver). Porque pra esses, amar é físico, um ato narcisista. É tão incomum que chega a ser ousadia esse amor ser chamado amor.&lt;br /&gt;Mas no final a gente vê que a vida pode ser leve sim. E sustentável. Mas que sorte a de quem consegue encontrar quem amar! Mas que sorte a de quem não deixa passar uma tarde de outono! MAs que sorte a de quem sabe o que é uma lua azul e para pra olhar pra ela! Com ou sem Platão e o seu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Dica de locadora:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;em&gt;The unbearable lightness of being (A insustentável leveza do ser) - baseado no livro de Milan Kundera, o filme é gigante, mas traz como protagonistas três dos mais complexos personagens, mesmo que pareçam estereótipos no primeiro momento. O filme abusa dos espelhos, sombras, projeções e reflexos, só pra dizer que até que é possível sustentar a leveza...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Citação:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; "&lt;em&gt;Hello, stranger&lt;/em&gt;" (Natalie Portman, &lt;em&gt;Jane Jones&lt;/em&gt; em &lt;em&gt;Closer&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Trilha Sonora:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;em&gt;Felicidade Urgente&lt;/em&gt;, by Claudio Zolli&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-9140211021258491561?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/9140211021258491561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=9140211021258491561&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/9140211021258491561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/9140211021258491561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/06/609-unbearable-lightness-of-being.html' title='6.09 - The Unbearable Lightness of Being'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-6519608096719748263</id><published>2007-05-24T11:04:00.000-07:00</published><updated>2007-05-24T11:07:30.512-07:00</updated><title type='text'>Música do dia...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[ Cannonball - Damien Rice ]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Still a little bit of your taste in my mouth&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Still a little bit of you laced with my doubt&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Still a little hard to say what's going on&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Still a little bit of your ghost your witness&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Still a little BIT of your face I haven't kissed&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;You step a little closer EACH DAY&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Still I can't SAY what's going on&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Stones taught me to fly&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Love taught me to lie&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Life taught me to die&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;So it's not hard to fall&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;When you float like a cannonball&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Still a little bit of your song in my ear&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Still a little bit of your words I long to hear&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;You step a little closer TO ME&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;So close that I can't see what's going on&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Stones taught me to fly&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Love taught me to lie&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Life taught me to die&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;So it's not hard to fall&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;When you float like a cannon&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Stones taught me to fly&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Love taught me to cry&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;So come on courage!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Teach me to be shy&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;'&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Cause it's not hard to fall&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;nd I don't WANNA scare her&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;It's not hard to fall&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;And I don't wanna lose&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;It's not hard to grow&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;When you know that you just don't know&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-6519608096719748263?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/6519608096719748263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=6519608096719748263&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6519608096719748263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6519608096719748263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/05/msica-do-dia.html' title='Música do dia...'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-1454604573897629402</id><published>2007-05-20T18:45:00.000-07:00</published><updated>2007-05-20T19:28:50.319-07:00</updated><title type='text'>6.08 - Mulholland Drive</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[ Mulholland Drive ]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É como se eu não estivesse estado aqui por uns dias. É como se eu tivesse imaginando tudo desde aquela aula de Linguagens, Tecnologias e Produção de TV e Vídeo (provavelmente me perdi voando enquanto falava o nome da disciplina). É como se eu tivesse ficado lá perdido ouvindo as Bachianas nº4 olhando para o telão onde o Glauber se expressava. Porque foi a primeira vez que eu senti ao mesmo tempo Villa Lobos, Bach, Yo-yo Ma e Glauber Rocha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;É como se fosse fácil imaginar Hannah Arendt como uma pessoa normal, que acorda com preguiça de ir pro trabalho, às vezes. É como se fosse realmente comum uma relação entre Sartre e Simone de Beauvoir. É como se a lágrima que caiu durante a música que tocou no Goodtimes representasse todo o drama que eu já digeri na vida, de Shakespeare a Manoel Carlos. Porque ainda consigo sentir a emoção do letrista pouco inspirado e dos sintetizadores de duas décadas atrás.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;É como se eu estivesse dormindo, naqueles dias que a gente não se lembra do sonho quando acorda. É como se eu não soubesse mais a diferença entre Einstein e Eisenstein. Porque cada cena do filme do David Lynch me fazia pensar que ainda há muito o que saber o vão entre o céu e a terra. E nem toda filosofia é assim tão vã. Vamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;É como se o show tivesse sido um intervalo entre os blocos dessa obra dramatúrgica. É como se a banda que tocou "Sweet Child O'Mine" e "Se ela dança, eu danço" no mesmo palco fosse só uma coisa que eu imaginei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;E qual é o verdadeiro significado disso tudo hem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Gente do céu, esse trem tem cada vez menos sentido. A culpa é sua? Não, não. Minha e de meus dezenove anos mal(?)vividos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Dica de locadora:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Mulholland Drive (Cidade dos Sonhos) - Esqueçam qualquer sinopse que encontrarem por aí na internet que tenha menos de 1000 palavras. Adoro filmes difíceis de terem um "sobre" na descrição. Cidade dos Sonhos tem Naomi Watts dirigida por David Lynch, numa história no mínimo curiosa.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Citação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: ok, sem frases hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Trilha Sonora:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Against All Odds&lt;/em&gt;, by Phill Collins&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-1454604573897629402?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/1454604573897629402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=1454604573897629402&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/1454604573897629402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/1454604573897629402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/05/608-mulholland-drive.html' title='6.08 - Mulholland Drive'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-2099704194479544172</id><published>2007-05-05T14:12:00.000-07:00</published><updated>2007-05-05T14:23:29.968-07:00</updated><title type='text'>6.07 - Sense and Sensibility</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[ Sense and Sensibility ] &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;ou &lt;em&gt;"não espere que faça sentido, por favor"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Aquele "19" ali do lado do meu nome me assusta. Não me sinto 19. Nunca quis ter 19, nem pensava no que significaria o 19 pra mim. Agora talvez eu tenha percebido que o 19 é resultado de um processo que começou ainda pelos meados do 18. Olha quanta coisa aconteceu nesses últimos 4 meses. Hoje eu sou apresentador de um programa de TV.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Hoje eu sou tanta coisa (e a minha lista de "coisas a se fazer aos 18 anos" só deve ter uns dois itens riscados).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Acho que tudo isso faz parte do caminho que todos nós passamos, de Eduardo a Mônica. Até ontem eu tava no esquema escola, cinema, clube, televisão (substituindo o clube pela internet, que estaria nessa lista se o Renato Russo tivesse chegado a ver o fenômeno que é o Orkut e o MSN). E hoje eu gosto de Bandeira, de Bauhaus, Van Gogh, Mutantes, Caetano e Rimbaud. Ou tudo isso aí ao mesmo tempo. Ou nada disso aí em tempo nenhum. Ou fora do tempo, sei lá.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Definir-se é missão difícil, já que todo ser humano não passa de um bocado de momentos. Definir-se é limitar-se. Definir-se é não se permitir cometer contradições e "clicherizar". Quem aí não "clicheriza", hem? Definir-se é colocar pontos finais e pôr vírgulas entre sujeito e predicado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;19 anos e eu ainda sou o mesmo (será?). Cada dia que eu vejo um filme novo eu sinto que é o que eu quero fazer pro resto da vida. Quando o filme é bom, me instiga à genialidade. Quando o filme é ruim, eu penso que faria melhor. Meu sonho ainda é esse, apessar disso ser só sonho. Ainda gosto demais (e ainda mais) de música velha. Alguém falou que "o homem que não sabe o que aconteceu antes dele nascer será pra sempre uma criança". Ainda gosto de história e de filosofia. Ainda gosto de cantar alto, com um playback no meu fone de ouvido. Ainda quero ler tantos livros... tantos... Ainda quero devorar tanta arte até que eu tenha em mim tantos quantos foram os séculos iluminados.&lt;br /&gt;(Ouvir música ainda me faz chorar, mais do que qualquer outra coisa no planeta.)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Falta tanto ainda. Falta carteira de motorista, falta o carro pra dirigir, falta o dinheiro pra pagar o filme alugado, falta coragem pra ir lá e dizer o que deve ser dito, falta um "você" pra completar o "nós". Falta sentido, hem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Me recuso a ser definido. E ainda menos definitivo. Quero só ter o prazer de mudar o meu jeito de pensar e de continuar sendo contraditório. Quero só falar inglês quando me der vontade e quando me faltar erudição pra conhecer palavras no português que me satisfaçam. Quero ter 19 personalidades, passar 19 dias num navio e 19 noites na prisão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Quero ainda encontrar um sentido para a vida antes que o texto acabe. E, por Deus do céu, encontrar um sentido pra esse texto antes que a vida acabe.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Acho que eu tenho 19 anos agora. Me dá mais 19 anos pra me acostumar, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Hoje à noite eu só vou comer meu jantar, tentar cantar no tom e assistir um Kubrick. Amanhã eu penso nos 19.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Dica de locadora:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Sense and Sensibility (Razão e Sensibilidade) - O romance de Jane Austen adaptado para o cinema traz Emma Thompson e Kate Winslet como duas adoráveis e diferentes irmãs e a sociedade inglesa do século 18. Primeiro a gente pensa que cada uma delas é um termo do título. Mas aí vemos que as duas são razão e sensibilidade, ao mesmo tempo. Só vendo...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Citação:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"A vida que eu levo, nego pensa que é fácil"&lt;/em&gt; (Kelly Key)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Trilha Sonora:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Mr. Brightside&lt;/em&gt;, by The Killers&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-2099704194479544172?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/2099704194479544172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=2099704194479544172&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/2099704194479544172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/2099704194479544172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/05/607-sense-and-sensibility.html' title='6.07 - Sense and Sensibility'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-6230806013840937486</id><published>2007-04-23T08:23:00.000-07:00</published><updated>2007-04-23T08:42:26.569-07:00</updated><title type='text'>6.06 - The Lonely Guy</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[ The Lonely Guy ]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nem me pergunte por que, mas acabou de me bater uma tristeza. Aí, como já to sentado aqui mesmo, esperando dar a hora de ir para o trabalho, aproveito e escrevo. Esse espaço em branco onde a gente escreve a postagem é o espaço em branco mais compreensível da face da terra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;To com uma tristeza esquisita, uma vontade louca de só ficar quieto e deixar a lágrima sair, se ela quiser. Uma tristeza daquelas que nem a mãe da gente entende, muito menos a gente mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Semana passada eu senti pela primeira vez que tá na hora de crescer. Eu já aprendi a pagar minhas contas, a ir no banco, a fazer minha própria matrícula na faculdade e até minhas próprias contas, mas faltava aprender a cuidar de mim mesmo quando eu ficar doente. E talvez por vergonha disso eu não liguei pra minha mãe e fiquei sofrendo aquilo sozinho mesmo, porque nem remédio eu tinha em casa. Será que é isso que o pessoal por aí reclama quando cantam a solidão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Mas ainda não sei se essa tristeza é por causa disso. Eu estou conseguindo evoluir lá na TV, finalmente! Eu deveria estar pulando! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;E ontem ela me ligou e a gente só não conversou mais porque a minha timidez não permitiu que eu ignorasse que minha família toda estava logo atrás da porta e podia ouvir o que eu ia falar - e com certeza era bobagem. Era pra eu estar morrendo de alegria. E estava. Mas agora estou triste.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Será que se ela soubesse que às vezes eu tenho essas crises de tristeza ela ainda teria me ligado ontem? Será que se ela conhecesse meus defeitos seria a mesma coisa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;E ela nem sabe que só um comentariozinho dela à toa me fez dar um valor imenso pra minha família e ver que eles são bem mais importantes pra mim do que eu pensei e que nos últimos 18 (quase dezenove, meu jesus...) anos eu vivi sem perceber isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Eu acho que eu preciso dar uma consultada no espelho e dar um jeito nessa minha vida. Talvez essa tristeza seja um sinal pra me avisar que eu estou vivendo uma vida normal. E eu não nasci pra ser (só) normal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Dica de locadora: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;The lonely Guy (O rapaz solitário) - Após flagrar sua namorada com outro homem, um escritor decide fazer um livro falando sobre como é ser solitário. Dirigido por Arthur Hiller (Love Story) e com Steve Martin e Charles Grodin no elenco. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Citação: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"&lt;/em&gt; (Saint-Exupery)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Trilha Sonora: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;I've been waitin'&lt;/em&gt;, by Sixpence none the richer&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-6230806013840937486?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/6230806013840937486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=6230806013840937486&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6230806013840937486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6230806013840937486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/04/606-lonely-guy.html' title='6.06 - The Lonely Guy'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-4229344931585826539</id><published>2007-04-06T12:13:00.000-07:00</published><updated>2007-04-06T12:29:26.050-07:00</updated><title type='text'>6.05 - A Walk To Remember</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[ A Walk To Remember ]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E aí naquele dia eu cheguei mais tarde do serviço pra encontrar uma casa vazia. Era o meu dia de &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;faxina. Eu poderia simplesmente ignorar as tarefas, já que ninguém mais ia voltar para o apartamento até na próxima segunda. Mas eu limpei tudo, me dediquei completamente. E intensamente. No final da noite, me preparando para ir para o banho antes de dormir eu abri um pouco a janela. O vento estava frio e eu pude senti-lo ainda mais forte inclinando a cabeça para fora. Da minha janela dá pra ver uma das avenidas mais movimentadas de Belo Horizonte (mesmo depois da meia noite), e também outros prédios, e a distância que uma vista do alto do sétimo andar pode alcançar. Mas naquele momento tudo o que importava era o vento. Já fazia muito tempo que o vento não balançava daquele jeito o meu cabelo. Aí a música que ficou na minha cabeça o dia inteiro tocou no rádio, de repente.E talvez eu tenha tido o meu melhor sono desde que me mudei para Belo Horizonte.Talvez eu tenha sonhado, mas não consegui me lembrar de nada.&lt;br /&gt;No dia seguinte eu pensei demais, encarei o espelho e comecei a perceber a minha realidade. Eu vi uma pessoa no meio de um processo intenso, com tanta coisa na cabeça ao mesmo tempo que é estranho que ainda consiga tempo para os sentimentos. Mas mesmo assim os sentimentos ainda ocupam quase completamente a minha vida no momento. Conversei com o Marcus por algum tempo, o suficiente para repensar o que eu tenho feito e como eu tenho agido. Talvez seja hora de não me apegar demais. Talvez tenha chegado o momento de eu provar que eu cresci, pelo menos nesse âmbito.&lt;br /&gt;O que será que ela pensa sobre isso tudo? É uma coisa que eu não vou conseguir saber. Talvez eu me afaste dela, ou talvez mude de idéia daqui dez segundos. Mas o certo é que alguma coisa aconteceu. Alguma coisa naquele vento me fez mudar e perceber que tudo o que eu preciso é um pouco de paciência. Não se trata de desistir, mas de mudar a estratégia. Talvez eu seja mesmo forçado, talvez eu acredite no exagero, talvez eu tenha mesmo passado do ponto enviando tantos sinais, talvez isso só compense a minha fraqueza, talvez sejam só palavras ao vento, talvez nenhuma daquelas mensagens seja real. Talvez eu soe falso demais, talvez eu seja imaturo, talvez não saiba nunca o que dizer. Talvez eu nunca aprenda e talvez nem exista alguém certo pra mim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas talvez, vai vendo, assim... quem sabe... por um momento... talvez... seja ELA.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E o filme me emocionou mais do que eu estava preparado. Nada de tão especial, na verdade até bem comum... mas eu acho que é exatamente o que eu faria...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Dica de locadora:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;A walk to remember (Um amor para recordar) - Mandy Moore e Shane West em um dos maiores clichês da história do cinema, e talvez uma das histórias de amor mais bonitas. Para quem não sabe, foi essa história que inspirou a fase 2004 da Malhação. Ela é a filha do reverendo e ele é o malandro da cidade. Inadvertidamente, uma série de acontecimento os leva ao amor.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Citação:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"todas as canções irão dizer: goodbye, so long, my love..."&lt;/em&gt; (É tarde, Skank)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Trilha Sonora:&lt;/span&gt; &lt;em&gt;To be only yours&lt;/em&gt;, by Mandy Moore&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-4229344931585826539?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/4229344931585826539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=4229344931585826539&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/4229344931585826539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/4229344931585826539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/04/605-walk-to-remember.html' title='6.05 - A Walk To Remember'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-734270746595694053</id><published>2007-04-03T15:06:00.000-07:00</published><updated>2007-04-03T15:32:17.466-07:00</updated><title type='text'>6.04 - A Lot Like Love</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[ A Lot Like Love ]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ele acorda todos os dias às 6:30 da manhã e cada segundo que passa antes que eles troquem a primeira palavra no meio do dia é tempo perdido (e perde tempo demais). Ela passa dias fingindo ignorar que ele existe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ele acha que talvez ela seja misteriosa demais. Ela acha que ele pergunta demais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ela gosta de Led Zeppelin e ele acha fantástico. Ele gosta de Madonna e ela acha que ele pode ser gay.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ele acha que não é interessante o bastante. Ela sabe que não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ele ama o filme do Johnny Cash. Ela já viu 3 vezes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ele sonha em voar para a Nova Zelândia e ela só lhe dá asas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ele chegou a quase desistir de sonhos, mas aí ela apareceu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ele fala demais. Ela não lhe manda calar a boca (e por isso ele gosta tanto dela).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ele não sabia muito bem o que estava acontecendo dentro dele, e ela nem imagina que é a resposta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ele ignora o que ela pensa. Ela finge ignorar o que sabe dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ele sempre esperou encontrar alguém como ela. Ela tinha certeza que nunca ia encontrar alguém que gostasse de Bob Dylan na cidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ele não gosta nada do que o espelho lhe diz. Ela só tem boas notícias do espelho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ele se acha pouco, mas quer melhorar. Ela é muito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ele está crescendo. Ela é do tamanho de uma estrela brilhando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ele só sabe aprender com o erro. Ela nunca erra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ele é triste e solitário. Ela é um grande sorriso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ele pensa sempre em desistir. Ela é uma tentativa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ele talvez não seja nada que pensa que é. Ela é tudo o que ele precisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Dica de locadora:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; A&lt;em&gt; lot like love (De repente é amor) - Oliver (Ashton Kutcher) e Emily (Amanda Peet) se conhecem em um vôo que cruza os Estados Unidos. Ele é um recém-formado que procura seguir um cronograma rígido para sua vida, de forma que consiga alcançar o sucesso profissional o mais rapidamente possível e também encontrar o amor de sua vida. Já ela é espontânea e indisciplinada, do tipo que prefere ver aonde a vida leva ao invés de fazer planos para o futuro. Oliver e Emily imediatamente sentem atração um pelo outro, mas as características de ambos são incompatíveis. Durante os 7 anos seguintes eles se encontram periodicamente, mas tudo parece conspirar para que eles sempre estejam separados. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Citação:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"They say opposites attract. She is really something and I am nothing. How much opposite can we get?"&lt;/em&gt; (Charlie Brown, Peanuts, by Schulz)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Trilha Sonora:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Just Feel Better&lt;/em&gt;, by Aerosmith&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-734270746595694053?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/734270746595694053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=734270746595694053&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/734270746595694053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/734270746595694053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/04/604-lot-like-love.html' title='6.04 - A Lot Like Love'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-4520596022886598151</id><published>2007-03-22T06:18:00.000-07:00</published><updated>2007-03-22T06:21:38.493-07:00</updated><title type='text'>Pausa para o café...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Difícil era acreditar que isso ia acontecer de novo. E exatamente da mesma forma das anteriores, mas com uma intensidade maior. E diferente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Difícil é pensar que talvez possa dar certo, depois de tantas tentativas frustradas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil é acreditar que finalmente eu canto aquelas músicas de novo, cantando bem alto sem me preocupar com o pessoal do apartamento do lado. E talvez eu esteja até feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil é acreditar que eu não estou preocupado nem um pouquinho com o que pode acontecer nos próximos dias, porque o dia de hoje foi melhor do que o de ontem e eu sou otimista o bastante pra acreditar que isso vai durar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil é acreditar que finalmente alguém ocupou aquele espaço vago aqui dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil demais vai ser eu acordar desse sonho, quando finalmente eu conseguir colocar os pés no chão e perceber que tudo não passou de um delírio. E talvez eu queira permanecer sonhando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mais difícil do que tudo isso é ficar um dia inteiro sem pelo menos te dizer um "oi" e esperar ansiosa e deliciosamente pela sua resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"por onde andei enquanto você me procurava?&lt;br /&gt;será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-4520596022886598151?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/4520596022886598151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=4520596022886598151&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/4520596022886598151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/4520596022886598151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/03/pausa-para-o-caf.html' title='Pausa para o café...'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-3066353950675294119</id><published>2007-03-19T04:59:00.000-07:00</published><updated>2007-03-19T05:20:44.447-07:00</updated><title type='text'>6.03 - It Happened One Night</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;[ It happened one night ]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Eu sempre gostei de viajar. E, mesmo naquelas viagens bem grandes, pra um lugar muito especial que eu estou louco pra ir, a minha parte preferida é a estrada. Sentir o cheiro da estrada, das árvores, até da gasolina queimada, tudo isso me faz sentir uma felicidade única, uma coisa tão íntima que chega a ser confessional nesse momento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Às vezes eu tenho preguiça de viver, sabe? De ter que encarar a semana inteira de faculdade e trabalho pra depois pegar duzendos ônibus e chegar em Sete Lagoas. Dormir um dia, ou dois, e recomeçar. pegar os mesmos duzentos ônibus de volta. Isso demanda um esforço gigante (deixando nesse momento o "podia ser bem pior" de lado). É praticamente perder o dia todo viajando. Só de pensar que isso ainda vai durar pelo menos mais três anos é meio desanimador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Mas eu meio que esqueço de tudo quando estou na estrada. E lá, com o meu fone de ouvido pendurado ou não, é que eu me sinto feliz. Feliz mesmo, daquele jeito cinematográfico, com direito a sorriso espontâneo, olhos fechados e respiração profunda (eu poderia atá abrir os braços e gritar "yuhuu", mas eu estou dentro de um ônibus, né...).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Por isso que eu não morro sem fazer um road movie. E por isso que eu tendo a gostar de road movies. Afinal, é assim que a vida corre, né? Na velocidade máxima que um motor pode alcançar. Às vezes a estrada tem limite de velocidade, às vezes leva-se multas, mas o prazer de sentir o vento no rosto compensa tudo isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Dica de locadora:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;It happened one night (Aconteceu naquela noite) - Uma jovem mimada resolve fugir de casa após seu pai não concordar que ela se case com um playboy. É quando ela encontra um charmoso jornalista que acaba lhe passando algumas lições de vida. Idéia pouco original. Mas estamos em 1934 e o diretor é Frank Capra, ou seja, obra prima.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Citação:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"Country road, take me home to the place I belong"&lt;/em&gt; ("Country Road")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Trilha Sonora:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; That's the way the world goes 'round, &lt;em&gt;by Norah Jones&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-3066353950675294119?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/3066353950675294119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=3066353950675294119&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/3066353950675294119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/3066353950675294119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/03/603-it-happened-one-night.html' title='6.03 - It Happened One Night'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-6561446205572558648</id><published>2007-03-02T00:55:00.000-07:00</published><updated>2007-03-02T01:02:17.517-07:00</updated><title type='text'>6.02 - Little Manhattan</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;[ Little Manhattan ] &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E de repente o filme me fez pensar. E talvez pensar mais na minha própria vida mais do que qualquer outro filme. O responsável por isso foi “Little Manhattan”, uma despretensiosa história sobre um garoto de 10 anos que se apaixona pela sua companheira de caratê, de 11 anos. Tudo no filme soa tão real, mesmo na mais bizarra das cenas, em que a consciência do garoto (na forma de um mestre oriental das artes marciais) aparece para o menino, lhe dando conselhos sobre beijar ou não a garota durante um treino (algo como o Mundo de Bobby em ação real). É tudo tão plausível, tudo tão doce e tudo tão infantil. Acho que ninguém deveria perder esse sabor doce que a gente sente quando é criança e se apaixona pela primeira vez. Quem é que não disse as coisas erradas na hora errada? Quem é que não ficou sem ação, sem saber como agir diante daquela pessoa especial? Quando se é criança, as barreiras são tão grandes. Tem a insegurança, tem o medo da rejeição, a dúvida… E não somos sempre assim mesmo depois de crescidos? Você aí pode até dizer que a diferença é que o amor infantil passa logo. Pois eu digo que fica, e dura tanto quanto qualquer outro amor, proporcionalmente falando.&lt;br /&gt;Talvez sejamos até mais fortes aos 10 anos. Talvez consigamos enfrentar melhor as vicissitudes do amor e conseguir superar. É óbvio que também é muito mais difícil assumir os nossos sentimentos, pois ainda não se sabe o que fazer com eles. Mas falando sério, quando é que se sabe?&lt;br /&gt;Só temos a aprender com essas crianças e seus amores, e valoriza-los um pouco mais. Quem sabe assim nossas vidas amorosas pseudomaduras seriam bem melhores…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode haver outros amores, maiores e melhores, mas nunca outro primeiro amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Dica de locadora:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Little Manhattan (ABC do Amor) - é a tal história do garotinho de 10 anos tentnado viver uma história de amor na grande maçã (apesar de que sua mãe só o deixa ir até a rua 72)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Citação:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"Esta vida é um punhal de dois gumes fatais: não amar é sofrer; amar é sofrer mais."&lt;/em&gt; (Menotti del Picchia)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Trilha Sonora:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Cannonball, &lt;em&gt;by Damien Rice&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-6561446205572558648?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/6561446205572558648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=6561446205572558648&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6561446205572558648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/6561446205572558648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/03/602-little-manhattan.html' title='6.02 - Little Manhattan'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-8497435980161246379</id><published>2007-02-11T18:59:00.000-07:00</published><updated>2007-02-15T22:37:44.126-07:00</updated><title type='text'>6.01 - Career Oportunities</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;[ Career Oportunities ]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No dia que antecedeu a entrevista, eu quase desisti de tudo. Juro. Eu tava com preguiça demais de mudar o rumo da minha vida, perder minhas férias e minha adorada rotina taurina. E de repente tudo dependia daquela decisão: ir ou não ir. Fui. Comecei. Aprendi mais coisas na marra em 3 horas de estágio do que nas minhas férias todas. E é pra lá que eu vou amanhã. E depois, e depois. Pra alguém que nunca havia trabalhado sério na vida, é um grande passo. E eu sinceramente desconfio de que tenha sido o passo mais importante de toda a minha existência. Agora sim vão me levar a sério se eu disser que quero ser alguém na vida. Ontem uma mulher me parou na rua pra fazer uma dessas pesquisas e perguntou se eu tava trabalhando. Eu disse que estava. E ela acreditou. Eu fiquei feliz por isso, embora ainda seja cedo para avaliar o real significado do trabalho (um estágio de 16 horas semanais apenas) na minha tão parada vida.&lt;br /&gt;Agora eu não posso mais ficar acordado até as 5 vendo todo filme que passar nem na internet esperando alguém entrar no msn pra eu ter com quem conversar. Agora eu não posso mais acordar com a leveza de não ter compromisso na vida que não seja olhar meu e-mail e postar nas minhas comunidades virtuais.&lt;br /&gt;É. To trabalhando. Minha barba cresce muito mais rápido do que a minha vontade de fazê-la, minhas crises de autopiedade estão menos freqüentes (embora seja algo que faça parte da minha personalidade), as músicas que eu gostava antes estão meio estúpidas agora que eu percebo que só fui ouvir porque o clipe passou na MTV. E os filmes que eu vejo (cada vez menos filmes, porém melhores) me tocam mais. Tanto que me fazem chorar. Muito. E me fazem perceber “que diabos eu to fazendo com a minha vida”. Eu descobri que entrar no estágio é a única coisa que potencialmente vai mudar a minha vida. Eu achava que ter entrado na universidade fosse mudar tudo, mas a única coisa que realmente mudou foi o cenário das minhas lamentações. Agora eu acho que é pra valer.&lt;br /&gt;Agora eu vou viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas mais importantes da minha vida estão numa pasta, com o meu nome e um ícone em forma de janela aberta para as nuvens na área de trabalho do computador. Ta na hora de fazer o meu mundo real ser um pouco mais interessante. E ta mais que na hora de fazer um filme.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Dica de locadora:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Career Oportunities&lt;/em&gt; (Construindo uma carreira) - &lt;em&gt;todo mundo já deve ter visto essa história na sessão da tarde, sobre um garoto desesperado por um emprego que passa a noite numa loja de departamentos ao lado da Jennifer Connelly...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Citação:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"creo que he visto una luz al otro lado del río"&lt;/em&gt; (Jorge Drexler) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Trilha sonora:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Irreplaceable, &lt;em&gt;by Beyoncé Knowles&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-8497435980161246379?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/8497435980161246379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=8497435980161246379&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/8497435980161246379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/8497435980161246379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/02/career-oportunities.html' title='6.01 - Career Oportunities'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-8192730691291894810</id><published>2007-02-11T18:50:00.000-07:00</published><updated>2007-02-11T18:47:59.041-07:00</updated><title type='text'>SEASON SIX PREMIERE</title><content type='html'>É isso aí. Já são seis as temporadas dessas minhas historinhas. Eu lembro que na primeira eu tinha 15 anos. Ou 16. Agora tenho 18. Pouco, né? Não pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos meses, comecei a trabalhar, mudei de apartamento em Belo Horizonte e três membros da minha família acabaram de se mudar também. Estou sozinho no mundo? Talvez ler filosofia me console. (que mundo?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu acho que o mais importante é continuar caminhando...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-8192730691291894810?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/8192730691291894810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=8192730691291894810&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/8192730691291894810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/8192730691291894810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2007/02/season-six-premiere.html' title='SEASON SIX PREMIERE'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-116745260029222875</id><published>2006-12-29T21:21:00.000-07:00</published><updated>2006-12-29T21:23:20.293-07:00</updated><title type='text'>Episode 5.22 [ It's a wonderful life! ]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Season Finale&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Episode 5.22 [ It's a wonderful life ]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;post originalmente escrito em 24/12/06&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui, na véspera do natal, já posso fazer um balanço do ano que passou. Conheci grandes pessoas, pessoas enormes, pessoas boas, pessoas ruins, pessoas diferentes. E aprendi muito com cada uma delas. No fim, é isso o que importa: como aproveitamos a companhia da pessoas que está ao nosso lado. Pessoas passam por nossas vidas a vida inteira. Você pode sair intacto, ileso e completamente imune a elas. Ou pode levar com você um pouco de cada uma, o que faz de você uma pessoa maior e, quem sabe, melhor.&lt;br /&gt;Não cumpri minhas metas para o ano de 2006. Mas de que isso importa. EU acho que cumpri minha missão fazendo algumas pessoas felizes. Não fiz um grande filme. Não fiz uma banda. Não encontrei o amor da minha vida. Mas fiz amigos. E sonhei. O que é a vida sem um sonho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou ainda aprendendo aos poucos a viver o agora. Sonhar sim, mas me iludir nunca. Sem preocupações com o passado e sem grandes expectativas para o futuro. E ser eu mesmo, com minhas limitações e exaltações. Com minha cara e minha coragem. Com minha música e meu blog. Com meus amores platônicos e minhas histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu amo. Um verbo que não precisa de objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz natal pra quem sabe o que é o natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;It’s a wonderful life – A felicidade não se compra&lt;/strong&gt;: James Stewart estréia um dos mais belos filmes de natal sobre um homem desesperado que vai tentar se suicidar e é ajudado por um anjo iluminado, que o faz acreditar que ainda há bons motivos para continuar vivendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soundtrack: &lt;em&gt;Happy Xmas&lt;/em&gt;, by John Lennon &lt;br /&gt;&lt;em&gt;“so this is Christmas… and what have you done?”&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-116745260029222875?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/116745260029222875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=116745260029222875&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/116745260029222875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/116745260029222875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/12/episode-522-its-wonderful-life.html' title='Episode 5.22 [ It&apos;s a wonderful life! ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-116745249352930386</id><published>2006-12-29T21:15:00.000-07:00</published><updated>2006-12-29T21:21:33.543-07:00</updated><title type='text'>Episode 5.21 [ Before Sunset ]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Episode 5.21 [ Before Sunset ] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes do anoitecer eu encontro um sentido pra vida e pra esse blog que ninguem entende completamente além de mim. E antes do anoitecer eu vou ser alguém na vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Before sunset - antes do anoitecer: &lt;/strong&gt;continuação do filme citado no post anterior, reencontro dos dois personagens numa odisséia (relembrando Joyce) de sentimentos e confissões. Se você tivesse uma segunda chance?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soundtrack: &lt;em&gt;From this moment on&lt;/em&gt;, by Shania Twain&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"from this moment, life has begun"&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-116745249352930386?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/116745249352930386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=116745249352930386&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/116745249352930386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/116745249352930386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/12/episode-521-before-sunset.html' title='Episode 5.21 [ Before Sunset ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-116503990126743552</id><published>2006-12-01T22:47:00.000-07:00</published><updated>2006-12-01T23:13:53.743-07:00</updated><title type='text'>Episode 5.20 [ Before Sunrise ]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Episode 5.20 [ Before Sunrise ]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor, meu grande amor...&lt;br /&gt;Sabe quando você fica lutando contra o sono (e chega num ponto que ele já não faz a menor diferença, você se imuniza...) até altas horas só esperando alguém aparecer na internet pra fazer sua vida toda fazer sentido em dez segundos? É uma versão melhorada de "esperar cair do céu", mas mais concreta. Será? Acho que não...&lt;br /&gt;POis é. Aí você passeia dentro do seu próprio pensamento tentando fugir da autopiedade, vendo o rosto das pessoas que já te decepcionaram e que nem sabem disso. Então...&lt;br /&gt;Num desses devaneios acabei lembrando de você. E lembrei que se você estivesse por perto talvez seria diferente. Talvez a minha escrita piegas lida-por-ninguém fizesse algum sentido, se as linhas fossem solfejadas pelos seus lábios baixinho do jeito que você sempre faz quando lê. E lê tão atentamente, e vive tão intensamente...&lt;br /&gt;Lembra daquele filme que a gente viu junto? Eu comprei. Pra te dar de presente, talvez um dia. Eu me lembrei de todos os comentários metafísicos que você fez sobre almas gêmeas e como a gente poderia ter uma vida amorosa mais bem-sucedida do que a dos predestinados protagonistas. Aquilo era Hollywood, baby. Nós vivemos num vale bem menos glamuroso. Aqui a chuva não é misturada ao leite e as lágrimas são reais. Elas não vão embora se alguém, alheio a qualquer emoção, disser "corta!".&lt;br /&gt;Aqui, o mais perto que a gente pode chegar da felicidade é sonhando. Principalmente com você tão distante. Você vai ter que me perdoar (você não tem escolha, na verdade) mas eu me esqueci de seu rosto. Como se tivesse sido em vão aquela noite em que eu deccorei todos os seus traços com as pontas dos dedos. Hoje não te vejo mais tão nítida, nem se eu fechar os olhos e tentar imaginar seus movementos.&lt;br /&gt;Se você estivesse aqui, diria que meu sentimentalismo barato não funciona com alguém como você e que eu deveria procurar um psiquiatra. Ou então, nos seus melhores dias, diria que eu deveria vender meu texto para escrever uma novela.&lt;br /&gt;Você criticaria minhas vírgulas incertas e minhas conjugações inseguras e talvez diria que meu futuro é escrever num blog desconhecido. Mas eu sei que você acredita nos meus sonhos e quer estrelar um filme meu, ah! se sei.&lt;br /&gt;Estou esperando ansiosamente pela sua volta para assistirmos à segunda parte do filme. Continuações desnecessárias, reticências tagarelas e palavras fugidias... é o que me sobra.&lt;br /&gt;Se ao menos você existisse em um mundo exterior à minha mente... se ao menos você se fizesse real antes do amanhecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Before sunrise - Antes do amanhecer:&lt;/strong&gt; Ethan Hawke, Julie Delpy, Viena e as duas horas mais bem-passadas da vida de alguém (o espectador, no caso). Qualquer comentário é insuficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soundtrack:&lt;em&gt; Segredos&lt;/em&gt;, by Frejat&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-116503990126743552?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/116503990126743552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=116503990126743552&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/116503990126743552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/116503990126743552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/12/episode-520-before-sunrise.html' title='Episode 5.20 [ Before Sunrise ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-116233185001321610</id><published>2006-10-31T14:37:00.000-07:00</published><updated>2006-10-31T15:12:56.383-07:00</updated><title type='text'>Episode 5.19 [ Dirty Dancin' ]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Episode 5.19 [ Dirty Dancin' ]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou &lt;em&gt;"Dança - um espetáculo em três atos"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado:&lt;br /&gt;As pequenas luzes verdes refletiam-se por todo o teto daquela pista de dança enquanto os desenhos produzidos pela luminosidade no breu me faziam viajar pra algum lugar bem longe dali. Era um lugar onde aquela música não tocava e onde era mais fácil respirar. Rodando em círculos, eu não estava mais em mim. Talvez isso tenha durado só um segundo, mas foi o melhor segundo, que me fez ganhar o dia todo e esquecer aquele início de fim de semana preenchido com mau-humor. A luz verde rabiscou a parede e eu já nem sabia mais que horas eram; já tinha me esquecido completamente dos meus trabalhos e das minhas preocupações e até mesmo da minha recente oscilação de estado de espírito. Era só a luz verde bruxuleante. E ela. A mesma que antes havia estado em um dos meus sonhos mais de 6 meses antes. Aquela que eu nem sabia o nome. Aquela que dançava parecendo ouvir os mesmos acordes que só eu conseguia ouvir no salão cheio de gente. Eu não precisava saber o nome dela, nem mesmo tentar falar com ela (até porque eu provavelmente me decepcionaria). Estava feliz só de vê-la se movimentar, como há muito tempo eu não via. E meus sonhos eram pretos, brancos, laranjas e de novo pretos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo:&lt;br /&gt;Ela era apenas um texto, um emaranhado de palavras na tela do computador. Mas eu juro que podia vê-la. Concreta, alegre, intensa e presente. Seus cabelos castanhos estavam presos e o seu corpo rodopiava, numa coreografia complexa entre as minhas frases. Era só mais um personagem entre as centenas que eu conhecia bem (por tê-los criados a todos) mas tinha sua própria personalidade. E com sua plena obstinação, fugiu também de mim, tirando-me a capacidade de expor sua dança em letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda:&lt;br /&gt;No pequeno palco, haviam várias. Mas meus olhos foram imediatamente atraídos para um ponto peculiar, onde a dançarina se expressava. Seu corpo se movia rapidamente, e era tão única e tão emocionada que todas as outras dançarinas pareciam ser a sua sombra. Ela governou o palco e o meu pensamento. Tão firme e decidida, tão bem distribuída em preto e púrpura, tão sincera e sofrida. E outra vez eu me perdi em movimentos. E outra vez...&lt;br /&gt;Talvez eu nunca mais a verei, mas eu imploraria por uma chance de dizer a ela que foi a melhor coisa do meu dia vê-la deslizar no palco ao som do flamenco. Não sei o nome (mas descobriria, se quisesse). E consideraria palavras inúteis, pois qualquer palavra não substituiria a sua dança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dirty dancin' - Ritmo quente: &lt;/strong&gt;um filme inexplicavelmente tocável. Uma história simples transformada em prova de amor, entre Patrick Swayze e Jennifer Gray, com uma trilha sonora espetacular e cenas antológicas. E inutilmente descrita aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soundtrack: &lt;em&gt;Hungry Eyes&lt;/em&gt;, by Richard Marx&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"I feel the magic between you and I..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOTA: &lt;/strong&gt;lembre-me de tomar Piña Colada todos os dias da minha vida...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-116233185001321610?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/116233185001321610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=116233185001321610&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/116233185001321610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/116233185001321610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/10/episode-519-dirty-dancin.html' title='Episode 5.19 [ Dirty Dancin&apos; ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-116150721636585074</id><published>2006-10-22T01:40:00.000-07:00</published><updated>2006-10-31T15:02:50.736-07:00</updated><title type='text'>Episode 5.18 [ Everybody Says 'I Love You' ]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Episode 5.18 [ Everybody Says 'I Love You' ]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol está estranhamente brilhando como numa manhã de primavera. Bem... é uma manhã de primavera, mas ainda não passou das 6. Não passou das seis e eu nem fui dormir. Pensando, postando, escrevendo, sorrindo... conjugando verbos e verbos... lendo. Hoje eu vi a propaganda antiga do Laka. Aquela que toca Cryin' in the Rain que o A-Ha gravou, mas na propaganda não era o A-Ha cantando. E é uma propaganda tão bonita, tão pura, tão tocante. É uma propaganda que me faz chorar. É uma propaganda que traz à tona todas as minhas frustrações com a minha adolescência incompleta. Como eu queria ter vivido mais, mas afinal de contas eu acho que devo mesmo ser diferente. Eu ainda não sei no que exatamente eu errei pra não ter tido um início de adolescência perfeito. Talvez comecei mal mudando toda hora de cidade...&lt;br /&gt;Acontece que me apaixonei na sexta série por duas pessoas diferentes de duas maneiras diferentes ao mesmo tempo. E por outra na sétima série. E por outra na oitava. E por outa no primeiro ano. E por outra no segundo. E por outra no terceio ano (que coincidentemente é a mesma da época da oitava série). Que estranho... só um desses amores realmente se concretizou. E olha que foi bem difícil.&lt;br /&gt;O que será que deu errado? Eu ainda estou tentando acreditar que nada disso é culpa minha e que eu ainda tenho chance. Tudo o que eu fiz nessa vida (exceto uma ou duas coisas) amorosa aleijada foi banal. Tudo realmente trivial. O que ficou, o sentimento verdadeiro, na verdade nunca existiu. E eu ainda passo as madrugadas sozinho na internet esperando cair do céu a minha chance de ouro. E eu ainda espero incessantemente por alguém. Ou não...&lt;br /&gt;Eu leio posts alheios que falam de blogs antigos... e eu entro no meu &lt;a href="http://metafisicos.zip.net"&gt;blog&lt;/a&gt; antigo. O terceiro da minha vida (o primeiro não existe mais e o &lt;a href="http://sessaodatarde.blig.ig.com.br"&gt;segundo&lt;/a&gt; era de cinema). Mais pessoal impossível. Acho que nunca fui tão verdadeiro comigo mesmo quanto na época daquele blog. E foi a época mais feliz da minha vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Everybody says 'I love you' - Todos dizem 'eu te amo': &lt;/strong&gt;uma comédia romântica musical que tinha tudo pra ser normal, mas foi ser um filme de Woody Allen ehehe. Drew Barrymore, Julia Roberts, Goldie Hawn, Natalie Portman e um elenco foda, alguma música e muitos beijos. Não assista, é tortura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soundtrack: &lt;em&gt;Inevitable&lt;/em&gt;, by Shakira&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"el cielo está cansado ya de veer la lluvia caer"&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-116150721636585074?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/116150721636585074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=116150721636585074&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/116150721636585074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/116150721636585074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/10/episode-518-everybody-says-i-love-you.html' title='Episode 5.18 [ Everybody Says &apos;I Love You&apos; ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-116028332894871627</id><published>2006-10-07T21:46:00.000-07:00</published><updated>2006-10-31T15:03:15.266-07:00</updated><title type='text'>Episode 5.17 [ A Dog Day Afternoon ]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Episode 5.17 [ A Dog Day Afternoon ] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me reservo o direito de acordar de mau-humor e de pisar com o pé esquerdo no chão. Me reservo o direito de dizer "não é nada" quando me perguntam o que foi que houve comigo pra eu ficar assim. Me reservo o direito de passar o dia calado sem que eu mesmo consiga identificar o real motivo. Tem dias que você só quer descansar. E ficar sozinho. E não sentar à mesa no almoço. E não sair com os amigos. Só que simplesmente não está acontecendo nada. Estou na mesma, cada vez mais parecido com o Charlie Brown, ouvindo as mesmas músicas e tendo os mesmos pensamentos. Tentando só fazer o tempo andar mais devagar e protelando as obrigações. Oh, bother...&lt;br /&gt;Mas eu ainda tenho uma idéia na cabeça, uma câmera na mão e um amor eterno, permanente (platônico, é claro).&lt;br /&gt;Me reservo o direito de escrever um post desprovido de sentido ou emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Dog Day Afternoon - Um dia de cão: &lt;/strong&gt;Al Pacino protagoniza em 1975 a história de dois ladrões que planejaram realizar um assalto a banco que durasse apenas 10 minutos mas que, 10 horas depois, ainda permaneciam no banco cercados pela polícia, pela imprensa e pelos curiosos de plantão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soundtrack: &lt;em&gt;Bad Day&lt;/em&gt;, by Daniel Poyter&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-116028332894871627?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/116028332894871627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=116028332894871627&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/116028332894871627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/116028332894871627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/10/episode-517-dog-day-afternoon.html' title='Episode 5.17 [ A Dog Day Afternoon ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-115975581550110331</id><published>2006-10-01T19:08:00.000-07:00</published><updated>2006-10-31T15:03:31.483-07:00</updated><title type='text'>Episode 5.16 [ A Life Less Ordinary ]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Episode 5.16 [ A Life Less Ordinary ]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Remexendo na minha antiga caixa de Lego mais cedo pra poder separar uns bonequinhos pra um trabalho de fotografia, senti repentinamente a alegria infantil que eu tinha toda tarde livre que eu gastei na minha vida construindo um mundo paralelo. Era um mundo perfeito, com romances, super-heróis, monstros e robôs desmontáveis, e algum drama também. Eram os meus primeiros roteiros, imaginados em storyboard com bonequinhos de Lego. Meu sonho era ganhar de natal o resort do Lego que eu via nos catálogos, com um super hotel de luxo, um restaurante. Tudo isso era montado num lugar cheio de pedras e água (que eu, é claro, improvisava com o tanquinho lá de casa). Era o meu cenário preferido para as minhas historinhas. Todos os personagens tinham nomes e conversavam. Cada um tinha a sua história de vida. E cada pecinha era um pedacinho de suas histórias. Tinha o surfista, o rei da praia, tinha a garota que veio da cidade grande, a garota patricinha, a tímida, o cara que trabalhava na oficina mecânica... E tudo era tão simples. Tudo tão encaixável. Mas aquilo que eu criava com pecinhas vermelhas, amarelas e brancas eram mais do que historinhas da cabeça de um menino de 9 anos... eram os meus sonhos, era como eu queria que fosse o meu futuro. Cada um daqueles personagens era tudo o que eu queria ser quando fosse quase um adulto. E veja só o que me tornei. Alguns sonhos ainda existem, embora no fundo eu saiba que nem um décimo deles pode realmente se tornar real. Mas esse texto não é sobre sonhos frustrados, é sobre uma frustração geral com o que eu me tornei. Não que seja ruim, até acho que sou um cara legal e potencialmente feliz. Mas quando você sonha alto demais, você cai. E a queda é inevitável. E é terrível perceber que você, apesar de ser um cara com conteúdo e alguma atitude (deixando de lado a modéstia), seria mais valorizado nesse mundo se fosse o surfista rei da praia. É uma frustração geral com o mundo, que não é um grande resort magnífico com pedras e piscinas. É só uma vidinha que eu aprendi a gostar. E os romances eram tão perfeitos... e as relações familiares, com aqueles conflitinhos de série americana facilmente resolvíveis, mas cujas saídas só se encontra no episódio ou na temporada seguinte... E hoje, cada problema parece ser um pouco maior do que eu pensava que fosse. E os romances nem existem. E os problemas de família são do tamanho de uma pessoa adulta. Talvez eu ainda precise de mais alguns posts (ou dias, ou meses, ou anos...) pra me acostumar com a vida.&lt;br /&gt;O que tenho no momento é uma prova amanhã, um trabalho inacabado, um projeto pra quinta sem tema definido, uma necessidade de um plano B pra minha vida (será que eu tenho um plano A?), um concurso de roteiro, uma insônia alarmante, alguns amigos e uma família legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A life less ordinary - Por uma vida menos ordinária:&lt;/strong&gt; Filme de 1997. Após ser despedido, um faxineiro sonhador resolve reivindicar seu emprego de volta e acaba sequestrando uma bela jovem, que é também a filha do dono da empresa em que trabalhava. Em meio à fuga eles acabam se apaixonando, ao mesmo tempo em que uma dupla de anjos resolve ajudá-los. Dirigido por Danny Boyle (A Praia) e com Ewan McGregor, Cameron Diaz, Delroy Lindo, Holly Hunter e Stanley Tucci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soundtrack: &lt;em&gt;Forever Young&lt;/em&gt;, by Alphaville&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-115975581550110331?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/115975581550110331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=115975581550110331&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115975581550110331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115975581550110331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/10/episode-516-life-less-ordinary.html' title='Episode 5.16 [ A Life Less Ordinary ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-115907358603020607</id><published>2006-09-23T21:45:00.000-07:00</published><updated>2006-10-31T15:03:51.646-07:00</updated><title type='text'>Episode 5.15 [ My Best Friend's Wedding ]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Episode 5.15 [ My Best Friend's Wedding ]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ou "Dicotomias sentimentais"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de repente me senti assim, meio que como eu não estivesse naquele lugar, ou pelo menos não queria, por algum motivo no mundo, estar. Não que eu deva satisfações ou sinta vergonha, mas eu simplesmente não acho que aquela pessoa era eu. Não fui eu o dia inteiro, num dia completamente inesperado. Um casamento bonito e peculiar, convidados, bolo, comida, e uma pessoa que definitivamente está longe do que eu posso ser. E lá, no meio de todo mundo, enfrentando todos os olhares que interpretavam um outro eu. Não que eu me importasse, mas de repente não me senti assim tão forte quanto eu achava que fosse. É, parece que meu teto de vidro, ainda que blindado, é de vidro.&lt;br /&gt;E foi um casamento diferente, com algum barro, presenças inusitadas, músicas e alguns grandes defeitos. Mas espero que possamos nos lembrar apenas dos bons momentos. Um casamento que foi só o início do primeiro dia de primavera. &lt;br /&gt;Não é como se perdêssemos a nossa planta por falta de água, mas é mais como se o pólen se espalhasse e escapasse do nosso campo de visão. E a flor criou asas. No bico do pássaro, vai embelezar outros ambientes e viver novas aventuras em outro ecossistema (na verdade, o mesmo ecossistema, com novas espécies)&lt;br /&gt;Que floresçam os nossos sonhos. E que eu descubra o que realmente está acontecendo na minha cabeça.&lt;br /&gt;(Eu só queria saber o que está se passando na cabeça da famíia cristã).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;My best friend's wedding - O casamento do meu melhor amigo:&lt;/strong&gt; acho que o filme dispensa qualquer tipo de comentário. Ou não? Julia Roberts, Dermott Mulroney, Cameron Diaz, Rupert Everett e Say a little prayer for you. E isso é tudo. Assista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soundtrack: &lt;em&gt;Mr. Brightside&lt;/em&gt;, by The Killers&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-115907358603020607?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/115907358603020607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=115907358603020607&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115907358603020607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115907358603020607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/09/episode-515-my-best-friends-wedding.html' title='Episode 5.15 [ My Best Friend&apos;s Wedding ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-115854435829928595</id><published>2006-09-17T18:38:00.000-07:00</published><updated>2006-10-31T15:13:16.950-07:00</updated><title type='text'>Episode 5.14 [ Addicted to Love ]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Episode 5.14 [ Addicted to Love ]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de repente tudo entra numa estase absoluta. Apesar das mudanças e do dinamismo do mundo, na minha vida tudo permanece quieto. Ainda não sei se isso é bom ou ruim. Bem, minha irmã está a uma semana do casamento, um monte de eventos movimentam toda a população das cidades em que vivo, está tudo acontecendo na faculdade (inclusive a possível retirada do meu curso da grade) e eu aqui parado. Eu decidi olhar pelo lado bom. Eu estou escrevendo, tendo mais idéias do que nunca. Terminei de escrever a primeira temporada de Daydream, estou cheio de planos para produzir um curta nas próximas semanas, o meu seriado bobinho preferido vai estrear da primeira temporada na tv aberta, tenho uma lista animadora de filmes para assistir ainda esse mes. Por que será que não parece que eu estou feliz? Eita...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Amor Inventado"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Garota 1 espera ônibus sozinha.&lt;br /&gt;Garota 2 chega no ponto, está chorando.&lt;br /&gt;Garota 1 observa e fica com pena.&lt;br /&gt;Garota 2 pega o primeiro ônibus e sai.&lt;br /&gt;Garota 1 percebe que ele esqueceu o celular.&lt;br /&gt;Garota 1 leva o celular embora.&lt;br /&gt;Garoto liga para o celular. Garota 1 atende.&lt;br /&gt;Garoto pensa estar falando com Garota 2 e se declara.&lt;br /&gt;Garota 1 fica tocada pela declaração.&lt;br /&gt;Garota 1 fica cada vez mais apaixonada por Garoto, que nem conhece Garota 1.&lt;br /&gt;Garota 1 lê as mensagens de amor de Garoto para Garota 2.&lt;br /&gt;Garota 1 sonha acordada com Garoto, porque nunca teve um garoto só pra ela.&lt;br /&gt;Garoto liga de novo para Garota 2.&lt;br /&gt;Garota 1 atende e marca encontro.&lt;br /&gt;Garota 1 se arruma para Garoto.&lt;br /&gt;Garoto nem percebe Garota 1, porque espera por Garota 2.&lt;br /&gt;Garota 1 vai embora, decepcionada.&lt;br /&gt;Garota 1 esbarra em Garoto.&lt;br /&gt;Garoto nem liga.&lt;br /&gt;Garota 1 tenta esquecer Garoto, afinal é um amor inventado, só dela.&lt;br /&gt;Garota 1 esquece.&lt;br /&gt;Garota 1 reencontra Garota 2, que nem se lembra de Garota 1.&lt;br /&gt;Garota 1 devolve o celular sem que Garota 2 perceba.&lt;br /&gt;Garota 1 fica triste.&lt;br /&gt;Garota 2 reencontra Garoto.&lt;br /&gt;Garota 1 fica feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Addicted to love - Lente do amor:&lt;/strong&gt; mais uma comédia romântica da produtiva safra de comédias românticas 80/90, com Meg Ryan e Matthew Broderick, sobre duas pessoas que descobrem que seus respectivos pares estão tendo um caso. A cumplicidade e o compartilhamento da dor os leva a um óbvio, previsível e muito bonito romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soundtrack: &lt;em&gt;Decembers&lt;/em&gt;, by Hawthorne Heights&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-115854435829928595?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/115854435829928595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=115854435829928595&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115854435829928595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115854435829928595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/09/episode-514-addicted-to-love.html' title='Episode 5.14 [ Addicted to Love ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-115786797603899427</id><published>2006-09-09T22:56:00.000-07:00</published><updated>2006-10-31T15:05:03.556-07:00</updated><title type='text'>Episode 5.13 [ High Fidelity ]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Episode 5.13 [ High Fidelity ] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou “Tentativa de recuperar pela memória o texto que eu escrevi antes de o computador travar”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre fui assumidamente fissurado por listas. Sempre ordenei tudo ao meu redor. Top 5, top 10, top 50, top 100 de músicas, álbuns, bandas, cantors, filmes, pôsteres de filmes, novellas, livros… tudo o que eu via pela frente. Foi quando eu fiz um top 10 de melhores filmes de 1986 que eu percebi que aquilo estava indo longe demais (talvez eu desenvolvesse outros sintomas de TOC). Deixei um pouco os tops e percebi que era inútil decorar listas e saber de cor a ordem de créditos da abertura da novela das sete. O tempo passou e assisti Alta Fidelidade. E vi que não há nada de mal com as listas. Elas são coisas legais que fazem a gente ser feliz. E a gente quer ser feliz, não é?&lt;br /&gt;Eu tentei fazer uma top 100 de meus filmes favoritos e vi que é algo impossível. O resultado foi uma lista desordenada de 200 filmes e mais alguns que tive dó de tirar. Mas ainda consigo… talvez se eu ver mais filmes realmente bons que me esclareçam a mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspirado em Alta Fidelidade e no &lt;a href="http://5isthemagicnumber.motime.com"&gt;&lt;strong&gt;blog do Nun&lt;/strong&gt;o&lt;/a&gt;, um amigo da faculdade, eu pensei em fazer meu top 5. O tema? Pessoas essenciais no século XXI. Enlouqueci por meia hora pensando nas personalidades do mundo até não chegar a lugar nenhum. Talvez fosse mais fácil colocar aqui as personalidades do showbiz mais essenciais. Isso reduziria muito as possibilidades. Ou não. ficou ainda mais difícil (apesar de Madonna, Bono Vox e Angelina Jolie estarem presentes na maioria das combinações). Então tentei um tema fácil: 5 melhores cenas do cinema com músicas perfeitas para essas cenas. Como eu tinha certeza de que mais de 200 me viriam à mente, decidi incluir as primeiras 5 em que eu pudesse pensar. Fiquei até satisfeito com o resultado e talvez, se eu tivesse refletido mais, chegasse a uma lista bem parecida com essa. Vamos a ela, afinal. (Pule os comentários para uma leitura mais rápida, se quiser)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5 – Filme: “Dirty Dancin’ – Ritmo Quente” / Música “(I’ve had) The time of my life, de Jennifer Warnes e Bill Medley&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É inegável a sensação semiorgásmica que eu tenho quando vejo aquela cena da coreografia final na festa de fim de temporada da pousada Kellerman’s. É uma retrospectiva perfeita das histórias dos personagens da Jennifer Grey e do Patrick Swayze, que passaram por muita coisa (ta bom, são historinhas clichês e bobinhas, mas ai de quem negar o título de clássico de Dirty Dancin’) até chegar àquele momento final, da última dança. Ainda lembro do arrepio que tive e que tenho toda vez que assisto a cena. Principalmente quando o Patrick comanda uma coreografia com os figurantes e convida Baby com o dedo para realizarem o passo final, que nunca haviam conseguido antes. E ela voa sobre ele… e isso é bem no refrão final da música, quando os intérpretes soltam a voz e nos fazem ver estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4 – Filme: “Efeito Borboleta” / Música: “Stop cryin’ your heart out”, de Oasis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quem não gostou pelo menos um pouquinho desse thriller? Quem não se surpreendeu? Tudo bem, é um filme com um grande apelo comercial (aturamos Ashton Kutcher até o final), com uma história inverossímil e que usa de truques banais para sensibilizar o telespectador. O problema é que deu certo. Pelo menos comigo. Que me atirem pedras os eruditos, mas Efeito Borboleta é um filme excelente. E é ainda melhor pelo seu final, bem fora dos padrões. A última cena, em que os personagens de Ashton Kucther e Amy Smart caminham em direções opostas ao som do revival de Oasis é antológica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3 – Filme: “Quase Famosos” / Música: “Tiny Dancer”, de Elton John&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Já virou moda babar o ovo de Cameron Crowe. Mais moda ainda é considerar Quase Famosos um cult. Mas não é que o filme é dos melhores mesmo? Roteiro esperto, cheio de cenas hilárias (“I’m 18…” “Me too…”) e sensíveis, a autobiografia de Cameron Crowe faz qualquer pagodeiro se apaixonar por rock dos anos 70. A cena perfeita acontece quando o personagem William (Patrick Fugit em um momento único de sua vida) está pronto pra abandonar a banda Stillwater. O ônibus está fazendo o caminho de volta e todos os personagens estão cheios um do outro. Aí o Elton John começa a cantar e os personagens se lembram do por quê de estarem juntos ali: a paixão pela música. Os roqueiros, as groupies, o intruso jornalista… Tudo se encaixa perfeitamente bem nesse momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2 – Filme: “Closer – Perto Demais” / Música: “The blower’s daughter”, de Damien Rice&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sem muitas palavras sobre o filmes. A primeira vez que eu vi alguém roubando a cena de Julia Roberts. A cena e o marido. Momento perfeito do cinema. Duas horas sustentadas nas costas por quatro atores excelentes. E a cena, comentada inclusive no blog do Nuno, é a primeira. Srta. Natalie Portman vinda de lugar nenhum, aparentemente mais uma no meio da multidão, quando é notada por sr. Jude Law. E é o ponto de partida para uma história de encontros e desencontros. Ao som da música que surgiu, se tornou clássico, se tornou insuportável pela repetição, se tornou brega, mas ainda sim é lindíssima. Será que alguém consegue tirar Natalie Portman da mente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 – Filme: “Conta Comigo / Música: “Stand by me”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O filme ainda não superou o livro de Stephen King, apesar de ser um clássico dos anos 80 que não merece o posto de “Sessão da Tarde” que lhe é conferido. Esse filme deveria figurar em qualquer lista de filmes que alguém possa fazer porque é uma história tão sensível e tão bonita sobre um rito de passagem. E a música é tocada durante o maior rito de passagem do filme: quando os quatro personagens principais percebem que dali pra frente, não serão mais crianças. Voltaram ao mundo real, é hora de crescer. Talvez isso signifique que eles irão se separar e tornar-se estranhos na escola, mas aquela aventura e a infância que compartilharam estará sempre com eles. E tudo ficará bem. Nessa hora, impossível não chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que o Top 5 tenha agradado. Ou pelo menos lido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps: enquanto escrevia o post, me lembrei da melhor cena de V de Vingança, quando Tchaikovisky está no seu auge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soundtrack: &lt;em&gt;The blower’s daughter&lt;/em&gt;, by Damien Rice&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-115786797603899427?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/115786797603899427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=115786797603899427&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115786797603899427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115786797603899427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/09/episode-513-high-fidelity.html' title='Episode 5.13 [ High Fidelity ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-115765066594990644</id><published>2006-09-07T10:25:00.000-07:00</published><updated>2006-10-31T15:05:27.673-07:00</updated><title type='text'>Episode 5.12 [ Home Alone ]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Episode 5.12 [ Home Alone ]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou "Pra onde a mente vai quando se está sozinho"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estamos sozinhos em casa é que conseguimos finalmente chegar mais perto de nós mesmos. E isso significa bem mais do que decorar o que a imagem no espelho quer dizer. Sozinhos, não há de quem esconder nossos defeitos. Então eles vêm à tona e você nem pode pensar em negar. Você não pode mentir pra você mesmo e qualquer máscara cai. Só sozinho é que se pode fazer seus próprios planos, sonhar e amar.&lt;br /&gt;Ficar sozinho nesse apartamento em BH não é tão fácil, porque não há com o que se distrair. Me obrigo o tempo todo a me enfrentar e perco todas as lutas. Mas quem disse que eu não posso ser o que eu quero ser?&lt;br /&gt;Aqui sozinho, depois dessa mostra de Cinema, eu penso que até gostei daquele &lt;em&gt;road movie&lt;/em&gt; que me pareceu inicialmente um clichê gigante. Acho que tenho uma queda por ritos de passagens. Passei tantas horas sentado olhando para aquela telona imaginando se aquelas pessoas realmente passaram pelas mesmas coisas que eu. Tantos dilemas, tantas questões e nenhuma disposição pra responder (desconfio que essa preguiça ainda vai me prejudicar um bocado). &lt;br /&gt;Será que aqueles tipos na tela são capazes de sonhar? O que a garota muçulmana do filme francês pensa enquanto dorme? O que o jovem louco por diversão do filme espanhol que ser na vida? O que afinal aconteceu com o casal do filme de Taiwan? "Que bobagem! Os personagens não existem além da cabeça do roteirista!"&lt;br /&gt;Discordo plenamente. Eu sou um personagem e existo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei de tentar ser cult ou entender o que é ser cult. Cansei de ser qualquer coisa que alguém tenha um nome para definir. Porque todo cult é um pseudo e todo rótulo é limitado e burro. Só aceito um rótulo: o de sonhador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(acho que tenho uma pedra no rim direito. ou talvez seja mais uma alucinação do tédio... como esse post ignorável)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Home Alone - Esqueceram de mim:&lt;/strong&gt; Esse filme com o Macaulay Culkin despensa qualquer apresentação. Todo mundo vivo já viu esse aí ou já ouviu falar, principalmente naquela programação de fim de ano da globo. Bem, é isso. Catherine O'Hara, Joe Pesci e mais um bocado de gente engraçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soundtrack: &lt;em&gt;Thank you for loving me&lt;/em&gt;, by Bon Jovi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*escrito na semana passada&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-115765066594990644?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/115765066594990644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=115765066594990644&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115765066594990644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115765066594990644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/09/episode-512-home-alone.html' title='Episode 5.12 [ Home Alone ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-115673888303351733</id><published>2006-08-27T20:45:00.000-07:00</published><updated>2006-10-31T15:05:48.223-07:00</updated><title type='text'>Episode 5.11 [ Duets ]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Episode 5.11 [ Duets ]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo parece tão igual. As pequenas diferenças entre os meus dias são tão pequenas que se fazem imperceptíveis ao longo dos meses...&lt;br /&gt;Ainda continuo me achando bobo demais pra certas coisas da vida... Eu ainda tento descobrir o que vai acontecer amanhã em Páginas da Vida. Eu não sei, mas acho que vou insistir em permanecer imaturo por um tempo. Mas não é disso que eu ia falar, na verdade. Eu estava pesquisando sobre grandes músicas de filmes e eu descobri que tem muita música que todo mundo conhece e ninguém nem sabe que ganhou o Oscar. Eu particularmente acho que faz uma p*** diferença uma música ser reconhecida por um prêmio como o Oscar (apesar das controvérsias que envolvem as preferências da academia, e que já são conhecidas por nós) porque alguns filmes são muito lembrados pelas suas músicas. Quem é que não alugou aquele filme só pra ouvir de novo aquela música perfeita, que geralmente vem só na última cena? São milhaaaares de músicas perfeitas pra cenas perfeitas. Eu chorei rios quando ouvi "&lt;em&gt;Stand by me&lt;/em&gt;" no final de Conta Comigo nas cenas finais porque a música simplesmente tinha tudo a ver com o filme. E eu acho que ela só não ganhou o Oscar porque só ganha música original, feita exclusivamente para o filme e essa já existia antes, na versão do Lennon. Mas quem vai dizer que não se arrepia ouvindo "&lt;em&gt;Time of my life&lt;/em&gt;" enquanto o Patrick Swayze e a Jennifer Grey dançam na tela? E até nos filmes mais modernos, mais anos 90. Eu sempre lembro de "&lt;em&gt;I feel it in my fingers... I feel it in my toes..." &lt;/em&gt;quando penso no filme Quatro Casamentos e Um Funeral. E sempre lembrarei de "&lt;em&gt;you're gonna fly away... glad you're goin' my way..." &lt;/em&gt;que a Gwyneth canta lindamente com o Huey Lewis em Duets. Trechos perfeitos de canções...&lt;br /&gt;O negócio é que música é uma expressão muito bonita de sentimentos. Ainda mais do que uma poesia, porque a entonação de voz, o ritmo, a altura, tudo isso consegue expressar um romantismo ou uma outra emoção qualquer que letras no papel inerte não têm a capacidade de transmitir (exceto, é claro, poesias dos grandes autores, tipo o Pessoa ou o Drummond, ou até mesmo aqueles românticos mais depressivos, tipo o Rimbaud). E é lindo ouvir um acorde especial e lembrar de um filme especial. &lt;br /&gt;E há também os pares... ah... grandes pares embalados por grandes canções (até mesmo entram aqui aquelas da Celine Dion que foram pro Oscar, como "&lt;em&gt;My heart will go on&lt;/em&gt;" e "&lt;em&gt;Because you loved me&lt;/em&gt;")... Grandes cenas, grandes amores. Cinema é a melhor coisa do mundo. Música também é a melhor coisa do mundo. por que não juntar os dois?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E algumas curiosidades do Oscar de Melhor Canção Original:&lt;br /&gt;A Disney e produtoras infantis em geral são boas nisso. Já ganharam ou foram indicadas as músicas do Rei Leão (foram 3 indicadas) em 94, Toy Story em 95 e 99, Pinocchio em 40, Tarzan em 99 (eu recomendo a música &lt;em&gt;You'll be in my heart&lt;/em&gt;, do Phill Collins... linda), Príncipe do Egito em 98, Anastasia e Hércules em 98, Pocahontas em 97, Alladin em 92 ("&lt;em&gt;um mundo ideaaal&lt;/em&gt;"), A bela e a fera em 91, A Pequena Sereia em 89 e mais um monte por aí.&lt;br /&gt;Os anos 80 foram os anos mais justos. Em 80 ganhou &lt;em&gt;Fame&lt;/em&gt; do filme Fama, em 82, &lt;em&gt;Up Where We Belong&lt;/em&gt;, do filme perfeito do Richard Gere, em 83 a música do Flashdance ganhou, em 84 &lt;em&gt;I Just Called To Say I Love You&lt;/em&gt;, em 85 &lt;em&gt;Say You, Say Me&lt;/em&gt; (confessa... você adora), em 86 &lt;em&gt;Take My breath Away&lt;/em&gt; (do top gun) e em 87 a maravilhosa &lt;em&gt;Time of my life&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e agora, antes que vocês desistam de ler... até mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.classicmoviemusicals.com/lists.htm"&gt;Lista de Indicados até 1999&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Academy_Award_for_Best_Song"&gt;Lista de Vencedores até 2006&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soundtrack: &lt;em&gt;It Might Be You&lt;/em&gt;, by Stephen Bishop&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Duets - Vem Cantar Comigo:&lt;/strong&gt; filme de 2000 com a estonteante Gwyneth Paltrow, dona de uma das belezas mais puras que eu já vi. Seis cantores amadores resolvem se inscrever no Grande Concurso de Karaokê em Omaha, Nebraska. Lá eles tem a grande chance exibir seus talentos musicais mas, à medida que o concurso avança, eles começam a enfrentar os mais diversos contratempos. O principal é justamente o da personagem da Gwyn com o seu pai. Atuação mencionável de Scott Speedman, do seriado Felicity.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-115673888303351733?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/115673888303351733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=115673888303351733&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115673888303351733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115673888303351733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/08/episode-511-duets.html' title='Episode 5.11 [ Duets ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-115549172483068379</id><published>2006-08-13T10:41:00.000-07:00</published><updated>2006-10-31T15:06:04.583-07:00</updated><title type='text'>Episode 5.10 [ Big ]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Episode 5.10 [ Big ]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem comentários sobre o episódio anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então lá estava eu naquele show perfeito de uma banda que eu já havia me esquecido que era tão boa. Pessoas felizes... companhia boa... mas algo estava errado. Talvez a sensação nostálgica que eu tive de estar de novo na 7ª série arrumando coragem pra ir falar com as meninas e curtir o show com a galera da minha sala, quando o meu mundo ainda se resumia ao colégio... Acho que tudo era mais fácil naquela época, porque a gente não queria mesmo nada sério... era só ir pro show, curtir um pouco, ouvir boa música (nem sempre), beijar pessoas desconhecidas... E hoje está tudo diferente porque eu simplesmente não consigo mais viver daquele jeito. Pra mim não adianta mais satisfação por uma noite. &lt;br /&gt;E a juventude de hoje corrompida demais pro meu gosto... Enquanto o Dinho Ouro Preto fazia discursos sobre política e consciência moral, o garoto aprentemente rico e sem problemas na vida cheirava cocaína desvairadamente. Aposto que a vida dele não ficou melhor depois daquilo. E os meus amigos da época do colégio que hoje são apenas meros conhecidos a quem se cumprimenta na rua estão todos fumando e usando drogas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que foi só eu que cresci?&lt;br /&gt;Eu lembro que quando eu tinha 13 anos tudo o que eu mais queria era crescer logo. Na verdade, tudo o que eu queria nesse exato momento era voltar para a 7ª série e voltar a ser um garoto normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soundtrack: &lt;em&gt;O Mundo&lt;/em&gt;, by Capital Inicial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Big - Quero ser grande:&lt;/strong&gt; filme de 1988, realmente memorável, com o Tom Hanks no papel de um garoto de 12 anos que amanhece aos 35 e se vê obrigado a se acostumar com as suas novas condições, encarando inclusive um emprego e grandes responsabilidades. Eu não quero ser grande...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-115549172483068379?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/115549172483068379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=115549172483068379&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115549172483068379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115549172483068379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/08/episode-510-big.html' title='Episode 5.10 [ Big ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-115527733659348512</id><published>2006-08-10T23:11:00.000-07:00</published><updated>2006-10-31T15:07:00.133-07:00</updated><title type='text'>Episode 5.09 [ Say It Ain't So! ]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Episode 5.09 [ Say It Ain't So! ] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tô tão cansado já... ouvindo as mesmas músicas velhas e vendo os amigos de antes se distanciarem como areia escorrendo pelos dedos... e muito cansado dessa vida amorosa falida. Permita-me ser pessimista e depressivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Parece que vai ser sempre assim... nada dá certo pra mim!&lt;br /&gt;E de novo a banda na TV tira as palavras da minha boca e traduz fielmente os meus próprios sentimentos. Faria tanta diferença ouvir dizer que alguém gosta realmente de mim, algo além do velho conhecido "me desculpe, mas..."&lt;br /&gt;Seria tão diferente se eu pudesse amar tão intensamente sem me preocupar com a recíproca. Mas nada de altruísmo no meu café. (eu nem tomo café)&lt;br /&gt;A história se repete quando eu pensei que tudo tinha mudado, e parece que eu sempre vou me sentir como um garoto de 15 anos. Mais uma vez eu fiquei em segundo lugar e no momento não consigo encontrar algo em que eu realmente seja "o melhor".&lt;br /&gt;Tudo o que eu preciso é que alguém me dê realmente um pouco de atenção sem que eu precise pedir.&lt;br /&gt;Mas não faço falta...&lt;br /&gt;"Mr. Cellphane"&lt;br /&gt;transparente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o amogo, só o que conta e o que ouve, só o que guarda segredos e ouve as explicações. Só op que observa, nunca o que participa... Só o que está, nunca o que É...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem ouço mais sobre o amor nos meus sonhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz muito pouca diferença olhar pra trás a não ser pra pensar o que de bom eu posso tirar dos meus erros. Mas onde foi mesmo que eu errei?&lt;br /&gt;Só quero me apaixonar.&lt;br /&gt;Só quero nunca me apaixonar.&lt;br /&gt;Só quero ser um pouquinho feliz.&lt;br /&gt;E se puder, nunca mais sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas parece que vai ser sempre assim... nada nunca dá certo pra mim.&lt;br /&gt;"But I have one last cry before I leave it ALL behind"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soundtrack: &lt;em&gt;One Last Cry&lt;/em&gt;, by Marina Elali&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diga que não é verdade (Say it isn't so!):&lt;/strong&gt; filme tipo sessão da tarde de qualidade um pouco duvidosa. Feito em 2001, trouxe Chris Klein e Heather Graham como um casal de jovens apaixonados que acabaram desocbrindo segredos que os impediam de ficar juntos. Descobrir verdades demais é prejudicial à saúde mental.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-115527733659348512?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/115527733659348512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=115527733659348512&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115527733659348512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115527733659348512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/08/episode-509-say-it-aint-so.html' title='Episode 5.09 [ Say It Ain&apos;t So! ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-115493001974940625</id><published>2006-08-06T22:38:00.000-07:00</published><updated>2006-10-31T15:07:19.390-07:00</updated><title type='text'>Episode 5.08 [ From Here To Eternity ]</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Episode 5.08 [ From Here To Eternity ]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estou finalmente a algumas horas de voltar pra faculdade. Talvez não signifique nada pra vocês, além de um garoto que prefere não dormir e ficar na internet sem pensar que no dia seguinte tem aula até as 5 da tarde. Mas pra mim é um grande passo. Talvez um passo ainda maior do que ter entrado na faculdade.&lt;br /&gt;Quando me mudei pra Belo Horizonte, comecei a sonhar. Era um mundo completamente novo. Eu tinha consciência de que a cidade ainda oferecia alguma resistência a mim, mas eu achava tudo aquilo o máximo... ser mais um em um lugar onde NINGUÉM se preocupa com a sua vida. É claro... ins e outs. Pontos positivos e negativos. Mas eu realmente pensei que minha vida havia mudado e daquele momento em diante seria dali pra cima. Eu moraria em cidades cada vez maiores, que comportariam sonhos maiores e maiores realizações. E a minha cidade passou a ser Belo Horizonte e suas luzes ofuscantes.&lt;br /&gt;Então vieram as férias e o sonho acabou. Não que voltar pra Sete Lagoas tenha sido ruim, mas foi um grande choque ver que o meu mundo é aqui. Os meus sonhos podem ser grandes mas a cidade em que vivo não. Meus amigos estão aqui, minha família está aqui, o meu quarto, minhas idéias e minhas anotações pertencem a essa cidade. Esse é o meu mundo. E não sei se estou preparado para deixá-lo. Não sei se um dia estarei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu parei pra pensar: "Amanhã começa tudo de novo". E eu não cumpri a metade da minha lista de afazeres das férias. Não vi meus amigos do 3° ano... Não mandei aquele e-mail que ainda está entalado... Não assisti a 1000 filmes bons... Não encontrei o amor da minha vida... Não terminei o meu roteiro... Mas ainda há tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;From hete to eternity - A um passo da eternidade: &lt;/span&gt;filme de 1953 que ganhou um monte de Oscars, com o Frank Sinatra e mais um monte de estrelas do preto e branco. Jovens adultos tentam construir suas vidas moldando-se às condições propostas pela guerra, nas vésperas do ataque a Pearl Harbor. Tudo a ver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soundtrack: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(I've got you) Under my skin&lt;/span&gt;, by Frank Sinatra&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-115493001974940625?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/115493001974940625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=115493001974940625&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115493001974940625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115493001974940625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/08/episode-508-from-here-to-eternity.html' title='Episode 5.08 [ From Here To Eternity ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-115457502365071996</id><published>2006-08-02T20:11:00.000-07:00</published><updated>2006-10-31T15:08:21.486-07:00</updated><title type='text'>Episode 5.07 [ Risky Business ]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Episode 5.07 [ Risky Business ] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida tem mesmo muitos caminhos. E surpresas. E escolhas.&lt;br /&gt;Como minha primeira realização realmente significante de férias, viajei para a fazenda de Filipe no sábado. Voltei na segunda com muitas histórias pra contar, principalmente sobre guerras de coquinhos, pescarias frustradas, papagaios, jogos de bola, muita carne, muito baralho, algum vinho e conversas perfeitas com amigos perfeitos.&lt;br /&gt;E foi uma das poucas vezes que consegui realmente expressar os meus sentimentos e pensamentos através de palavras faladas. Sempre achei mais fácil escrever sobre tudo, me declarar para as pessoas de quem eu gostei por essa vida a fora, até mesmo pedir desculpas pelos meus erros. É o jeito mais fácil, pelo menos pra mim. &lt;br /&gt;Acho que tudo isso tem a ver com o meu tipicamente taurino medo da mudança, medo do inesperado, insegurança. Sempre tive receio em relação a mudanças radicais na vida e todas as grandes mudanças me causaram boas horas de tristeza e reflexão pessoal antes do início da fase de adaptação.&lt;br /&gt;Mas aí eu ouvi um conselho: “Arrisque-se mais, senão como você vai saber que não foi o melhor?”. E como todos nós sabemos – mas bem poucos colocam em prática – é melhor se arrepender do que fizemos e não do que deixamos de fazer.&lt;br /&gt;Eu realmente vou tentar me arriscar mais daqui pra frente. Confesso que não sabia que a solução era assim tão fácil. E sei também que não vai funcionar 100% na prática. Mas eu espero realmente perder menos oportunidades, ou melhor... fazer as minhas próprias oportunidades. É difícil. Difícil realmente dizer adeus ao que sabemos que nos é seguro e rotineiro. &lt;br /&gt;Mas a vida é assim. As pessoas vêm e vão e algumas se fazem parte da nossa história eternamente, mesmo com um conselho na madrugada ou com as longas tardes que aproveitamos juntos até que percebemos que é tarde demais para se esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trilha sonora: &lt;em&gt;Love in the Afternoon&lt;/em&gt;, by Legião Urbana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Negócio Arriscado (Risky Business): &lt;/strong&gt;filme de 1983, um dos primeiros sucessos de Tom Cruise, em que ele é um adolescente que aproveita a viagem dos pais pra fazer bagunça na casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-115457502365071996?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/115457502365071996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=115457502365071996&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115457502365071996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115457502365071996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/08/episode-507-risky-business.html' title='Episode 5.07 [ Risky Business ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-115309691041099925</id><published>2006-07-16T17:39:00.000-07:00</published><updated>2006-10-31T15:09:03.456-07:00</updated><title type='text'>Episode 5.06 [ You've Got Mail ]</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Episode 5.06 [ You've Got Mail ] &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe a sensação que você tem quando entra no seu e-mail e vê que tem uma mensagem nova, principalmente se for de uma pessoa especial? Bom, você fica tão feliz que esquece momentanemante da conta atrasada do celular, das obrigações que você tem com o Exército (blééérgh!), dos problemas da vida cotidiana...&lt;br /&gt;É a mesma sensação que você tem quando surpreende uma lágrima caindo do seu queixo depois de ver um filme tão bobo, mas ao mesmo tempo tão bonito como "Garotos da Minha Vida".&lt;br /&gt;E é bem parecida com o que você sente quando você dorme ao som de uma playlist de 6 horas com músicas bonitinhas e imagina cenas legais ao som de "Crazy For You" da MAdonna ou "Out OF My Head" do Fastball.&lt;br /&gt;É uma sensação boa, de sonho realizado, mesmo quando ainda há sonhos que não se realizaram. Quer dizer que você não perdeu ainda (todas) as esperanças de realizar os pequenos planos que fez pela vida a fora.&lt;br /&gt;Você se sente tão bem quando chega ao topo de uma serra que demorou horas pra poder subir por uma trilha diferente com dificuldades de respirar...&lt;br /&gt;Você se sente tão feliz quando descobre que Papai Noel existe sim e que é só mandar uma cartinha pra ele que tudo se resolve na mesma hora...&lt;br /&gt;Você se sente tão completo quando ouve uma música que combina direitinho com o que você está sentindo naquela hora, ou está doido pra falar com uma certa pessoa...&lt;br /&gt;Você se sente privilegiado quando vê que tem amigos que não esquecem de você mesmo com o tempo ou a distância...&lt;br /&gt;Você se sente tão alegre quando consegue terminar de escrever mais um episódio da sua vida que terminou bem...&lt;br /&gt;Você se sente tão contente quando respira fundo e se toca que sim, você existe e sim, você é demaais...&lt;br /&gt;Você se sente tão importante quando sabe que tem duas vidas que dependem de você e que se você não der comida pra hamster e pra gerbil elas vão morrer e será culpa sua...&lt;br /&gt;Ai, ai...&lt;br /&gt;É isso que eu estou sentindo. Tudo isso junto, misturado, como um grande e feliz abraço de um urso polar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(cause I know a place where the sun is always shinning... and I won't forget the face of the one who's gonna keep me smiling... You're my candy in the sun, you're my angel on the run, you're my candy in the sun... hey, hey, hey...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soundtrack: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Candy in the Sun&lt;/span&gt;, by Swirl 360°&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-115309691041099925?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/115309691041099925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=115309691041099925&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115309691041099925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115309691041099925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/07/episode-506-youve-got-mail.html' title='Episode 5.06 [ You&apos;ve Got Mail ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-115232900620611323</id><published>2006-07-07T20:21:00.000-07:00</published><updated>2006-10-31T15:09:20.513-07:00</updated><title type='text'>Episode 5.05 [ A Winter's Tale ]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Episode 5.05 [ A Winter's Tale ] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá se foi a minha primeira semana de férias. E com ela muitas decepções, perdas, ganhos... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O frio ainda me assola e me faz sujar mais meias do que eu deveria. Meus lábios estão rachados e doloridos. O inverno está glacial. Só falta nevar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha avó faleceu na quarta-feira à noite. É estranho simplesmente não te-la mais no quarto ao lado, não ouvir sua voz gritando e reclamando, ou não ouvir seu fôlego forçado para cantar suas músicas. Pelo menos ela está muito melhor do que muita gente por aqui. Enquanto isso, na Terra, poucas realizações. Descobri que Brokeback Mountain não é tão bom assim. Salvo a fotografia, trilha sonora e atuações excelentes, o filme realmente não me surpreendeu. Descobri que o final de Belíssima deixou a desejar. Descobri que minhas notas finais não foram tão boas assim como eu pensava. E para as minhas férias, nada de viagens, nada de festas até agora, nada de encontros, nada de revelações (nem mesmo na novela...), nada de e-mails respondidos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo visto, minhas férias metaforizam o fato de que a vida é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância, como eu já disse por aqui. Viver é tão simples que nos basta respirar e seguir nossa natureza. Mas ainda sinto falta de vivenciar. Vivenciar é estar presente. Não apenas acordar, mas abrir os olhos para um novo dia cheio de realizações. Não apenas dormir, mas ter em mente que o dia foi bom e o próximo vai ser melhor. Não apenas respirar, mas interiorizar toda a energia que emana de quem nos ama. Ainda tenho os meus amigos e a minha família e não reclamo disso. Apenas sugiro uma coisa: olhe para si mesmo essa madrugada. O que você realizou hoje? Do que você vai se orgulhar quando estiver deixando esse mundo? Faça mais. (use filtro solar, também, é claro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é isso aí. E você não está sozinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"escrevo longas cartas pra ninguém... e o inverno no Leblón é quase glacial..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soundtrack: &lt;em&gt;In Between Days&lt;/em&gt;, by The Cure&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-115232900620611323?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/115232900620611323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=115232900620611323&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115232900620611323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115232900620611323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/07/episode-505-winters-tale.html' title='Episode 5.05 [ A Winter&apos;s Tale ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-115069176528545221</id><published>2006-06-18T21:25:00.001-07:00</published><updated>2006-10-31T15:09:55.026-07:00</updated><title type='text'>Episode 5.04 [ The Wizard Of Oz ]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Episode 5.04 [ The Wizard Of Oz ] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tantas conversas, de tantos acontecimentos... depois de tantos filmes, tantas ilusões, tantas estrelhas observadas durante a noite pela minha janela... depois de tantas pessoas... eu acho que eu estou realmente crescendo.&lt;br /&gt;Crescendo e aprendendo todos os dias, com novas surpresas. Sim, alguns sentimentos são repetidos, mas a maneira como eu os encaro é diferente. Em outras épocas, eu me desesperaria com o fato de estar sozinho por tanto tempo e me apegaria à primeira garota com disposição pra ouvir o que eu tenho pra dizer só pelo prazer de ser rejeitado por ela tempos depois. Hoje eu estou finalmente conseguindo distinguir melhor (melhor do que antes, ao menos) o que realmente pode me fazer bem. E no momento, não posso, não quero e não devo me desesperar com o fato de não ter alguém com quem dividir os sonhos. Sabe por que? porque eu tenho. Eu tenho amigos que substituem 100 garotas. &lt;br /&gt;Conheço muitas pessoas boas, mas não sei se alguma delas merece o desgaste que é amar alguém por minha parte. Sim, eu queria, e como eu queria, não saber o que falar perto daquela pessoa especial para parecer inteligente, eu queria não ter fala e sonhar todos os dias com a mesma pessoa, eu queria ouvir músicas, ver filmes e lembrar dela, queria ser correspondido, andar na chuva abraçado...&lt;br /&gt;Eu cheguei a acreditar que isso não existia, que eu era infantil demais, vendo filmes e séries demais. Mas olhando em volta eu vejo que isso existe sim. Amor perfeito existe. Simplesmente e infortunadamente, não é a minha hora. &lt;br /&gt;Será que vou saber esperar?&lt;br /&gt;Eu ainda acredito na mágica do amor. O amor é uma coisa boa e só existe de fato quando é correspondido. Amor não correspondido é ilusão, talvez obsessão. No momento, eu posso dizer sem sombra de dúvidas que eu não estou amorosamente interessado em ninguém, e sem morrer com o peso dessas palavras.&lt;br /&gt;Eu quero sim, e não vou evitar se o momento chegar amanhã ou depois. Eu quero desfrutar da magia de atravessar o arco-íris, vestir o sapato de rubi e encontrar o Mágico de Oz junto com alguém. Mas acho que no momento, eu já faço isso com meus amigos. E, por hora, é o bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu amo vocês pessoas que estiveram presente ultimamente na minha vida com mais freqüência: Du, Lipe e Naty Ávilla. E vocês que não estiveram também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soundtrack: &lt;em&gt;Over the rainbow&lt;/em&gt;, by Judy Garland&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-115069176528545221?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/115069176528545221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=115069176528545221&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115069176528545221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/115069176528545221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/06/episode-504-wizard-of-oz.html' title='Episode 5.04 [ The Wizard Of Oz ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-114999860746394752</id><published>2006-06-10T21:01:00.000-07:00</published><updated>2006-10-31T15:10:55.600-07:00</updated><title type='text'>Episode 5.03 [ Great Expectations ]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Episode 5.03 [ Great Expectations ]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá estava eu, voltando pra casa bem mais cedo que o normal, ainda com a esperança de que meu celular vibrasse no bolso. O ônibus estava cheio e eu bem distante dali, pensando na vida, pensando no mundo, pensando em que palavras eu usaria para escrever isso agora.&lt;br /&gt;Duas horas e meia antes eu saí. O roteiro: ir até a casa de Vinícius Cotta para o aniversário dele e logo depois sair de lá e ir encontrar com Filipe e Du e quem sabe o resto do pessoal. Mas cheguei na casa de Vinícius tarde. Saí tarde. Cheguei na casa de Du tarde. Tarde demais. Eles já não estavam mais lá, não me esperaram e não me ligaram. Meu celular sem poder ligar pra ninguém, telefone de casa ocupado... &lt;br /&gt;Só podia estar tudo errado. Logo hoje que eu precisava tanto falar com alguém.. logo hoje que eu precisava tanto estar perto dos meus amigos e não ver a hora passar... não sei porque eu estava com uma angústia que não passava...&lt;br /&gt;Na casa de Vinícius me senti tão por fora. Me senti completamente alheio às conversas, aos assuntos... Minha grande companheira foi a música... Tudo o que eu queria era sair correndo dali e abraçar alguém que me dissesse que tudo ia ficar bem.&lt;br /&gt;Mas eu nem mesmo sei o que está mal...&lt;br /&gt;Ontem eu encontrei no Orkut uns amigos antigos, que não vejo desde 98. E fiquei imaginando como tudo seria se eu nunca tivesse me mudado para Sete Lagoas. Talvez seria um deles, me formaria com eles. Talvez não estivesse estudando na UFMG, talvez não estaria me sentindo tão estranho como agora...&lt;br /&gt;Eu olho pra minha vida e percebo que eu sempre quis ser o que eu sou hoje. Mas tem alguma coisa fora do lugar. Meus amigos estão distantes como nunca. Estou sozinho. O semestre na faculdade está acabando e eu vejo que realizei muitíssimo pouca coisa nesses meses. Como assim? segundo período?? &lt;br /&gt;Toda vez que vou dormir olho para o cruzeiro do sul da minha janela e imagino que talvez só as estrelas se preocupem comigo e saibam dos meus sonhos e medos. Mas elas talvez nem estejam lá...&lt;br /&gt;Tudo isso que eu escrevi na verdade foi pra refletir sobre as expectativas que a gente cria a respeito da vida. Lá vamos nós sonhando com um mundo perfeito. Eu sonhava em sair de Guaranésia e conquistar o mundo e hoje me vejo me perguntando se não teria sido melhor continuar lá. Eu esperava me divertir na casa de Vinícius e depois ver Filipe e Du. Nada disso aconteceu.&lt;br /&gt;A vida é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância, como já diz o poeta. Quando vamos aprender a não apostar todas as nossas fichas? Quando vamos aprender a não nos decepcionar com as coisas?&lt;br /&gt;Pra mim não adianta... se eu não sonhar, se eu não esperar, se eu não ansear... eu simplesmente não vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soundtrack: &lt;em&gt;City of Blinding Lights&lt;/em&gt;, by U2&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-114999860746394752?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/114999860746394752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=114999860746394752&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/114999860746394752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/114999860746394752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/06/episode-503-great-expectations.html' title='Episode 5.03 [ Great Expectations ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-114936490412882005</id><published>2006-06-03T12:51:00.000-07:00</published><updated>2006-10-31T15:11:20.590-07:00</updated><title type='text'>Episódio 5.02 [ Stand by Me ]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Episódio 5.02 [ Stand by Me ] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre foi assim e sempre vai ser... Os amigos que a gente tem valem ouro, mas chega uma hora que até mesmo aqueles amigos mais sinceros e íntimos precisam seguir seu próprio caminho. Eu sei bem como é isso. Já tive muitos melhores amigos na vida. Hoje, tenho confiança em uns para contar umas coisas, em outros para contar outras. Mas são poucos (atualmente 2 ou 3) aqueles com quem eu me sinto completamente à vontade. Mas isso não quer dizer que os outros são menos importantes.&lt;br /&gt;Teve uma época em que eu comecei a fazer um ranking de amigos, querendo descobrir quem viria primeiro e quem viria por último. Aí eu percebi que era uma coisa completamente sem sentido, porque todos (todos eles meeesmo) têm um pedaço de mim e eu deles. São experiências, pequenas palavras compartilhadas, momentos gravados em &lt;em&gt;slow motion&lt;/em&gt; na memória que ficam pra sempre. &lt;br /&gt;Antigamente, eu tinha 3 amigos que achava que iam ser meus amigos para sempre. Até que um dia o grupo acabou (e vocês sabem bem como e quando). Aí eu achei que nada ia ser igual nunca mais. Mas hoje, meses depois, eu vejo que sim, muita coisa mudou, tudo seguiu o seu curso. Só que ainda continuo amigo dessas pessoas. A Amizade não acaba, só modifica. Hoje tenho outros amigos especiais e é claro que o grupo não vai durar para sempre. Eu só queria que essas pessoas soubessem que são especiais na minha vida. Pra sempre, mesmo que tudo mude daqui a um mês, uma semana, um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então é isso. Du, Lipe, Grá, Fábio, Cibele e Cláudia. Vocês já fazem parte da minha vida e nada pode mais tirar nossos momentos. As garrafas de vinho, as festas, o carnaval, a viagem... Eu só queria que soubessem que podem contar comigo pra sempre.&lt;br /&gt;E aos outros amigos muito especiais não citados aqui no grupo acima, obrigado por fazerem minha vida um pouco melhor. Pessoas da antiga turma da escola, Nathália Ávila e Diogo, pessoal da faculdade, Rodrigo e Pedro... eu amo todos vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soundtrack: &lt;em&gt;With a Little Help From My Friends&lt;/em&gt;, by Joe Cocker&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-114936490412882005?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/114936490412882005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=114936490412882005&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/114936490412882005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/114936490412882005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/06/episdio-502-stand-by-me.html' title='Episódio 5.02 [ Stand by Me ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-114816284358275894</id><published>2006-05-20T15:04:00.000-07:00</published><updated>2006-05-20T15:07:23.583-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Episódio 5.01 [ 2006 – A Space Odyssey ] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando a gente se sente um pouquinho perdido. Mas só um pouquinho. Não estou o que se pode chamar de triste, tenho ainda amigos sinceros e tenho coragem de continuar vivendo sem ligar pra opinião daqueles que não pagam as minhas contas.&lt;br /&gt;De repente eu paro pra pensar e percebo que estou em Belo Horizonte, estudando na Universidade Federal de Minas Gerais. Será que eu estou mesmo pronto pra tudo isso. Eu acabei de fazer 18 anos e ainda tem tanta coisa que eu não sei. Tem tanta coisa que eu já poderia ter vivido e não vivi por falta de coragem ou comodismo. Eu sei, já falei sobre isso antes, mas o que fazer quando o sentimento não vai embora e fica te incomodando, entrando pela sua janela à noite?&lt;br /&gt;Quase não tenho mais tempo para me dedicar ao blog; acho que também estou perdendo o talento de escrever algo que faça sentido. Toda semana é uma avalanche de trabalhos, apresentações e provas, o que me faz me perguntar se vai ser assim pelos próximos 4 anos. Mas isso me traz uma conclusão válida: estou sendo avaliado o tempo todo. Mais do que nunca eu preciso atentar para as críticas – quais eu devo acolher e quais eu devo ignorar. Talvez eu não seja tão indiferente assim às opiniões alheias. Senão eu não tentaria impressionar. &lt;br /&gt;Tenho saudades da época em que eu escrevia sobre alguma coisa, sobre algum sentimento, sobre alguma descoberta. Meus posts agora são sobre nada em especial, apenas sobre coisas que ninguém entende (e nem se esforça para entender) além de mim. É possível que na vida de um cara que acabou de se mudar para uma cidade 10 vezes maior e acabou de entrar na faculdade não esteja acontecendo absolutamente nada que mereça ser escrito?&lt;br /&gt;Minha vida costumava ser um seriado. O problema é que hoje nem os seriados parecem ter finais felizes. O Seth do The OC está viciado em maconha e a Marissa morreu no último episódio da terceira temporada. E morreu também mais uma das minhas esperanças de que tudo dê certo no final. &lt;br /&gt;Não consigo enxergar uma cor na minha vida. Nem cores de Almodóvar nem cores de Frida Kahlo. Eu preciso de respostas urgentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soundtrack: &lt;em&gt;Champagne Supernova&lt;/em&gt;, by Matt Pond PA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-114816284358275894?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/114816284358275894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=114816284358275894&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/114816284358275894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/114816284358275894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/05/episdio-5.html' title=''/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26270152.post-114653980270554224</id><published>2006-05-01T20:14:00.000-07:00</published><updated>2006-10-31T15:11:42.763-07:00</updated><title type='text'>Pilot Episode [ Welcome to 18 ]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Pilot Episode [ Welcome to Eighteen ] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda não tinha parado pra pensar o que significa ter dezoito anos. Agora, faltando muito pouco tempo para a meia-noite, logo, muito pouco tempo para eu ter oficialmente dezoito anos, eu consigo pensar em um pouco mais do que beber legalmente ou entrar em alguns lugares só para maiores.&lt;br /&gt;A minha vida já está mudando a tempo o bastante. Foram grandes guinadas. Sair do Ensino Médio e entrar na Universidade. Sair de Sete Lagoas e ir morar em Belo Horizonte. Algo me diz que tudo isso foi apenas uma preparação para o que está por vir. Estou aprendendo a administrar o dinheiro, gastar menos, preocupar-me com as contas. Mas o dinheiro que as paga ainda não sai do meu bolso. &lt;br /&gt;Acho que ter 18 significa ter consciência dos meus atos ou pelo menos das conseqüências que eles trazem. Significa estar pronto para tomar atitudes, ter algumas responsabilidades a mais e ao mesmo tempo saber que ainda não sou grande o bastante para outras coisas. Ainda tenho muito o que aprender. Muito velho por aí ainda não tem a resposta para todas as perguntas da vida. &lt;br /&gt;Ter 18 está significando sentir de uma maneira mais madura e altruísta, sem pedir nada em troca. Seja na amizade, seja no amor, seja nas relações familiares. A idéia de troca é mesquinha e capitalista. Não é isso que eu quero para os meus 18 anos... &lt;br /&gt;Ter 18 anos significa fazer sempre o melhor. Se alguém diz que o que eu faço está bom, eu não tenho que me orgulhar e deixar como está, mas tentar melhorar ainda mais. Se alguém diz que o que eu faço é ruim, eu não tenho que desistir e deixar pra lá, mas procurar saber onde estão meus defeitos e lutar para vencê-los.&lt;br /&gt;Ter 18 anos significa me despir de preconceitos. Significa assumir meus sentimentos e vontades. Significa tentar me livrar de rótulos ou etiquetas. Significa ouvir música sem dar a mínima pra o que pensam da banda ou de quem a ouve. Significa ver mais filmes, ler mais livros, tentar ser mais culto o possível. Significa não me intimidar diante de uma pessoa notoriamente mais culta do que eu e sim me esforçar para me igualar a ela. &lt;br /&gt;Ter 18 anos significa amadurecer textos, idéias, pensamentos, conceitos, responsabilidades. Significa estar maior. &lt;br /&gt;Acho que ter 18 anos significa só um número, na verdade. Não cresci, não engordei nada (mesmo com o macarrão de todos os dias ^^). Todas essas mudanças são processos naturais. O mesmo processo a vida toda. Ninguém nunca é bom o bastante. Creio que quando eu fizer 19 ainda vou precisar ouvir conselhos e talvez ler esse post mais uma vez pra ver o que eu ainda não estou fazendo bem.&lt;br /&gt;Ter 18 anos significa, para mim, continuar vivendo. Acordar amanhã e encarar a vida. Ir para a faculdade, ver as pessoas que eu gosto. Pensar na minha família. Fazer minhas obrigações. Me divertir. Dormir... And on, and on, and on... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*soundtrack: &lt;strong&gt;We’ve only just begun&lt;/strong&gt;, by The Carpenters&lt;br /&gt;*me sentindo tão terceira temporada de Everwood…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Welcome to eigtheen é um filme de 1986 sobre quatro garotas adolescentes cuja vida é uma festa... ai, os anos 80...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26270152-114653980270554224?l=oteatrodevampiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/feeds/114653980270554224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26270152&amp;postID=114653980270554224&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/114653980270554224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26270152/posts/default/114653980270554224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oteatrodevampiros.blogspot.com/2006/05/pilot-episode-welcome-to-18.html' title='Pilot Episode [ Welcome to 18 ]'/><author><name>Otavio Cohen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13373811668402698123</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_k_aANqYZwps/SKhDLe2zPNI/AAAAAAAAAD0/fMYEpvWUDaI/S220/DSC00214.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
